Como definir o jornalista? “Qualquer um que fizer jornalismo”, responde o escocês Andrew Marr no seu livro My Trade (Pan Books, 2005, 300 págs). Jornalista de mão cheia, ex-editor do diário The Independent e da Economist, Marr diz quem são as pessoas mais propensas a mergulhar no jornalismo: “bêbados, disléxicos e algumas das pessoas menos confiáveis e mais perversas da Terra”.
Mas há consolo no livro de Marr, consagrado à história do jornalismo britânico. “Tirando o crime organizado, o jornalismo é a mais poderosa e agradável antiprofissão”.
Marr, de 51 anos, causaria um grande alvoroço no Senado brasileiro. Por dois motivos. Primeiro, porque sua ironia seria levada a sério pela maioria dos senadores. Em segundo lugar, Marr formou-se em Letras.
E aí mora o problema.
Marr, iconoclastia à parte, não seria considerado um jornalista pelos senadores brasileiros pelo fato de não ter estudado jornalismo.
O Senado acaba de aprovar uma proposta de emenda constitucional para tornar obrigatório o diploma de nível superior para o exercício do jornalismo. Haverá outra votação no Senado. Se a emenda for aprovada será analisada pelos deputados.
Claro, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubará a medida (se aprovada pelos deputados). Em junho de 2009, vale recapitular, o STF acabou com a exigência do diploma para jornalistas. A norma era incompatível com o princípio de liberdade de expressão.
Mas o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), autor da proposta, não concorda com o STF. “Todas as profissões têm o seu diploma reconhecido, menos o diploma de jornalista, o que é uma incoerência, uma distorção na legislação brasileira”, declarou.
E senadores, precisam de diploma? Nenhum.
Basta ter nacionalidade brasileira e mais de 35 anos de idade. Na França qualquer deputado graduou-se no mínimo em ciências políticas. E isso fica claro nos discursos na Assembleia Nacional e no Senado. Lá fala-se em ideologia partidária, entre outros temas aqui ignorados.
E aqui aproveito para fazer uma sugestão: já que jornalistas precisam, segundo os senadores, de diploma, por que não aplicar a mesma proposta para os senadores brasileiros? Os debates, quiçá, se tornariam mais fecundos.
Certo é que, de forma geral, os colegas formados por universidades de jornalismo a pipocar Brasil afora, quase todos a trabalhar para a mídia ultraconservadora, não têm contribuído para melhorar o nível da mídia.
Os grandes diários brasileiros, com colegas com canudo de jornalista ou não, são ilegíveis. Por exemplo, um dos destaques da Folha de São Paulo na quinta-feira 1º é que a apresentadora Fátima Bernardes “deve deixar a bancada do ‘Jornal Nacional’”. Ela estaria “cansada”.
Eis a questão: o nível das escolas de jornalismo é baixo, ou seriam os patrões que limitam o trabalho de apuração dos repórteres – e principalmente dos colunistas? Seriam as duas coisas? Como dizia o grande jornalista italiano Enzo Biagi (outro que não tinha diploma de jornalista): “Meus únicos patrões sempre foram meus leitores”.
Nos Estados Unidos e na Europa o canudo de jornalista não é necessário para exercer a profissão. Basta um diploma, isto é, uma especialização. Lá é comum estudantes com ambições jornalísticas trabalharem nos jornais das universidades enquanto se formam em história, ciências políticas, economia, etc. Na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, por exemplo, alunos de diferentes departamentos trabalham no excelente diário Daily Bruin, distribuído gratuitamente no campus e nos bairros em torno de Westwood, onde fica a UCLA.
Na França e no Reino Unido ninguém precisa de diploma de jornalista para trabalhar na mídia. Marr, que especializou-se em literatura inglesa em Cambridge, oferece: “Tudo que o jornalista precisa é ser curioso e saber farejar uma boa história. E mesmo dominando a gramática, só se aprende a escrever escrevendo”.
Vale acrescentar: o jornalismo se aprende indo à rua. “É preciso tirar a bunda da cadeira”, martelava Reali Jr.
O repórter tem de continuar a praticar esse método inclusive para entender o que escreve. Precisa usar os fatos com honestidade, mas ao mesmo tempo tem de entender que o jornalismo tem seus limites, não é uma ciência. Ah, e sempre que possível o senso de humor ajuda. O diploma de jornalista só serve para enfeitar parede.
Volto a meter o bedelho. Quanto mais eu leio os argumentos contra o diploma, mais certeza tenho de que ele é necessário. As pessoas que defendem a “não formação” para jornalistas são as que mais cometem erros de português. Seus textos são ininteligíveis.
