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Política

Eleições 2010

Eleição de Tiririca ainda é questionada na Justiça

por Felipe Corazza — publicado 05/10/2010 17h20, última modificação 06/10/2010 11h29
Justiça eleitoral paulista acatou denúncia por suspeita de analfabetismo; caso o palhaço perca o direito ao mandato, José Genoíno (PT) assume a vaga

O candidato a deputado federal mais votado do Brasil está ameaçado. Tiririca, eleito no domingo 3 pelo Partido da República, teve mais de 1,3 milhão de eleitores em São Paulo, mas as tentativas de impugnação de sua candidatura continuam, mesmo após o pleito.

A Justiça Eleitoral de São Paulo recebeu nesta segunda-feira 4 denúncia elaborada pela Procuradoria Eleitoral do estado contra Tiririca. O imbroglio tem como base uma matéria publicada na revista Época, levantando a suspeita de que o palhaço é, na verdade, analfabeto.

Segundo a denúncia, a declaração escrita por Tiririca para conseguir o registro eleitoral pode ter sido feita por outra pessoa. De acordo com uma nota publicada pela procuradoria no dia 27, "se eleito e se for comprovada eventual irregularidade na documentação apresentada, há a possibilidade de recurso por inelegibilidade constitucional (analfabetismo, conforme artigo 14, parágrafo 4º da Constituição Federal)".

Eleito, Tiririca foi. Agora, resta comprovar, em 10 dias, que sabe ler e escrever. Caso não consiga e seja considerado inelegível, o palhaço perde sua passagem para Brasília e quem herda os votos é o partido. Isso porque, segundo o parágrafo quarto do artigo 175 do Código Eleitoral, "quando a decisão de inelegibilidade ou de cancelamento de registro for proferida após a realização da eleição", caso de Tiririca, "os votos serão contados para o partido pelo qual tiver sido feito o seu registro".

Como o PR está coligado com PRB, PT, PC do B e PT do B, o candidato da coligação que irá para a Câmara dos Deputados caso Tiririca caia será o mais bem colocado entre os que ainda não conquistaram uma vaga. No caso, José Genoíno, do PT.

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