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Política

Máfia dos fiscais

Investigação mira 42 auditores da Prefeitura de SP

por Redação — publicado 05/11/2013 11h15
Eles são suspeitas de enriquecimento ilícito no esquema de extorsão que na semana passada levou 4 servidores para a prisão

O Ministério Público de São Paulo informou que mais 42 auditores fiscais da prefeitura da capital são investigados por suspeita de enriquecimento ilícito no esquema de extorsão implodido na semana passada. A ação, em parceria com a Controladoria Geral do Município, levou quatro pessoas à prisão, entre elas Ronilson Bezerra Rodrigues, chefe de arrecadação da receita no governo Gilberto Kassab e diretor da SPTrans na gestão Haddad. Juntos, eles desviaram 500 milhões de reais em impostos e acumularam patrimônio de 80 milhões, entre casas, lanchas e carros de luxo, de acordo com a investigação.

Segundo a Promotoria, há indícios de crimes como indícios de corrupção ativa, passiva e improbidade administrativa sobre três investigados. A Controladoria cruzou informações sobre os bens adquiridos pelos servidores e os seus rendimentos e descobriu que eles eram incompatíveis. A suspeita é que eles enriqueceram por meio de propinas cobradas de empresas para pagarem menos ISS, o imposto sobre serviços, do que deveriam. A quitação do ISS é necessária para a liberação do Habite-se, autorização para qualquer imóvel na cidade.

De acordo com a Folha de S.Paulo, ao todo 97 inquéritos foram instaurados pela Promotoria do Patrimônio. Os servidores, informou o jornal, devem ser chamados à Promotoria para dar explicações sobre a evolução patrimonial. Um dos servidores é suspeito de comprar uma mineradora no Piauí.

Na lista dos auditores investigados, ainda segundo a reportagem, está Mário Apolaro Júnior, atual diretor da Divisão de Imunidades, Isenções, Incentivos Fiscais e Regimes Especiais da Secretaria Municipal de Finanças.