
Para evitar possível expulsão, ex-presidente da Fifa deixa entidade olímpica antes de comitê de ética apresentar parecer sobre suposto recebimento de propina na entida máxima do futebol mundial. Foto: José Cruz/ABr
Para evitar uma possível expulsão, o ex-presidente da Fifa João Havelange, de 95 anos, renunciou ao Comitê Olímpico Internacional (COI). O dirigente enviou uma carta à entidade na quinta-feira 1, alegando problemas de saúde.
O comitê de ética do COI apresentaria nos próximos dias um parecer sobre o envolvimento do ex-sogro de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, no caso da agência ISL.
A empresa, que faliu em 2001, negociava os direitos de transmissão dos jogos da Copa do Mundo e cuidava do marketing esportivo da Fifa.
Havelange teria recebido cerca de 1,7 milhão de reais em propina da ISL, de acordo com a rede britânica de rádio e televisão BBC. O caso foi investigado pela Justiça da Suíça em 2008, mas a Fifa conseguiu evitar que os nomes envolvidos nos pagamentos de mais de 10 milhões de reais durante os anos 1990 fossem revelados pelo tribunal.
As denúncias da BBC obrigaram, no entanto, o COI a iniciar uma apuração própria, que envolve ainda Issa Hayatou, vice-presidente da Fifa e membro do comitê. Teixeira, também apontado como um dos beneficiários dos pagamentos, não integra o quadro da entidade olímpica.
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Com a renúncia, o caso deve ser encerrado sem a apresentação dos resultados. A suspensão ou expulsão do dirigente eram tidas com prováveis na reunião de quinta-feira 8 do conselho executivo do COI, na Suíça.
Havelange estava há quase 50 anos na entidade, desde 1963. Ele foi nadador olímpico em 1936 e o primeiro dirigente não europeu a presidir a Fifa, cargo que ocupou por 24 anos.
Em 1998, o suíço Joseph Blatter assumiu o comando da entidade máxima do futebol, mas Havelange permanece como presidente honorário.
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