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Política

"Mensalão"

PT vai dizer que é vítima de sistema eleitoral, afirma jornal

por Redação — publicado 25/11/2013 10h36, última modificação 25/11/2013 10h38
O partido apresentará documento no qual afirma ser "prisioneiro" de um sistema eleitoral que favorece a corrupção

Depois das prisões dos petistas condenados no "mensalão", o PT pretende expor a tese de que o partido atualmente é "prisioneiro de um sistema eleitoral que favorece a corrupção", em seu 5º Congresso Nacional, que será aberto em dezembro. O documento foi redigido por Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República, e já foi apresentado ao Diretório Nacional do partido na última segunda-feira 18, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

O texto, que ainda poderá ser modificado por emendas, não cita o "mensalão", mas levanta a bandeira da ética como forma de fazer um contraponto ao escândalo que atingiu o partido. E volta a defender uma ampla reforma política. Em junho, após a série de protestos que aconteceram no País, a presidenta Dilma Rousseff sugeriu ao Congresso a realização de um plebiscito que propunha uma reforma política, mas a ideia não avançou.

Ainda de acordo com a Folha de S. Paulo, a principal defesa do PT diz respeito ao financiamento público exclusivo de campanha, segundo o partido, o principal passo a ser dado no rumo de uma reforma política. As críticas do PT também atingem o Judiciário, ao afirmar que o "sistema judicial é lento, elitista e pouco transparente" e que ele tem sido "permeado por interesses privados". Há críticas também à "burocratização" do partido durante os 11 anos de governo. Segundo o documento, o PT não avançou na hora de empregar um novo ritmo à sua política.

No fim do documento, o partido compara o atual momento político com o fim da ditadura: "Quando saímos da noite da ditadura, soubemos dizer 'Nunca Mais!'. Agora, depois de uma década de grandes transformações, afirmamos 'Nunca menos!'".

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