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Grupo de dissidência no PV fará reunião em São Paulo

por Redação Carta Capital — publicado 23/03/2011 17h16, última modificação 23/03/2011 17h16
O racha na legenda começou quando a executiva nacional adiou a convenção, dando mais um ano de presidência a José Luiz Penna; revolta pode resultar na criação de outro partido

O "pesadelo verde" a que se referiu o deputado federal do PV Alfredo Sirkis será debatido em reunião convocada para esta quinta-feira 23 pelo grupo Transição Democrática, liderado por Marina Silva. O pesadelo foi a reunião da executiva nacional do partido, no último dia 17. A direção resolveu adiar a convenção do partido para 2012, esticando o mandato do atual presidente da legenda, José Luiz Penna em um ano, ao contrário do que estava programado - um novo presidente em uma convenção já em 2011.

Marina Silva, candidata à presidência pelo partido em 2010, reagiu à manobra, mas não conseguiu revertê-la. Em artigo escrito após a reunião, o deputado Sirkis condenou o movimento. "Ao longo dos últimos anos, instalou-se uma espécie de presidencialismo sub-reptício neste partido. O presidente passou a exercer solitariamente boa parte do poder que caberia à direção", afirmou.

Marina também resolveu agir e criou o grupo Transição Democrática, que terá sua primeira reunião amanhã, em São Paulo. A ideia é "democratizar" a legenda, mas pode acabar evoluindo para a criação de um novo partido - na esteira do nascimento do PSD, de Gilberto Kassab. "Se, eventualmente, tivermos que começar tudo de novo, o faremos", disse Sirkis.

A reunião foi convocada e, segundo publicou hoje o jornal O Estado de S. Paulo, sete deputados federais do PV já confirmaram presença - metade da bancada do partido na Câmara. A organização da reunião ficou a cargo de Maurício Brusadin, presidente do PV em São Paulo.

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