Ontem foi um dia longo. Desde o meio-dia acompanhava as peripécias de Obama no Chile, como tinha feito no dia anterior com suas aventuras na cidade do Rio de Janeiro. Essa cidade, em brilhante desafio, tinha derrotado Chicago em sua aspiração a ser sede da Olimpíada de 2016, quando o novo presidente dos Estados Unidos e Prêmio Nobel da Paz parecia um êmulo de Martin Luther King.
Por Fidel Castro
Ninguém sabia quando chegaria a Santiago do Chile e o que faria ali um presidente dos Estados Unidos, onde um de seus antecesores havia cometido o doloroso crime de promover a derrubada e a morte física de seu heroico presidente, horríveis torturas e o assassinato de milhares de chilenos.
Ao mesmo tempo, eu tratava de acompanhar as notícias que chegavam da tragédia do Japão e a brutal guerra desencadeada contra a Líbia, enquanto o ilustre visitante proclamava a “Aliança Igualitária” na região do mundo onde a riqueza está pior distribuída.
Entre tantas coisas, me descuidei um pouco e não vi nada do opíparo banquete de centenas de pessoas com as raridades que a natureza dotou os mares, que se fosse realizado em um restaurante de Tóquio, cidade onde se paga até 300 mil dólares por um atum fresco de aleta azul, teriam sido gastos até 10 millones de dólares.
Era muito trabalho para um jovem de minha idade. Escevi uma breve Reflexão e depois dormi longas horas.
Hoje de manhã estava tranquilo. Meu amigo só chegaria a El Salvador depois do meio-dia. Pedi despachos telegráficos, artigos da Internet e outros materiais recém chegados.
Vi, em primeiro lugar, que por minha culpa os despachos telegráficos tinham dado importância ao que eu dissera sobre o cargo de primeiro-secretário do Partido, e explicarei isso com a maior brevidade possível. Concentrado na “Aliança Igualitária” de Barack Obama, um assunto de tanta relevância histórica ― estou falando sério ― nem sequer recordei que no próximo mês terá lugar o Congresso del Partido.
Minha atitude com relação ao tema foi elementarmente lógica. Ao compreender a gravidade de minha saúde, fiz o que a meu juízo não foi necessário quando tive o doloroso acidente em Santa Clara; depois da queda o tratamento foi duro, mas a vida não estava em perigo.
Quando, porém, escrevi a Proclamação de 31 de julho era evidente para mim que meu estado de saúde era sumamente crítico.
Retirei-me de imediato de todas as minhas funções públicas, acrescentando algumas instruções para oferecer segurança e tranquilidade à população.
Não era necessária a renúncia, em concreto, de cada um de meus cargos.
A função mais importante para mim era a de primeiro-secretário do Partido. Por ideologia e por princípio, em uma etapa revolucionária, corresponde a esse cargo político a máxima autoridade. O outro cargo que eu exercia era o de presidente do Conselho de Estado e de Governo, eleito pela Assembleia Nacional. Para ambos os cargos existia um substituto, e não em virtude de vínculo familiar, que jamais considerei fonte de direito, mas por experiência e méritos.
O grau de Comandante em Chefe foi-me outorgado pela própria luta, uma questão de acaso mais do que de méritos pessoais. A própria Revolução, em etapa posterior, atribuiu corretamente a chefia de todas as instituições armadas ao presidente, uma função que a meu juízo deve corresponder à de primeiro-secretário do Partido. Entendo que deve ser assim em um país que, como Cuba, tem tido que enfrentar um obstáculo tão considerável como o império criado pelos Estados Unidos.
Transcorreram quase 14 anos desde o último Congresso do Partido, anos que coincidiram com o desaparecimento da URSS e do campo socialista, o Período Especial e minha própria doença.
Quando progressiva e parcialmente recuperei a saúde, nem sequer me passou pela cabeça a ideia ou necessidade de proceder ao formalismo de fazer renúncia expressa de nenhum cargo. Aceitei nesse período a honra da eleição como deputado à Assembleia Nacional, que não exigia a presença física, e com a qual podia compartilhar ideias.
Como disponho de mais tempo que nunca para observar, informar-me, e expor determinados pontos de vista, cumprirei modestamente meu dever de lutar pelas ideias que tenho defendido ao longo de minha modesta vida.
Rogo aos leitores que me desculpem pelo tempo gasto nesta explicação, que as circunstâncias mencionadas me obrigaram a dar.
