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Eduardo Campos diz que "pacto político mofou"

por Redação — publicado 04/02/2014 13h41, última modificação 04/02/2014 14h01
Em apresentação de programa do PSB e da Rede, o pré-candidato à Presidência diz que o governo federal "saiu dos trilhos" e entrou em "letargia"
Reprodução
Marina e Eduardo

Eduardo Campos e Marina Silva recebem o apoio de Roberto Freire, presidente do PPS

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse nesta quarta-feira 4, em Brasília, que o pacto político do governo federal "mofou" e não dará mais “nada de bom” para a sociedade brasileira. Ao lado de Marina Silva para lançar as diretrizes de seu programa de governo, o ex-ministro do governo Lula elevou o tom contra a gestão petista e prometeu "radicalizar" o sistema de ensino no País. “Temos que radicalizar, colocar técnica e recursos. Temos que colocar o povo próximo da reformulação da política e ter controle social sobre as escolas. Ter uma escola em que a comunidade participe”, disse Campos. No discurso, ele lembrou o educador Paulo Freire, que foi capaz de "unir o campo popular”.

Segundo Campos, o “país parou”, “saiu do trilhos” e está em um “estado de letargia”. “É contra esse estado de letargia que nós vimos e aplaudimos o que fez o povo brasileiro em junho. O povo foi às ruas para dizer que queria ir adiante. Todas as vezes que o povo do Brasil foi às ruas, anunciou mudanças. Anunciou melhoras,” disse, lembrando das campanhas da Diretas Já e outras mobilizações populares. Campos afirmou ainda que o “velho pacto político mofou” e que não dará mais “nada de bom” para a sociedade brasileira.

Campos ainda criticou indiretamente a diminuição do crescimento da economia brasileira. “As políticas sociais no Brasil foram muito importantes, mas elas precisam ser protegidas por um crescimento da nossa economia. Se não, a gente não segura as conquistas que elas trouxeram.” Além da educação, ele citou outras plataformas como a reforma agrária e a segurança pública. “Se foi possível por fim a um regime autoritário, se foi possível fazer essa transição democrática, por que não é possível fazer uma política pública que protege os pobres, os negros, os gays e as lésbicas da violência urbana e doméstica?” disse Campos.

Marina Silva: “Não sou boa para conseguir voto para mim mesma”

A ex-senadora e ministra do Meio Ambiente Marina Silva discursou antes de Campos. Marina se aliou ao pernambucano em outubro do ano passado, quando não conseguiu angariar as assinaturas necessárias para a criação do seu próprio partido, a Rede, que foi então incorporada ao PSB. Referindo-se às alianças do atual governo, a provável candidata à vice na chapa de Campos afirmou ser possível “reconstruir aquilo que está mofando na política”. Marina disse que Campos tem “vantagens” sobre ela. Disse que o aliado não precisa enfrentar “metade dos preconceitos” que ela sofre. “Não sou boa para conseguir votos para mim mesma, mas sou boa para conseguir voto para outras pessoas."

Antes do discurso da ex-senadora, um poeta resumiu as diretrizes do rascunho do programa do PSB em um verso. O programa será organizado nos seguintes eixos: "Estado e democracia de alta intensidade", "economia para o desenvolvimento sustentável", "educação, cultura e inovação", “políticas sociais e qualidade de vida" e "novo urbanismo e pacto pela vida".

No mesmo evento, o presidente do PPS, Roberto Freire, oficializou a adesão à aliança da Rede e do PSB.

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