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Política

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Em discurso, Aécio exuma 'era FHC' e tenta liderar oposição

por Redação Carta Capital — publicado 06/04/2011 22h23, última modificação 11/04/2011 09h59
Subindo à tribuna para críticas ao governo Dilma, ao PT e elogios ao ex-presidente, o senador mineiro tenta o posto de 'farol' para os opositores
Em discurso, Aécio exuma ‘era FHC’ e tenta liderar oposição

Subindo à tribuna para críticas ao governo Dilma, ao PT e elogios ao ex-presidente, o senador mineiro tenta o posto de 'farol' para os opositores. Da Redação. Foto: Geraldo Magelo/Ag. Senado

Cumpridos 100 dias do governo da presidenta Dilma Rousseff, o senador tucano Aécio Neves ocupou a tribuna do Senado para tentar assumir, de vez, o posto de 'farol da oposição'. Sem permitir apartes de outros senadores, o mineiro ignorou por diversas vezes a campainha que sinalizava o fim de seu tempo - assim como a ignorou a mesa da casa, presidida por José Sarney.

O discurso - "elegante", segundo o colega José Agripino (DEM) - começou em tom conciliatório - "Não confundo agressividade com firmeza" -, mas logo mostrou aspereza contra o PT e o governo - "Os que acham que encontrarão tolerância em relação aos erros do governo também vão se decepcionar".

Sem mencionar muitas vezes o nome da presidenta, Aécio enalteceu o governo de Fernando Henrique Cardoso e deu mais uma estocada no governo petista dos últimos oito anos: "Ao contrário do que alguns querem fazer parecer, o país não nasceu ontem". O senador citou a redemocratização, o governo Sarney e a criação do plano real e atos do governo FHC, pontuando cada frase: "Nós estávamos lá. Os nossos adversários, não".

Seguiu o discurso, para deleite da oposição - "fez subirem os pelos dos meus braços", disse mais tarde o também tucano Mario Couto. Aécio recuperou a escolha do presidente da Vale em um dos momentos de crítica mais direta a Dilma Rousseff: "Não é do interesse do país que o governo avance sobre empresas privadas. Aécio afirmou que o caso da Vale abre um perigoso precedente".

Em outra crítica à gestão Lula e ao início do governo Dilma, Aécio declarou que "o Brasil precisa de um choque de realidade". Na visão do pretenso líder oposicionista, a volta da inflação mostra que o país não está "cor-de-rosa".

No encerramento, o discurso de Aécio foi muito aplaudido. O presidente da mesa, José Sarney, aceitou estender o tempo para que houvesse apartes vindos do plenário. Entre elogios e críticas, a voz de Mario Couto destacou-se com a questão dos "pelos dos braços". É esperar para ver qual efeito terá a fala do ex-governador mineiro.

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