O assunto mais importante, não esqueço, é a insólita aliança entre milionários e famintos que o ilustre presidente dos Estados Unidos propõe.
Os bem informados – aqueles que conhecem, por exemplo, a história deste hemisfério, suas lutas, ou inclusive, somente a do povo de Cuba defendendo a Revolução contra o império que, como o próprio Obama reconhece, tem durado mais tempo que “sua própria existência”-, com segurança se assombrarão com sua proposta.
Sabe-se que o atual presidente é um bom alinhavador de palavras, circunstância que, unida à crise econômica, o crescente desemprego, as perdas de habitações e a morte de soldados norte-americanos nas guerras estúpidas de Bush, o ajudaram a obter a vitória.
Depois de observá-lo bem, não me surpreenderia que fosse o autor do ridículo título com que se batizou a matança na Líbia: “Odisseia do Amanhecer”, que fez tremer o pó dos restos de Homero e dos que contribuíram para idealizar a lenda dos famosos poemas gregos; embora eu admita que talvez o título fosse uma criação dos chefes militares que manejam as milhares de armas nucleares com as quais uma simples ordem do Prêmio Nobel da Paz pode determinar o fim de nossa espécie.
De seu discurso aos brancos, negros, índios, mestiços e não mestiços, crentes e não crentes das Américas, pronunciado no Centro Cultural Palácio de la Moneda, as embaixadas dos Estados Unidos distribuíram cópia fiel em todas as partes, e foi traduzido e divulgado por Chile TV, CNN, e imagino que outras emissoras em outros idiomas.
Foi ao estilo do que pronunciou no primeiro ano de seu mandato, no Cairo, a capital de seu amigo e aliado Hosni Mubarak, cujas dezenas de bilhões de dólares subtraídos ao povo é de se supor que um presidente dos Estados Unidos sabia.
“…O Chile demostrou que não temos por que estar divididos por raças […] ou conflitos étnicos”, assegurou, deste modo o problema americano foi apagado do mapa.
Insiste obsessivamente quase de imediato em que “…este maravilhoso lugar onde nos encontramos, a poucos passos de onde o Chile perdeu sua democracia há várias décadas…” Tudo menos pronunciar o golpe de Estado, o assassinato do meticuloso general Schneider, o nome glorioso de Salvador Allende, como se o governo dos Estados Unidos não tivesse que ver em absoluto nada com isso.
O do grande poeta Pablo Neruda, cuja morte o golpe traidor acelerou, foi pronunciado mais de uma vez, nesse caso para afirmar de forma poeticamente bela que nossas “estrelas” primordiais são a “luta” e a “esperança”. Obama ignora que Pablo Neruda era comunista, amigo da Revolução Cubana, grande admirador de Simón Bolivar, que renasce a cada cem anos, e inspirador do Guerrilheiro Heroico Ernesto Guevara?
Fiquei admirado quase desde o início de sua mensagem, com os profundos conhecimentos históricos de Barack Obama. Algum assessor irresponsável se esqueceu de explicar-lhe que Neruda era militante do Partido Comunista do Chile. Depois de outros parágrafos sem transcendência, reconhece que: “Sei que não sou o primeiro presidente dos Estados Unidos a prometer um novo espírito de cooperação com nossos vizinhos latino-americanos. Sei que às vezes, os Estados Unidos não têm dado suficiente importância a esta região.”
“…A América Latina não é o velho estereótipo de uma região em conflito perpétuo nem prisioneira por ciclos intermináveis de pobreza.”
“Na Colômbia, grandes sacrifícios por cidadãos e forças da segurança têm restaurado um nível de seguriança que não se via desde há décadas.” Ali jamais houve narcotráfico, paramilitares nem cemitérios clandestinos.
Em seu discurso a classe operária não existe, nem camponeses sem terras, tampoco os analfabetos, a mortalidade infantil ou materna, os que perdem a visão, ou são vítimas de parasitas como o mal de Chagas ou de doenças bacterianas como o cólera.
“Desde Guadalajara até Santiago e São Paulo, uma clase média está exigindo mais de si mesma e mais de seu governo”, expressa.
“Quando um golpe de Estado em Honduras ameaçou o progresso democrático, os países do hemisfério invocaram unanimemente a Carta Democrática Interamericana, o que ajudou a assentar as bases do retorno ao Estado de direito.”
