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Política

Investigação

Haddad diz que esquema de corrupção pode ter mais envolvidos

por Agência Brasil publicado 31/10/2013 18h02, última modificação 01/11/2013 07h12
Segundo o prefeito, foi a partir do cruzamento dos rendimentos dos servidores que a quadrilha foi descoberta
Valter Campanato / ABr
Haddad

Segundo Fernando Haddad, foi a partir do cruzamento dos rendimentos dos servidores que a quadrilha foi descoberta

Flávia Albuquerque

São Paulo – O prefeito Fernando Haddad disse nesta quinta-feira 31 que a fraude no recolhimento do Imposto Sobre Serviços foi descoberta por meio de um inédito cruzamento de dados de todos os servidores da prefeitura, combinando o que é declarado com o que de fato ele possui. “Foi a partir do cruzamento que descobrimos a quadrilha, que está encarcerada e prestando depoimento para que saibamos se há mais pessoas envolvidas”, disse.

Quatro funcionários da Subsecretaria da Receita da prefeitura de São Paulo foram presos, acusados de desvio de R$ 200 milhões nos últimos três anos. As detenções decorreram de uma operação deflagrada pelo Ministério Público Estadual, após investigação feita em conjunto com a Controladoria-Geral do Município de São Paulo.

Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências dos servidores, assim como nas sedes das empresas ligadas ao esquema de corrupção. Os acusados eram investigados há cerca de seis meses pelos crimes de corrupção, concussão, lavagem de dinheiro, advogacia administrativa e formação de quadrilha.

Para Haddad, o número de pessoas presas pode não ficar apenas nos quatro detidos na quarta-feira. “Eles podem dar detalhes e isso expandir a rede. Além disso, vamos chamar as empresas, porque elas têm que prestar esclarecimentos sobre as condições em que se submeteram a essa prática”, disse sem citar os nomes das empresas envolvidas.

O prefeito ressaltou que a intenção agora é recuperar os recursos desviados. “Os bens dos envolvidos estão bloqueados. Todos os carros, pousadas, hotéis, apartamentos de luxo, tudo está bloqueado. E, ao fim do processo, pode voltar para o Poder Público”.