É engraçado como os próprios profissionais da área, formados ou não, desvalorizam a profissão. Um canudo de papel não faz um bom profissional, seja na saúde, nas exatas ou nas humanas, mas os 4 ou 5 ou 6 anos vividos para que ele fosse conquistado, sim. Se você está dentro de uma sala na faculdade e não dá a mínima atenção para o que está sendo repassado a você, a escolha é sua: quem será um péssimo profissional será você. Mas é triste saber que nossa população não dá créditos a nossa formação superior. É triste saber que nossa população não acredita que dentro de uma faculdade nós aprendemos a ética sobre a qual devemos trabalhar, as formas de se trasmitir e uma informação, de forma que ela atraia a atenção de vocês e não fuja da verdade, por esse é o principal valor que nossa população espera de um meio de comunicação: e se nós fugirmos dela, nós somos mentirosos, influenciáveis e incompetentes. Em qualquer lugar do mundo, na China, no Japão ou na “Conxinxina”, o jornalismo sempre vai incomodar, com ou sem diploma. E tirando ele de nós alguns políticos ACHAM que vamos desistir de mostrar seus podres e lutar por uma sociedade mais justa e menos alienada. Se qualquer um é capaz de transmitir uma informação, então tentem fazer uma cobertura mundial, sobre a morte de um grande ditador ou de um terrorista – vocês acham que é só ligar uma câmera e ler um release sobre a vida deles achado no Google? Pois é. As melhores reportagens só são as melhores porque são feitas pelos melhores JORNALISTAS, e não cientistas políticos ou economistas que acham que sabem escrever, e, por isso, se consideram jornalistas. É triste ler isso de um Carta. Mas, o país tem liberdade de expressão e opinião… e isso é motivo de orgulho, mesmo sendo textos de alta qualidade, ou NÃO…
Lendo os comentários, percebo que estão confundindo profissão regular com cargo eletivo. Para ser político não precisa ser diplomado em política porque isto não existe. Lembro que o PL, anos atrás, ministrava cursos para candidatos e filiados poilíticos a fim de introduzir o candidato leigo neste mundo. O PL ensinava a legislação básica e a logistica de como funcionava a as casas parlamentares. Para os políticos a questão pode ser resolvida não votando em candidatos sem nível superior, mas desta forma perderíamos grandes chances de termos um Lula, por exemplo na Presidencia. O texto acima soa corporativista nesta profissão. Ridículo esta revista defender a não diplomação para a profissão de Jornalista. A escola vai nortear o sujeito para desenvolver bons textos, bem como separar ou extratificar os diversos tipos de jornalismo praticados neste meio profissional, fora as lições de ética e cidadania.
Em parte, concordo com o autor da matéria. Ele diz coisas que fazem sentido, como a necessidade de graduação universitária para senadores. Também se deveria exigir para deputados federais, estaduais, vereadores, etc. Em tempos recentes vimos verdadeiros absurdos, como o palhaço Tiririca dizendo que não sabia o que faz um deputado, mas que “ia descobrir”. Esse homem é um parlamentar da República. Deveria se comportar de acordo. Ele não está mais num circo. Está na Câmara. Não tem noção do que diz? Coisas assim desmoralizam o que já é a sexta economia do mundo, e não condizem mais com a nação moderna que queremos ser. E, de fato, o curso de jornalismo não é imprescindível para o exercício da profissão. Basta observar o exemplo dado pelo autor da matéria, lembrando um jornalista escocês que é formado em Letras. Todavia, quero lembrar ao jornalista da Carta que se deveria exigir algum tipo de formação, ainda que não seja jornalista. Se é colunista de Economia, deve ser um economista; se sua coluna trata de política, um cientista político. Isso é necessário para evitar o empreguismo nos jornais, do tipo que avalia o QI, “Quem Indica”, pelo qual entram os apadrinhados de todo tipo, e que não precisam estudar porque o papai é dono de jornal.
Só quem possui sensibilidade para entender a importância de uma boa formação para os profissionais de comunicação sabe o valor da diplomação do comunicador. Não bastam prolixidade, desenvoltura ou uma fina estampa. Ética e técnica jornalística, diferentemente do samba, se aprende, sim, na escola. Por falta desse entendimento descompromissado com nossas mazelas sociais, temos figuras ridiculas, grotescas e criminosas como Hebe, Faustão, Silvio, Gugu, Ratinho e outros que, além de encher nossa paciência e adjacências, deseducam e afastam o nosso país de uma sociedade menos decadente. Lembrem-se: “participação sem capacitação é desastrosa.”
Se não sabe fazer tente aprender. Não faça nada sem saber.
Salve Daniel!
Adorei a ideia: diploma para senador. Agora quero ver quem vai encabeçar a proposta. Será que vai ferir o interesse de alguém? Oh dúvida…
Seria otimo se substituissem as escolas de jornalismo por escolas de conhecimento geral. A cultura basica de nossos jornalistas é de chorar de rir. Um unico exemplo. Debate politico entre jornalistas de renome na Globo News. Uma jornalista diz: “Quero ver para crer sou igual a São Tomé das Letras.”
Parece que nossa classe media só sabe mesmo o nome dos eventos de moda de cantores de rock e dos locais turisticos badalados.
Ótimo. É preciso estudar. porém, quem garante que o diploma vai fazer com que tenhamos um ótimo e verdadeiro jornalismo. Um jornalismo sem parcialidade, sem enrolação, sem mentiras, sem manipulação etc. Para finalizar sem, é claro generalizar.
Não concordo com esta opinião. O argumento de que a obrigatoriedade violaria a liberdade de expressão é, no mínimo uma piada. Qualquer pessoa de bom senso sabe que esse argumento não se sustenta. Acho que é preciso sim frequentar uma faculdade e obter um diploma para se exercer a profissão de jornalista, como qualquer outra atividade profissional de nível superior. Geralmente quem defende a não obrigatoriedade do diploma é ou quem não cursou uma faculdade de jornalismo – opina em causa própria – ou está ligado à direção de empresa jornalística – ou é subserviente a ela. A decisão do STF foi um achincalhe à profissão, principalmente com as comparações feitas à época, como se fazer jornalismo fosse semelhante à seguir uma receita culinária. Acho sim que as faculdades devem ser supervisionadas por um órgão fiscalizador para que ministrem seus cursos com excelência.