A verdadeira razão do maravilhoso discurso de Obama se explica de forma indiscutível no meio da sua mensagem e com as suas próprias palavras: “A América Latina só vai se tornar mais importante para os Estados Unidos, especialmente para nossa economia. […] Compramos mais de seus produtos e serviços que nenhum outro país, e investimos mais nesta região que nenhum outro país. […] nós exportamos mais de três vezes à América Latina do que o que exportamos para a China. Nossas exportações para esta região… aumentam mais rápido do que nossas exportações para o resto do mundo…”. Pode-se ocasionalmente deduzir disto que “quanto mais próspera seja a América Latina, mais próspero serão os Estados Unidos.”
Obama dedica mais adiante insípidas palavras aos fatos reais:
“Mas sejamos francos e também admitamos […] que o progresso do continente americano não é suficientemente rápido. Não para os milhões que sofrem a injustiça da extrema pobreza. Não para as crianças nos bairros e favelas, que só querem as mesmas oportunidades que têm os demais.”
“O poder político e econômico com demasiada frequência está concentrado nas mãos de poucos, em vez de servir à maioria”, expressou textualmente.
“Não somos a primeira geração que enfrenta esses desafios. Há exatamente 50 anos, o presidente John F. Kennedy propôs uma ambiciosa Aliança para o Progresso.”
“O desafio diante do presidente Kennedy persiste: ‘construir um hemisfério em que todos [os povos] possam ter a esperança de um nível de vida apropriado, em que todos possam viver sua vida com dignidade e liberdade’.”
É incrível que venha agora com essa história tão tosca que constitui um insulto à inteligência humana.
Não lhe resta mais remédio que mencionar entre as grandes calamidades um problema que se origina no colossal mercado dos Estados Unidos e com as armas homicidas desse país: “Os bandos de criminosos e narcotraficantes não são apenas uma ameaça contra a segurança dos cidadãos. São uma ameaça contra o desenvolvimento porque afugentam o investimento de que a economia necessita para prosperar. E são uma ameaça direta contra a democracia porque alentam a corrupção que solapa as instituições por dentro.”
Mais adiante acrescenta relutantemente: “Mas nunca eliminaremos o atrativo dos cartéis e bandos a não ser que também enfrentemos as forças sociais e econômicas que alimentam a criminalidade. Necessitamos chegar aos jovens vulneráveis antes que recorram às drogas e ao crime.”
“Como presidente, tenho deixado claro que nos Estados Unidos aceitamos nossa responsabilidade pela violência gerada pelas drogas. A demanda de drogas, incluída a dos Estados Unidos, impulsiona esta crise. Por isso formulamos uma nova estratégia para o controle das drogas que está centrado em reduzir a demanda de drogas por meio da educação, prevenção e tratamento.”
O que ele não diz é que em Honduras 76 pessoas em cada 100 mil habitantes morrem por causa da violência, 19 vezes mais do que em Cuba, onde praticamente, apesar da proximidade dos Estados Unidos, tal problema quase não existe.
Depois de umas quantas bobagens do tipo, sobre as armas direcionadas ao México, que estão confiscando, um Acordo Transpacífico, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, com o qual diz que se esmeram em aumentar o “Fundo de Crescimento com Microfinanciamento para as Américas” e prometer a criação de novas “Vias à Prosperidade” e outros termos altissonantes que pronuncia em inglês e espanhol, volta a suas peregrinas promessas de unidade hemisférica e trata de impressionar os ouvintes com os riscos das mudanças climáticas.
Obama acrescenta: “E se alguém duvida da urgência das mudanças climáticas, basta que olhem dentro do continente americano, desde as fortes tormentas do Caribe até o derretimento das geleiras nos Andes e a perda de bosques e terras de cultivo em toda a região.” Sem o valor de reconhecer que seu país é o máximo responsável por essa tragédia.
Explica que se orgulha de anunciar que “…os Estados Unidos estão trabalhando com sócios na região, entre eles o setor privado, para aumentar em 100 mil o número de estudantes dos Estados Unidos na América Latina e em 100 mil o número de estudantes da América Latina que estudam nos Estados Unidos.” Já se sabe o que custa estudar Medicina ou outra carreira nesse país e o roubo descarado de cérebros que os Estados Unidos praticam.
Todo o seu palavreado para terminar com uma loa à OEA que Roa qualificou como “Ministério Ianque das Colônias”, quando em memorável denúncia de nossa pátria nas Nações Unidas, informou que o governo dos Estados Unidos tinha atacado nosso território em 15 de abril de 1961 com bombardeiros B-26 pintados com insígnias cubanas; um fato desavergonhado que dentro de 23 dias completará 50 anos.
