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Política

Eleições 2010

Em território de Serra, Yeda não é bem vinda

por Lucas Azevedo — publicado 17/08/2010 17h00, última modificação 17/08/2010 17h00
Durante ato em Porto Alegre, tucano erra nome de candidata e pede votos para José Fogaça, do PMDB

Durante ato em Porto Alegre, tucano erra nome de candidata e pede votos a Fogaça

Enquanto a campanha eleitoral avança, o candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, esquece Yeda Crusius, o nome do partido ao governo do Rio Grande do Sul. Por mais que partidários se esforcem para defender que os desencontros entre os dois nas agendas em território gaúcho vêm acontecendo por conflitos de agenda, fica cada vez mais clara a preferência do ex-governador de São Paulo por José Fogaça (PMDB) para ocupar o Palácio Piratini.

Durante o ato suprapartidário de apoio à sua candidatura em uma churrascaria de Porto Alegre, na tarde de ontem, Serra dividiu o palco com Yeda por poucos minutos. E mesmo assim, sem nenhum esforço para demonstrar agrado pela presença da governadora.

Segundo reservadamente afirmaram participantes do encontro, a presença de Yeda no evento não estava programada. A impressão foi a de que ela chegou sem ser convidada, fez um discurso de improviso, e logo, convidada a se retirar.

Em certo ponto de sua fala, o candidato tucano chegou a cometer um ato falho e emendar um elogio a José Fogaça, em detrimento à governadora. “Meus amigos, minhas amigas. Queria saudar aqui a governadora Yeda ‘Cruzes’, Crusius, que teve que sair...”

Posteriormente, ao pedir votos aos deputados estaduais que o apóiam, aos federais, e aos senadores, “esqueceu” de citar Yeda. Questionado por alguns participantes, disparou: “Ah, a Yeda. Vocês sabem que tem o meu partido com a Yeda que é uma grande candidata, uma grande governadora. E tem o PMDB, com o Fogaça, que é um grande homem. Um desses dois vai governar o Rio Grande sem dúvida nenhuma”.

No RS, fica evidente os afagos de Serra a Fogaça e o namoro de parte do PMDB ao tucano – mesmo que isso represente o enxotamento de Yeda. Pelo Twitter, o deputado Luiz Fernando Záchia (PMDB) – até então aliado de Yeda, que foi seu Chefe da Casa Civil e, inclusive, acabou investigado pela fraude no Detran gaúcho – disse que não compareceu ao ato “pois o mesmo perdeu o carater suprapartidário, pela presença da candidata ao governo do RS pelo PSDB”.

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