Só os poderosos que controlam a mídia brasileira têm interesse na não exigência do diploma para jornalistas. Será que vcs não percebem que os mais prejudicados com isso somos nós mesmos, a população? Atentem! Um jornalista formado passa em média quatro anos aprendendo como fazer uma matéria com responsabilidade, seguindo a deontologia da profissão, está mais esclarecido com os demandos dos coronéis da mídia do nosso país e, por isso, menos suscetível à cooptação pelos mesmos (é claro que o diploma não garante 100% tudo isso, assim como os diplomas de direito e medicina, por ex, não garantem bons advogados e bons médicos. Mas há de se admitir que uma pessoa que passa anos se preparando para um fim tem muito mais chances de atingí-lo do que outra que não tem preparação específica). Um jornalista não formado, geralmente é contratado não com a missão de transmitir a verdade, mas sim o que o dono do veículo comunicativo define como verdade, são contratados para ludibriar a opinião pública e fazer eco à cartilha do patrão, aí sim, em detrimento da liberdade de expressão e do direito à informação (correta e imparcial, ou seja, a verdade). Um jornalista diplomado tem mais compromisso com a verdade, pois é isso que aprende durante quatro anos da sua vida, e está mais habilitado para esclarecer a população, porque sabe usar a linguagem adequada para cade meio e público, estuda o desenvolvimento da matéria, seleciona, apura, e aí sim, publica. Os que não têm diploma geralmente se encarregam de artigos opinativos e procuram convencer os outros do seu ponto de vista, mesmo quando, muitas vezes, a realidade mostra o contrário. (relembro que o diploma não é uma garantia absoluta do bom exercício da profissão, qualquer uma delas, mas tenho certeza que ninguém se entregaria a um cirurgião sem diploma, mesmo com garantias dada por ele de ter um sólido conhecimento adquirido de forma independente).
Concordo. Seria como exigir diploma para escritor.
Mas não tenho a menor dúvida que a atividade jornalística carrega consigo uma responsabilidade enorme, intangível até, muito mais que muitas outras atividades que já tem ampla legislação sobre o exercício profissional.
Então, se não precisa de diploma, a partir do momento que um cidadão assume a função jornalística, seu veículo de mídia deveria comunicar imediatamente a um CRJ que fulano de tal é jornalista a partir daquele momento, naquele órgão específico.
Por que, convenhamos, não dá pra escrever e não assinar né!
TODOS NÓS TEMOS UM POUCO DE JORNALISMO.EXEMP.ESTOU INDO NUMA RUA E VEJO UM ACIDENTE DE CARRO .PORVENTURA NAO PODEREI EU CONTALO? POIS NAO SOU JORNALISTA. VEJO O JORNALISMO COMO UM FOFOQUEIRO PREFICIONAL NADA MAIS QUE ISSO.SE FORMA RECEBE DIPLOMA PRA DEPOIS FICAR CORRENDO ATRAZ DE CELEBRIDADES PRA NOTICIAR QUE FULANA BEIJOU FULANO Nada mais patetico outros servem pra encherem de dinheiros seus patroes criando factoides para venderrem jornal ou ferirem a que nao for estiver de acordo de seus patroes .e onde fica o chamado direito de espressao nao sei tc nem tenho 1] grau mais sei que quem le sabera uq eu quiz dizer e sei que todos podem e devem escrever e noticiar a verdade melhor uma verdade de um analfabeto que uma mentira diplomada bgdooo
“E senadores, precisam de diploma? Nenhum.”
Ao dizer uma asneira dessas o autor do texto perdeu o direito de ser levado a sério.
Se ele ainda não entendeu por que não se exige diploma de senadores, nem a enorme diferença que separa esse exemplo esdrúxulo do caso da profissão de jornalista, não deveria nem ter escrito o artigo, talvez nem devesse trabalhar na revista.
Quem sabe, na verdade, o autor tenha expressado seu desejo de que todos os senadores tivessem curso superior.
Tive o desprazer de assistir, na época em que fui universitário, algumas disciplinas com estudantes de jornalismo. Fora a “obviosa” constatação de que o funil do vestibular é inversamente proporcional aos membros das classes sociais existentes, é um mundo completamente à parte, sem povo, de olhar desprezível, mas considerado superior àqueles que realizam as disciplinas de “Introdução a” Qualquer Coisa. Estou lendo, atualmente, um livro prefaciado pelo Mino Carta, “A Regra do Jogo”, de Claudio Abramo. Uma lição de jornalismo e de história do jornalismo brasileiro; deveria ser leitura obrigatória para se entender o que é ser jornalista na terra onde se chama patrão de colega. A constatação é de estarmos em uma época infantil, no mau sentido, e cruel, extremamente cruel, em que precisamos nos esconder para respirar um pouco e fazer uma guerrilha quotidiana. Lembro de um artigo do Abramo, procurado por estudantes de jornalismo, a ser perguntado sobre “dicas de como ser um bom jornalista”. Fica patente que o nível cultural é baixo, o que alimenta o “complexo de vira-lata”, almejando a Metrópole em vez de construir a identidade e terminar com o estado de Colônia.