Dessa forma acreditou que tudo estava totalmente pronto para proclamar o direito a subverter a ordem em nosso país.
Confessa heroicamente que estão “permitindo que os estadunidenses enviem remessas para dar certa esperança econômica às pessoas em Cuba, como também mais independência das autoridades.”
“…continuaremos buscando maneiras de aumentar a independência do povo cubano, que tem direito à mesma liberdade que todos os demais países neste hemisfério.”
Em seguida, reconhece que o bloqueio prejudica Cuba, priva a economia de recursos. Por que não reconhece que as intenções de Eisenhower e o objetivo declarado dos Estados Unidos quando o aplicou era render pela fome o povo de Cuba?
Por que se mantém? A quantas centenas de bilhões de dólares ascende a indenização que os Estados Unidos devem pagar a nosso país? Por que mantêm na prisão os cinco heróis anti-terroristas cubanos? Por que não se aplica a Lei de Ajuste a todos os latino-americanos em vez de permitir que milhares deles morram ou fiquem feridos na fronteira imposta ao país do qual foi arrebatada mais da metade do seu território?
Rogo ao presidente dos Estados Unidos que me escuse a franqueza.
Não abrigo sentimentos hostis para com ele ou seu povo.
Cumpro o dever de expor o que penso de sua “Aliança Igualitária”.
Os Estados Unidos nada ganharão ao criar e estimular o ofício de mercenários. Posso asegurar-lhe que os melhores e mais preparados jovens de nosso país graduados na Universidade de Ciências Informáticas conhecem muito mais de Internet e computação do que o Prêmio Nobel e presidente dos Estados Unidos.
Fidel Castro Ruz
22 de março de 2011, 21h17
Fonte: Cubadebate
Tradução da Redação do Vermelho
*Matéria publicada originalmente no Vermelho
Bravo, Fidel !!! Gostaria de ler mais suas sábias palavras, nesta bela revista que é a Carta Capital. A esperança de dias melhores para Cuba não passa certamente pela cabeça dos norteamericanos. A devolução da baia de Guantánamo é um dos meus sonhos. Quantas mortes sumárias, sem direito a julgamento acontecem ali. Quantos sequer, constam em algum registro que estão presos na baia…”se não existem, como ter que levá-los a julgamento”, não? Mudando um pouco, o comunismo idealizado por Lênin e Trotsky, nada tem a ver com as loucuras de Stálin.
Sinceramente nao concordo com a opiniao articulista quando diz que o Obama veio ao Brasil fazer peripecias,ao contrario,mostrouse um homen simples,carismatico e acima de tudo ,reconhecendo que nao existe mais aquele Brasil em que o Chefao do FMI descia do aviao ,com uma maleta preta,dizendo no que o brasil deveria fazer.Hoje vigora o rerspeito mutuo e,acho que nos brasileiro precisamos acabar com este rancor contra os americanos.Precisamos deles assim como eles precisam de nos e de toda a america latina.A questao do fidel,deve-se ser respeitada e tentar apaziguar as desavenças,afinal temos uma mente para raciocinar e,resolver as questoes sem violencia.Nao somos animais irracionais.
Concordo integralmente com o Fidel. A exemplo do discurso de Obama aqui no Brasil, que não passou de um engodo demagógico que reconheceu a ascensão do Brasil governado por Lula e falou de um passado ditatorial e repressor como se os EUA não tivessem nada haver com os anos que nos foram roubados, sua fala no chile foi, no minimo, cínica.
Falou o Guia dos Povos. Dê os braços a Kim Jong-il e implante o totalitarismo, única forma de deter os novos meios de comunicação libertários e liberais que trarão liberdade ao povos…
Porque sempre existem comentários extremos? não se pode encontrar verdades em dois opositores? Sempre deve existir um lado do “Bem” e outro do “Mal”? A sociedade tem que parar de pensar que o mundo é uma novela e começar a escutar e avaliar os dois lados da moeda.
Eu é que pergunto, Osni, até quando aguentaremos os EEUU falando tantas mentiras e agindo escancaradamente contra os povos, invadindo , matando arrasando como se fôra o guardião da liberdade. Você Osni, parece-me que acredita nisso. É uma pena.
