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Direção nacional do PT se distancia de "onda vermelha"

por Redação — publicado 20/06/2013 16h15
O Diretório Municipal do partido, no entanto, convocou militantes a "vestir vermelho" e defender legado de Dilma e Lula

A direção nacional do PT confirmou que convocou seus militantes para participar das manifestações na tarde desta quinta-feira 20 em comemoração à redução do preço das tarifas de transporte público em São Paulo, mas nega ter organizado um ato chamado de "onda vermelha". O diretório municipal do PT, entretanto, mantém em seu site uma convocação para que seus filiados "vistam vermelho" e defendam o legado do ex-presidente Lula e de Dilma nas ruas.

Em um documento oficial, assinado pelo presidente nacional do partido, Rui Falcão, o PT "conclama a militância a continuar presente e atuante nas manifestações lado a lado com outros partidos e movimentos do campo democrático e popular" e diz que a presença de filiados do PT, com "nossas cores e bandeiras neste e em todos os movimentos sociais, tem sido um fator positivo não só para o fortalecimento, mas, inclusive, para impedir que a mídia conservadora e a direita possam influenciar, com suas pautas, as manifestações legítimas".

A direção do PT nega, no entanto, ter convocado o ato que vem sendo conhecido nas redes sociais como "onda vermelha". Rui Falcão chegou a divulgar em sua conta oficial no Twitter a hashtag #ondavermelha, mas depois apagou a mensagem.

Enquanto a direção nacional do PT mantém o discurso de atuar em conjunto com os manifestantes que vão celebrar a redução da tarifa, o Diretório Municipal do partido em São Paulo tem outro discurso. A convocação é para a militância "vestir vermelho, levar sua bandeira para defender o legado dos 10 anos de governo democrático e popular representados pelo presidente Lula e pela presidente Dilma". O ato está convocado para 16h30 desta quinta, na esquina das avenidas Angélica e Paulista, na região central de São Paulo, a poucos metros da concentração da passeata convocada pelo Movimento Passe Livre (MPL).

A convocação do Diretório Nacional do PT chamou a atenção pelo local e momento em que foram convocados, uma vez que os movimentos chamados pelo MPL, mas não controlados pelo grupo, se caracterizaram por certa hostilidade à presença de partidos políticos.

 

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