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Justiça aponta suspeitos de esquema de propina na Alstom

por Redação Carta Capital — publicado 19/01/2011 15h54, última modificação 19/01/2011 17h03
A distribuição de dinheiro para funcionários governamentais teria acontecido em vários países, incluindo o Brasil, em contratos com o Metrô de São Paulo

As acusações de pagamento de propina a funcionários públicos continuam rendendo problemas à gigante francesa Alstom na Justiça do Reino Unido. Entre as denúncias, está uma de fraude nos contratos da Alstom com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). A empresa fornece equipamentos e participa das obras das estações e linhas do metrô paulistano.

O valor total das propinas pagas em diversos países para conseguir preferência em concorrências chega a 120 milhões de dólares, segundo a Justiça da Suíça. Segundo publicou nesta quarta-feira 19 o jornal O Estado de S. Paulo, a Justiça britânica apontou os dois funcionários da empresa suspeitos de terem organizado o esquema de pagamentos.

Stephen Burgin, presidente da unidade inglesa da empresa, e o diretor financeiro Robert Purcell são os principais suspeitos de comandar a distribuição de dinheiro a funcionários governamentais.

Em setembro de 2008, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo já havia apontado irregularidades no contrato entre o Metrô e a Alstom. De acordo com o TCE, houve superfaturamento na compra de trens. O valor acima do normal chegava a 70 milhões de reais. A Alstom nega todas as acusações.

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