Allende foi eleito pelo voto e morto pelos militares chilenos e pelas forças americanas as mesmas que contribuiram para o golpe militar aqui no brasil. Se essas pessoas não conhecem a história recente do Brasil como podem conhecer a história de Cuba, de Fidel. Vai aí uma dica: Furacão Sobre Cuba de Jean Paul Sartre, A Ilha de Fernando de Morais.
Impressionante a lucidez e perspicácia de um líder, que acima de tudo, conseguiu reduzir praticamente a zero, os antigos problemas sociais de Cuba(miséria e pobreza , violência urbana, anafalbetismo, déficit habitacional, atendimento médico/hospitalar à população…). Problemas que só aumentam, por sinal, na maioria dos países da Terra.
Cuba é pobre, pelo bloqueio econômico, pela escassez de riquezas naturais e pelo próprio tamanho. Pode haver restrições políticas graves por lá, mas com certeza, sua população sabe muito mais sobre os podres do imperialista Capitalismo Financeiro. É um povo muito mais politizado E ALEGRE/FELIZ que os outros povos do planeta.Isso é certo.
Sugiro acesso a
http://governo-washington.blogspot.com (especialmente artigos: 2. Money Control; 7.Monark Financeira; 17. Xadrez do Cabal; 18. South Ossetia; 19. Quem está no Gov Washington?; 23. Jogos de Guerra, além dos excelentes links à direita, de jornalismo independente pelo mundo afora).
Também sugiro
http://www.gulliver1001.bravehost.com (especialmente “Invisível 1 ao 6″, do cabeçalho do site, mais os links à direita de “Invisível 1 : jornalismo independente, também).
obs. acho anta o Nilson Santos, que sofreu lavagem cerebral da mídia desonesta e conspiradora, tipo PiG, de PHA (ver em http://www.conversafiada.com). Vá a Cuba, anta, e leia os artigos de Fidel em http://WWW.CUBADEBATE.CU, antes de repetir os chavões da mídia que não presta, comprometida com o “Gov Invisível”. Você apoia a “democracia fisiológica americana, com máquina eleitoral movida a poder econômico de grupos inescrupulosos, que FRAUDA DUAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS (BUSH, NA FLÓRIDA, COMPROVADO, MAS QUE FICOU POR ISSO MESMO), com a mídia manipulando totalmente a população (COMO NO BRASIL)? Ora, ora, incauto Nilson…
Esse texto (escrito por um senhor com mais de 80 anos e com a saude debilitada) é mais lucido que 52 textos escritos por “reinados e/ou diogos” naquela revista semanal das paguinas amarelas
Gracias comandante!
Mesmo não concordando com várias coisas de Fidel, e concordando com muitas outras, é interessante ver com ainda está extremamente lúcido. E como são as opiniões divergentes que nos fazem realmente pensar e refletir sobre determinado assunto.
“Pinochet , Fidel , Bush, Stalin , Robert Macnamara , Medici” ROBERTO LUIZ RUFO E SILVA. Que samba do crioulo doido, caro Roberto, misturar Bush, Stalin, Pinochet, Medici, Fidel em uma coisa só é, no mínimo, falta de conhecimentos históricos básicos.
Só relembrando que, no caso de Fidel, ele derrubou a ditadura de Fulgêncio Batista, contando com imenso apoio popular. Era uma Revolução Nacionalista, que viraria comunista por ideologia, mas também por força das circunstâncias da época. Até hoje Fidel conta com grande apoio popular por parte dos cubanos. Mudanças político-econômicas são necessárias, e virão, mas ele não é um de.mônio como adora-se pintar por aí.
Fidel, Fidel…
Sempre com as palavras certas e cheias (diferentemente das vazias de Barack), mostra aos paises da OEA o verdadeiro motivo das visitas triunfais e com protocolos rigorosíssimos. Para quê? Aumentarem cada vez mais a maior economia do mundo, sob as custas (velhas) do continente Americano.Isso persiste desde os tempos do Congresso da Filadelfia, com o heroi Thomas Jefferson.
Quanta hipocrisia.
O sonho dos Estados Unidos continua o de sua velha mãe Europa: o imperialismo, por meio de 1.coerção guerras declaradas, intervencções militares etc. 2. coação-golpes militares (o Chile,o mais dramático das últimas décadas,com a expertise do judeu Kissinger no comando, podemos imaginar o quanto os chilenos sofreram nas mãos desse Hitler denegado) 3. cooptação- a garantia do ganho líquido e certo por parte mercadores nacionais inescrupulosos 4. cooperação -os grandes veículos de comunicação incapazes de criar,estimular,organizar a cultura nacional, importam o produto cultural
estadunidense (crianças da “classe média” consomem ou vivem o dia das bruxas como se lá tivessem nascido) para o fácil enriquecimento das partes comprometidas.
