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Política

Sem reajuste em 2012

Judiciário não terá aumento

por Redação Carta Capital — publicado 26/09/2011 10h00, última modificação 26/09/2011 13h06
Dilma Rousseff não separa receita para aumento do Judiciário no próximo ano, alegando piora da crise

A presidenta Dilma Rousseff voltou de Nova York na quinta-feira 22, onde foi a primeira mulher da história a abrir uma Assembleia Geral da ONU, e já deve enfrentar turbulências em relação ao orçamento do governo para 2012. A mandatária recebeu um ofício do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Cezar Peluso, questionado se haveria verba destinada para o aumento do salário do Judiciário.

A presidenta, no entanto, não deve incluir o reajuste no planejamento de 2012, uma vez que isso acarretaria um impacto extra de 8,3 bilhões de reais. Na última semana, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, ressaltou esse posicionamento no Congresso, apontando um cenário internacional de agravamento da crise econômica. Logo, na visão do governo, seria necessário conter gastos e priorizar a saúde, educação e redução da miséria.

O governo não esconde a preocupação em ceder ao Judiciário e enfrentar uma onda de pedidos de reajuste de outras categorias de funcionários públicos, como os policiais federais. Atualmente, os ministros do STF recebem 26,7 mil reais por mês. Enquanto isso, os militares têm rendimentos mensais de 4,8 mil reais e os empregados da Receita Federal e da Polícia Federal recebem cerca de 16 mil reais por mês.

O Congresso mostrou-se disposto a aprovar o aumento pedido pelo ministro Peluso. Segundo a categoria, a medida seria uma recomposição para o segmento, que alega estar sem reajuste desde 2006.

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