Para que diploma de jornalismo? Acho que o jornal é como uma padaria, se não fizer bem feito perde a clientela. Tudo é assim, para que criar um casta?
Não sei como é na Escócia, ou no Reino Unido, onde deve atuar o ilustre Andrew Marr. Aqui, vendem, e a gente compra, que devenos investir tempo e até dinheiro na formação profissional pra melhorar de vida. Já fui operário e motorista profissional até me formar em jornalismo pela Universidade Católica de Santos, em 2001. Sempre com o objetivo de melhorar de trabalho e, claro, de vida. Como não tive a sorte de ter um pai dono de um veículo de comunicação, sempre tive de batalhar muito para atuar na área. Sou leitor assíduo de Carta Capital, desde a época da faculdade e tenho guardado todos os exemplares da revista até hoje. Acredito ser o melhor veículo do Brasil, mas nessa questão a revista mandou a bola pra fora. Mando um argumento: sugiro ao senhor Marr, e a todos que defendem o “não diploma” a levar a sua esposa ao funcionário da farmácia da esquina quando ela precisar ir ao ginecologista.
Será que o diploma é uma garantia da ética jornalística? A imparcialidade sempre foi um dos pendões do jornalismo em sua historia. De forma alguma estes valores éticos têm sido defendidos pela categoria, que sem o menor pudor, é conivente e colaboradora de seus empregadores, ou então migram para campos assumidamente partidários, barganhando valores por um prato de lentilhas, ao fim do mês, e levantam acirradamente a bandeira do diploma…
Eu acho que todas as profissões deveriam ser regulamentadas pela competência. Acho muito válida a prova da OAB, e acho que mesmo quem não tem diploma de direito deveria poder fazer a prova, e passando nela, atuar na área. Afinal, a profissão trata de conhecer, interpretar e aplicar as leis conforme os interesses dos envolvidos. E os professores são os livros gigantescos e caros. Se o cara é capaz de ler e entender sozinho, e tem o dom da argumentação, inteligência linguística e interpessoal, não são horas na cadeira ouvindo professor falar (ou não – a pessoa pode dormir, ficar pensando em outra coisa…), que vai tornar o sujeito habilitado a nada.
Na área artística é assim. A pessoa pode fazer um curso técnico de 2 anos, e receber o DRT, ou pode fazer cursos livres e atuar em peças – na prática, e depois passar por uma banca de jurados e fazer os testes. Então, a banca avaliadora julga o ator apto ou não a ser ator ou diretor de teatro. Acho isso muito válido.
E acho que as duas situações, um exame ao estilo OAB e avaliação de habilidade podem ser aplicadas à profissão de jornalista. Assim, ficaria comprovada a capacidade, independente de ter aprendido na sala de aula ou sozinho, do seu jeito. O que importa é a competência, e não ficar trancado numa sala. Para uns isso pode funcionar, mas está comprovado que para a maioria não faz muita diferença o tempo gasto numa universidade, porque não levam a sério. Então, isso torna o diploma ilegítimo, pois não é garantia de aptidão.
Inteligente tua argumentação sobre quem tem competência que faça um exame tipo OAB, a fim de ser credenciado a exercer uma profissão. Funciona nas artes, mas também deve funcionar nas letras, como escritor, roteirista de cinema, jornalista. São profissões CRIATIVAS. Não comportam quem não acrescenta. Se um jornalista NÃO graduado vinga, deve-se ao seu conteúdo. “O importante não é o que sabemos, é o que fazemos com o que sabemos”. Quem quer a obrigatoriedade de diploma para jornalista necessita, antes, força de lei para impor o que não tem. Competência, o grande diferencial, quem não a tem NÃO SE ESTABELECE.
Decepção por um Carta.
Gianni, a obrigatoriedade do diploma, diferente do que você tendenciosamente leva a crer, refere-se exclusivamente à regulamentação desta categoria profissional. Exercer a função de jornalista ontem e sempre necessitou de proteção por parte legislação trabalhista. Proteger a base salarial do profissional de jornalismo, da ganância daqueles que compõem a ANJ e, interromper a cultura de subserviência que a classe pratica.
Uma comissão poderia propor ao Supremo Tribunal Federal a extinção do diploma de todos os cursos universitários, sem exceção. Quem lesse muito e fosse excelente em matemática, geometria, fisíca, poderia ser arquiteto. Quem entendesse de biologia e fosse excelente em química, poderia ser médico. Quem soubesse de cor e salteado a constituição, lesse livros afins, poderia se tornar advogado. Seria mais fácil, barato, não teria enem e todos os seus desdobramentos. O vestibular seria parte da história que contariamos para os nossos netos em um futuro próximo. Também os motoristas não precisam de carteira, já que o documento não faz do condutor um bom motorista. Aliás, para que documentação, identidade, CPF, titulo eleitoral? Para que a pesquisa universitária, o pensar, o analisar, o ler? Para que as teorias? E a educação, e os anos de estudo, por que tanta perda de tempo?… Viva a anarquia!!! Viva a falta de educação e de cultura!!!! Viva o jornalismo sensacionalista!!! Viva o jornalismo fajuto!!! Viva o jornalismo brasileiro!!! Viva a ignorância!!! Viva O Brasil e todos os seus profissionais!!!! Viva!!!!!!!!!!!!!