Pode-se alinhar outras maneiras nada amistosas pelas quais os governos dos Estados Unidos se relacio naram com o mundo. Mas americanos verdadeiramente eles nunca foram, pois desprezaram, desrespeitaram,maltrataram, todo os povos da América, exceto o Canadá, que como os Estados Unidos, âdota a mesma postura submissa ao Velho Continente já decorridos séculos e séculos da independência colonial. Indepedência nas Américas! Abaixo o insustentável bloqueio contra Cuba!
Tem gente que fica cego mesmo com essas ideologias marxistas por esta matéria até parece que o Fidel Catro é um democrata e Obama o ditador. Quem é Fidel Castro pra criticar Pinochet se ambos são da mesma LAIA se fizermos uma comparação entre os dois Pinochet é anjinho: FIDEL 52 ANOS NO PODER é o ditador-mor do planeta; PINOCHET 8 ANOS NO PODER; FIDEL MATOU mais de 30000; PINOCHET MATOU 3000. Ainda tem gente neste país que quer defender o genocida do Fidel pq este é de esquerda, brincadeira esses comunas.
Não se pq esta revista se refere a Fidel Castro como presidente e a Pinochet como ditador se os dois são ou foram ditadores sanguinários que ceifaram milhares de vida. A carta capital fala muito de direitos humaos mas isso só vale pra ditaduras de direita. Um peso e duas medidas,quanta hipocrisia desta revista, infeliz que toma como parâmetro essas informaçãoes.
Em tempos “pasteurizados” pelo consenso(?) é bom ouvir o que cada um tem a dizer de si mesmo.
O contraditório é que nos faz pensar.
Grande líder ,Fidel.Sábias palavras.Barac Obama é mais um presidente americano jogando palavras ao vento achando que nós, latino-americanos, queremos que o sonho americano seja também o nosso sonho.Ele não é bem informado ou é um ingênuo.Nosso somho nós mesmo os sonhamos.Nunca mais América do Norte! Lula é nosso Che.Com ele vivemos nossos sonhos e continuamos com Dilma.Torço para que um dia a Cuba possa enfim viver o sonho de Che e de Fidel, livre, sem embargos intolerantes..Eles merecem.Obama não nos engana com seu discurso cheios de palavras bonitas,mas não passa de um santo de pau oco.
Boa Tarde !
Pablo Neruda assim como Oscar Niemayer sempre apoiaram as torturas em Moscou e Havana .
Certa ocasião , quando indagado dos hospitais psiquiátricos e os gulags na falecida ( e já vai tarde ) URSS , Luis Carlos Prestes ( O Velho , pricipalmente nas ideias ) respondeu : ” Era necessário para defender a pureza da revolução comunista ” .
Pinochet , Fidel , Bush , Stalin , Robert Macnamara , Medici , servem apenas para atestar a grande frase do grande Millôr Fernandes : ” O Capitalismo é a exploração do homem pelo homem , e o comunismo é o contrário ” .
Roberto Rufo .
A ignorância do cidadão acima é evidente. Perdoem-no portanto as palavras grosseiras.
A Revolução Cubana foi uma revolução nacionalista, com amplo apoio popular contra uma ditadura, que culminou no exílio do ditador Fulgêncio Batista. O golpe no Chile foi um golpe, contra o governo democraticamente eleito do Presidente Salvador Allende, que culminou em sua morte, cercado por forças golpistas de Pinochet e dos Estados Unidos. São duas situações bastante distintas, e, por mais que se discorde, ou mesmo abomine Fidel Castro, não tem como estabelecer uma comparação razoável nos termos em que foi colocada.
Sensacional texto…
é uma pena que para entendê-lo tem que saber muito da história da América Latina e isso no Brasil, infelizmente, não é ensinado nas escolas e sim nas TV’s representantes das oligarquias.
Este fidel é uma anta mesmo.- ele fala do golpe no chile, ele é bastante cínico como se ele tivesse chegado ao poder em cuba pelo voto e lá fosse uma democracia, até quando nós vamos aguentar este homem.
27.04.2012
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