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Ministério do Trabalho

Governo considera caso 'encaminhado', diz ministro

por Redação Carta Capital — publicado 23/11/2011 14h44, última modificação 06/06/2015 18h15
Apesar do apelo de pedetistas para a sua saída, o ministro tem apoio para seguir no cargo, segundo secretário da Presidência, Gilberto Carvalho
Sem nenhum fato novo há uma semana, ministro do Trabalho permanece no cargo com apoio do governo e maioria dos pedestistas. Foto: Renato Araujo/ ABr

Sem nenhum fato novo há uma semana, ministro do Trabalho permanece no cargo com apoio do governo e maioria dos pedestistas. Foto: Renato Araujo/ ABr

O sexto ministro do governo Dilma a enfrentar denúncias sobre supostas irregularidades, Carlos Lupi, do Trabalho, pode não ter o mesmo destino de outros colegas de governo. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou nesta quarta-feira 23 que Lupi permanecerá no cargo e que, para o governo, o assunto está "encaminhado". Carvalho confirmou a decisão da presidenta Dilma Rousseff de manter o ministro em conversa com o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), pouco antes da reunião da Comissão Executiva do PDT, na terça-feira 22, em Brasília.

“O Lupi continua ministro, a vida segue. Para nós, o assunto está encaminhado”, disse ao deixar a cerimônia de entrega do Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar, em Brasília.

Sobre a possibilidade de o ministro Lupi perder o apoio que tem dentro do PDT, Gilberto Carvalho disse: “Ele (Paulinho) não falou isso pra mim, ontem. A posição foi o contrário, ele me disse que (os pedetistas) apoiavam a continuidade de Lupi”.

Nos últimos dias, alguns parlamentares do PDT defenderam a saída de Lupi do governo, mas na reunião da Executiva Nacional que aconteceu nesta terça-feira, os presidentes dos diretórios estaduais e as bancadas do partido na Câmara e no Senado declararam apoio ao ministro Lupi. O partido não divulgou nota oficial. Alguns parlamentares que defendem o ministro disseram que a nota só teria sentido se constasse a assinatura de todos os pedetistas presentes à reunião.

A maioria dos presentes prestou solidariedade ao ministro e também manifestou que não há motivo para ele deixar o ministério em em razão das denúncias sobre supostas irregularidades em convênios envolvendo organizações não governamentais (ONGs) e o Ministério do Trabalho. Lupi também é acusado de usar uma avião particular, em viagens pelo interior do Maranhão, acompanhado de Adair Meira, diretor de ONGs que têm contratos com a pasta.

A aparente trégua acontece no momento em que é anunciada a intenção do governo de distribuir parte dos lucros do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) entre os trabalhadores. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, publicada nesta quarta-feira, o Ministério do Trabalho estuda enviar um projeto de lei para o Legislativo com a proposta.

 

*Com informações da Agência Brasil

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