Concordo plenamente. Interessante observação, o que querem em nome de “democracia” é na verdade censura, dizem não a obrigatoriedade em nome de liberdade de expressão, ora.
O objetivo é enfraquecer ainda mais a imprensa, sem liberdade de imprensa não há democracia.
Uma comissão poderia propor ao Supremo Tribunal Federal a extinção do diploma de todos os cursos universitários, sem exceção. Quem lesse muito e fosse excelente em matemática, geometria, fisíca, poderia ser arquiteto. Quem entendesse de biologia e fosse excelente em química, poderia ser médico. Quem soubesse de cor e salteado a constituição, lesse livros afins, poderia se tornar advogado.
Seria mais fácil, barato, não teria eneme todos os seus desdobramentos. O vestibular seria parte da história que contariamos para os nossos netos em futuro próximo. Também os motoristas não precisam de carteira, já que o documento não faz do condutor um bom motorista. Aliás, para que documentação, identidade, CPF, titulo eleitoral? Para que a pesquisa universitária, o pensar, o analisar, o ler? Para que as teorias? E a educação, e os anos de estudo, por que tanta perda de tempo?… Viva a anarquia!!! Viva a falta de educação e de cultura!!!! Viva o jornalismo sensacionalista!!! Viva o jornalismo fajuto!!!
Viva o jornalismo brasileiro!!! Viva a ignorância!!! Viva O Brasil e todos os seus profissionais!!!! Viva!!!!!!!!!!!!!
Aqui no Brasil os imbecis queriam que até para a profissão de músico fosse exigido diploma. Claro que o STJ também julgou essa lei cretina inconstitucional. De acordo com o STF não apenas a liberdade de expressão assegura o livre exercício do Jornalismo, mas também o artigo 5o, XIII, segundo o qual “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;”. Interpretendo essa cláusula constitucional, o STF, de forma acertada, entendeu que essa “qualificação” somente pode ser exigida pela lei quando o exercício da profissão envolver uma técnica ou arte que, se mal manejada ou não dominada, implique em gravíssimo risco para os usuários ou para a sociedade. É o caso, por exemplo, das profissões de engenheiro, médico, dentista, que, quando exercidas por qualquer desqualificado põem em vida a liberdade, o patrimônio, a vide e a saúde das pessoas. Somente nesses casos, diz o STF, de profissões potencialmente perigosas para a incolumidade, vida, saúde ou patrimônio alheio, é que a lei pode exigir uma foramação específica como condição para o exercício de uma profissão. Caso contrário a lei é inconstitucional. E como as cláusulas profissionais de liberdade de expressão, opinião, e de exercício profissional são CLÁUSULAS PÉTREAS (ou seja, não podem ser abolidas sequer por emenda à Constituição os nossos “mui qualificados” Senadores estão perdendo seu tempo à toa, pois o STF, mais uma vez, julgará inconstitucional a imposição de diploma, para o exercício da profissão de jornalista.
Sr. Colunista, transforme os políticos brasileiros em jornalistas, sem diploma, é claro (a liberdade é para todos, não é? ou o senhor acha que os políticos não podem ser incluídos na benesse?) e repita a frase do seu próprio texto: “Precisa usar os fatos com honestidade”. Viu agora que “idiotice” não é o diploma de jornalista?
Esse texto só tem um argumento concreto: quando fala que exigir diploma a um jornalista limita a liberdade de expressao. Mas é um argumento equivocado. Essa liberdade se limita ainda mais quando permitimos que pessoas sem diploma contribuam à formacao da opiniao pública (que é o principal objetivo dessa profissao), pois elas podem ser manipuladas com mais facilidade e nao conhecem aspectos básicos da profissao, como a origem da profissao, o contraste de fontes, o sigilo profissional e muitos outros.
Acho que o jornalismo pode ser exercido por pessoas que nao tem diploma. É uma profissao que somente exige vontade e boa redacao/expressao. Mas o unico setor que perde com essa decisao é a SOCIEDADE, que nao será informada com a credibilidade necessaria para realmente saber o que acontece no nosso país, algo que infelizmente acontece há muito tempo no Brasil.
Quem acha que essa profissao nao precisa diploma desvaloriza ainda mais esse setor que foi criado como contrapoder, como um dos 4 pilares dentro do Estado de Direito, junto com o Executivo, o Lesgislativo e o Judiciario. Entao pergunto: porque desvalorizar algo com tanta importancia?
Mai luz no fim do túnel, parabéns Rafael, lucidez!!!
Há mais que 3 décadas, na minha juventude tive um amigo que queria ser diretor de cinema, aparentemente muito fácil
para ele, irmão mais novo de uma família burguesa cujo pai,representante de importados eletrônicos, tinha filmado, desde o nascimento, o crescimento de sua família. Mas então
o negócio familiar acabou, o que não impediu meu amigo de realizar alguns curta-metragens, trabalhar em algumas produções allheias e encerrar a carreira cinematográfica prematuramente.
Imagino milhares de jovens talentosos que não tem nenhuma família nem amigos, nem outros recursos, desejosos de fazer
jornalismo, cinema, rádio, cientes do muito que necessitam
aprender. A oferta de cursos e o reconhecimento de diploma
específico para o exercício profissional, inclusive seleção pública, não atrapalha, e antes ajuda a revelação de profissionais oriundos de classes sociais diversas e distintas,
com suas plurais abordagens. Família, meio, lugar,classe não
podem determinar o destino de um jovem.
