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Política

Operação Lava Jato

Ex-diretor da Petrobras faz acordo de delação premiada

por Redação — publicado 14/09/2014 09h15, última modificação 14/09/2014 09h29
Por pena menor, Paulo Roberto Costa deve devolver ao menos US$ 23 milhões ilícitos bloqueados em contas na Suíça
Agência Brasil
Paulo Roberto Costa

Por uma pena menor, Paulo Roberto Costa deve devolver ao menos US$ 23 milhões

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal no Paraná que pode garantir sua saída da cadeia ainda nesta semana, além de uma pena de cinco anos de prisão. Ao fim do processo, ele teria direito ao regime semiaberto e poderia progredir ao regime aberto em poucos meses. Ele aceitou devolver ao menos US$ 23 milhões em dinheiro ilícito bloqueado em cinco contas na Suíça. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Nas últimas duas semanas, Costa prestou depoimentos diários sobre o suposto esquema de desvios de dinheiro na Petrobras, no qual acusou diversos políticos da base aliada da presidenta Dilma Rousseff como beneficiários de propinas. Entre os nomes citados estão Renan Calheiros (PMDB-AL), Roseana Sarney (PMDB-MA), Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Eduardo Campos (PSB-PE).

Costa foi preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal, que investiga um esquema suspeito de desviar 10 bilhões de reais da estatal. Antes de fazer o acordo, o ex-diretor teria sido alertado pela sua defesa para a possibilidade de receber uma condenação superior a 50 anos pelos crimes de lavagem de dinheiro e ocultação e destruição de documentos caso não colaborasse com a Justiça.

Costa aparece como réu em dois processos criminais, além de ser alvo de vários inquéritos da PF. O acordo o deixará livre destes processos e averiguações.