Idiotice é um texto ridículo como esse. No jornalismo existem tendências genocidas como, por exemplo, desprezar a discussão ética (como se tal iniciativa fosse “particularizar” algo que, por excelência, é geral; a mídia se acha no direito de questionar tudo e todos, menos a si mesmo) e questionar a validade de um curso superior específico. Ora, a universidade proporciona oportunidade de pesquisa, de aprofundar conhecimento em torno do porque se faz dessa ou daquela maneira e sobretudo qual o impacto disso na sociedade. Mas existem jornalistas que se colocam acima do bem e do mal. Não precisam de limites. São deuses que jogam dados ao bel prazer dos meios de comunicação a que servem.
Caro Carta!
Cansei de ser jornalista! Fui até um tempo atrás, uns 12 anos. Abandonei o ofício e tornei-me radialista. Foi a melhor coisa que fiz…
Jornalista só pensa em Diploma, Conselho Federal e essas coisas da super-estrutura da sociedade.
Nós da radiodifusão (rádio e televisão) estamos mais plantados na Terra. Reivindicamos salários. Quando a audiência cresce, vamos pedir aumento sem esperar o dissídio. Quando o faturamento aumenta, estamos de olho e cobramos participação nos lucros.
Quem começa no jornalismo é proibido até de casar. Os pisos estão no fundo do poço. Enquanto isso, profissões de nível médio e mesmo fundamental vão passando em termos de piso.
Soldados, motoristas, eletricitários, metalúrgicos, todos tem piso maior do que jornalista.
Porém, eles não ficam brigando por Conselhos e Diplomas. Como nós, radialistas, estão de olho no nosso bem estar e de nossas famílias. Na Europa e nos EUA é assim.
No Brasil, infelizmente, a categoria de jornalistas é dirigida por gente que faz assessoria para este ou aquele órgão privado ou público. A rigor, nem a profissão exerce!
Ah! E como blogueiro, estou mais feliz ainda. Nenhuma saudade de ser jornalista no Brasil!
Eu ainda sou estudante de jornalismo, mas adoraria ter aulas de Ética com Luis Nassif ou Paulo Henrique Amorim. Aprenderia muitas coisas com esses dois gigantes do jornalismo:
( ) Rosa
( ) Marrom
( ) Chapa Branca
( ) Partido da Imprensa Governista – PIG
( ) Partido da Imprensa Oficial – PIO
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Com humor se responde e se aprende!!!
Concordo plenamente com o que o Cezário Medeiros escreveu.
[...] artigo a seguir, de autoria de Giani Carta, foi originalmente publicado na revista Carta [...]
Sou jornalista diplomado, formado pela Universidade Federal da Paraíba. Não é porque sou formado que defendo o diploma, defendo-o porque acho imprescindível a quem vai escrever, ter uma boa formação intelectual e específica, já que a responsabilidade desse profissional é importatíssima para a sociedade, ele é formador de opinião pública, pode influenciar as atitudes de pessoas de diversas formas. Duante o meu curso estudei diversas disciplinas, só de Português foram 3 cadeiras, além da disciplina de Ètica profissional bastante importante para quem vai exercer essa carreira. Quem é contra o diploma são os donos de empresas de comunicação, os grandes impérios econômicos desse setor, a exemplo da Folha de São Paulo e Organizações Globo, já que para estes não sendo o profissional devidamente habilitado eles podem manipular e até pagar o salário que quiserem a esses profissionais. Além da exigência do diploma seria necessário que tivéssemos um Conselho Federal para fiscalizar e punir quem exercesse a profissão ilegalmente. Estariam e poderiam exercer a profissão articulistas de determinadas áreas, como um médico que pode escrever sobre medicina ou um arquiteto que poderia escrever sobre o mercado imobiliário, só exemplificando. Portanto sou a favor do diploma por diversos motivos e quer saber achei o texto desse articulista bastante frágil e de argumentos inconsistentes ele apenas comparou as legislações de outros países à do Brasil apenas isso. Obrigado.
O ABC do jornalismo é:
sujeito; verbo; predicado; concordância verbal.
Dominando esses três quesitos, dá para começar.
Depois, ser desconfiado e farejar, saber perguntar e fundamentalmente, re-perguntar .
palavra de jornalista
E disléxico (sem ironia)
O paradoxo é que que a grande maioria dos jornalistas que progridem nos grandes veículos, não dominam nenhum dos quesitos anteriores. Pensando bem, talvez nem seja um paradoxo.
É ridículo uma profissão como o Jornalismo não ter a exigência do diploma. Isso é inaceitável. Eu sou estudante de Jornalismo e me sinto envergonhada com alguns comentários de pessoas que defendem o exercício da profissão sem diploma. Jornalismo é uma profissão tão importante para a sociedade quanto uma medicina, ou direito…então pq não ter diploma? Não estou dizendo que o simples fato de ter diploma vai lhe trazer a experiência que o jornalista precisa. É óbvio que não. Mas para quem quer ser jornalista, o mínimo que deveria fazer é uma faculdade séria, onde aprenda pelo menos os primeiros passos para seguir uma carreira de sucesso. Espero sinceramente que o STF aprove novamente a exigência do diploma, para o reconhecimento e o bem da nossa profissão.
Não percam. Breve, diploma para padeiro, barbeiro, frentista, manicure, SENADOR, DEPUTADO, VEREADOR, motorista, cozinheiro, vaqueiro, polícia… êpa, esse sim. Defendo faculdade para polícia – curso de quatro anos. Aqui o bicho pega. Tem de ter curso de especialização, pois o que tem de #$@#*&(¨como polícia, prendendo sem saber porque é uma grandeza.
Ia esquecendo – guarda noturno, vigia, flanelinha.
Pura palhaçada. Se os parlamentares se ocupasse de aprovar o Código Nacional do Lixo, vindo a servir de parâmetro para os prefeitos se obrigarem à melhor limpeza de suas cidades, fariam algo realmente mais produtivo do que aprovar exigência de diploma para jornalista.
Não concordo com o articulista. Estou com os Senadores. Deve ter diploma sim. E deve fazer uma Pós na área em que for se especializar pra escrever. Obrigatoriamente. Tem muito “filósofo de boteco” na profissão. E a decisão do STF tratou da recepção de norma anterior à Constituição de 1998 que exigia o diploma de jornalismo para atuar na profissão. A decisão foi de que essa norma não foi recepcionada pela Constituição Federal. A coisa julgada foi a não recepção pela Constituição da norma contida artigo 4º, inciso V, do Decreto-Lei 972/1969. A decisão do STF vincula o Judiciário e o Executivo, mas nunca o Legislativo. Essa Emenda Constitucional (que será uma norma nova) de exigência de diploma poderá sim ser considerada inconstitucional ou não ter efetividade caso não possa conviver com princípios basilares ou normas da Constituição Federal ou de Convenções/Tratados Internacionais (como foi o caso da prisão civil do depositário infiel).
Sinceramente gostaria de entender qual a razao de sermos a unica classe que despreza a formação especifica?com certeza deve ter a ver com essa tal midia conservadora da qual fala o texto.Vergonhoso ver esse texto na carta capital.
Eu, pessoalmente, já li em jornais e internet cada tipo de texto de jornalista “diplomado” que fiquei me perguntando onde o “profissional” comprou o diploma. Exigir o diploma para quê? Só quem cursou jornalismo tem domínio da boa escrita? Só quem cursou jornalismo sabe analisar algo na sociedade? Só quem cursou jornalismo sabe fazer fofoca em revista de celebridade? Sinceramente, não entendo a exigência do diploma, a não ser para dar a ilusão aos estudantes de que a disputa no mercado de trabalho será mais fácil.
Para que diploma de advogado, vamos colocar as leis na grade escolar, aí até a maioridade já saberemos um pouco, quem sabe um cursinho rápido, ou então uma pesquisada na internet e ver a que lei se refere, para que diploma, nós nos defendemos etc etc.
oras, que texto mais ridículo, e faz de muitas profissões um exercício comum, que se aprende na vida e tudo bem.
Parabéns ao senado, e a luta continua, se não passar o diploma, não apoiarei ley dos médios, lei da comunicação coisa nenhuma, deixe a globo dominar tudo mesmoooooooo, oras
Prezado Gianni Carta, senador não é profissão. É função. Assim como ser colunista, articulista, repórter, ou coisa que o valha, é função e também não demanda necessidade de diploma. A exigência de diploma serve para assegurar a qualidade do que é escrito/publicado/veículado na imprensa brasileira. Vai garanti-la? Não. Mas vai melhorá-la? Certamente.
Idiotice é esse texto. Os jornalistas e não jornalistas tem que entender que um “diploma” não significa apenas um título, mas conhecimento, aperfeiçoamento.
Vale lembrar que TODA profissão/atividade se aprende, principalmente, na prática, todas tem seus limites e todas precisam usar os fatos com honestidade.
Ressalvo que JORNALISMO É uma ciência! Talvez se o diploma não servisse apenas para enfeitar parede, as pessoas soubessem disso.
[...] originalmente na Carta Capital VN:F [1.9.11_1134]please wait…Rating: 0.0/5 (0 votes cast)VN:F [1.9.11_1134]Rating: 0 (from 0 [...]
Prá que diploma se as escolas de adestramento estão montadas nas redações?Esqueçam os manuais, façam tudo o que seu mestre mandar, senão ,rua! E lá vai o amestrado dizer que o preto é vermelho , que a mancha é pequena e a praia está limpa.Onde a ética e o comprometimento com os fatos na grande mídia hoje, onde?Ah, é preciso garantir o angú das crianças! Então tá explicado.Aquilo não era mesmo uma bolinha de papel.Era um tijolaço que não tinha tamanho.Durma-se com um barulho desses!
Nesse pais há diploma para tudo, até para gari da prefeitura, embora ele não precise disso para comprovar que limpa bem as ruas da sua cidade. Porém como há uma verdadeira indústria de diplomas, assim como de universidades (já comprovado), por que não aquele que atinge o jornalista? Para “quebrar o galho” o sistema já antecipa que os antigões ou tarimbados não precisarão submerter-se à tal agonia, segundo as noticias através das rêdes de TV no nosso pais.
RF
Terrivelmente lamentável esse texto. Estou decepcionada com a direção dessa revista, que mantém um colunista com uma visão tão restrita. Faz parecer que conhece bem o sistema de Comunicação dos EUA e da Europa, mas não o do Brasil. Sugiro que o digníssimo colunista, não jornalista, embarque com passagem só de ida aos EUA ou algum país da Europa e vá escrever suas asneiras por lá. Gostaria, sinceramente, de não ver mais uma linha deste senhor nesta publicação.
Querida, antes de comentar tente “fazer parecer que sabe” de alguma coisa. Você faz idéia de quem seja Gianni Carta, ou pelo menos o sobrenome Carta e sua conecção com a revista?
Acho muito engraçado falarem em liberdade de expressão num país onde o governo detém todos os direitos sobre os meios de comunicação de massa. E acho mais engraçado as comparações feitas com França e Reino Unido. Mas o mais engraçado de tudo, é cair na contradição de que jornalista deve ter diploma de qualquer outra coisa como ciências políticas, letras e sei lá mais o quê, menos de jornalista. Isso não parece cômico? Sou a favor do diploma e quem não for que entre com um projeto de lei para extinguir as faculdades de comunicação. Mas façam isso também com as faculdades de advogacia. Qualquer um pode estudar as leis e saber mais do que qualquer advogado “porta de cadeia” que andam por esse Brasil a fora.
E por que o cara não foi cursar jornalismo ao invés de letras? Então vamos reconhecer os autodidatas…
Mais parece que ter o diploma é até uma ofensa. No texto foram citados países que aceitam jornalista sem diploma, mas que têm um outro nível cultural, o Brasil vive outra realidade e o nível superior deveria ser incentivado, inclusive pra políticos sim, por que não?
Concordo. Ora, comparar Europa e Eua com ótimo nível cultural-acadêmico, ora. Lá a população tem mais escolaridade, e com qualidade.
O diploma seria o primeiro passo para um bom profissional nesse sentido. Se formos seguir a lógica dos que defendem a não-obrigatoriedade, podemos também esquecer o exame da OAB, os cursos de direito e assim colocamos alguém que “sabe” entender as leis para nos defender em um julgamento!
[...] continuar lendo, clique aqui. [...]
Excelente texto. Só faltou pontuar que, mesmo no Brasil, para muitas profissões não é exigido o diploma. Publicidade e administração, por exemplo.
Eu sou um daqueles que é contra a exigência de diploma universitário para qualquer área de produção, manutenção ou de informação. Na área que atuo algumas décadas atrás, não existiam profissionais habilitados com as novas técnologias, muito menos professores. Participei da inovação tecnológica, acompanhei feiras, realizei visita a empresas que produziam técnologia e distribuidoras. Tudo visando adquirir conhecimento e expreriência para emprementar na produção e dar treinamento aos subordinados. Hoje existe milhares de cursos na área, todos pura enganção, os professores mal sabem o que falam, na maioria das vezes se quer chegaram atuar na área como profissionais, simplesmente aborveram campos adjacentes a sua área de atuação. Assim vejo o Jornalismo daqui a pouco vão exigir jornalismo com doutorado em nutricionismo para comentar restaurantes e afins. Quanto é muito mais prático ter um nutricionista ou até mesmo um chefe de cozinha conceituado comentando. A impressão que fica é que daqui a pouco exigiram certificado de especialização em todas as áreas. Tipo jornalismo com enfase em economia, jornalismo com enfafase em gastronomia, literatura, politica, por ai vai… Estes acumulos de cursos geram uma riqueza enorme a indústria da educação, continuarão defendendo a idéia de que o canudo é tudo, depois encontraremos estes formados, trabalhando como caixas de banco, vendedores de lojas, etc. Menos atuando em suas funções de formação. Alguns formados bradarão, tem que exigir sim, mas só advogam em causa própria, acham que seu diplomas são garantia de emprego, quando na verdade, é a competência que determina progressão ou ascensão profissional. Todos tem que começar de baixo, roendo o osso progredindo degrau a degrau até chegar o status de poder se designar como um profissional ou perito ná área em questão, não será qualquer curso meia boca que fará habilitado ou competente para atuar no segmento.
Com meus 50 anos de idade e tudo que já vi e vivenciei. É isto que penso.
Eu sou a favor de que a profissão de jornalista exija um diploma, pois não sendo assim, é como se chamasse
os graduados em jornalismo de idiotas, sim, pois existiria outras pessoas realizando o mesmo trabalho sem precisar
de diploma. De qualquer modo, hoje em dia a nossa sociedade requer muito especialização e qualificação nas diversas
áreas existentes, sendo assim, porque uma empresa contrataria um jornalista sem diploma?! Se existem no mercado gente
mais preparada na área e com maior experiência. São vários pontos que precisam ser discutidos. Creio também
que não podemos nos comparar a nivel de educação com países como França, Estados Unidos e outros citados nesse
texto, pois é bem verdade que estamos muito atrasados nesse quesito. Sou a favor também de que não só os senadores precisem
de um diploma para estarem aonde estão, mas sim, que todas as pessoas que disputam vagas em cargos eletivos tenham
um diploma, uma especialização. Não por ser uma profissão, longe disso, mas para que o nosso País possa avançar no
desenvolvimento. A vista disto, vejo com indignação representantes do povo que não teem sequer o ensino médio completo.
eSTE SENHOR cARTINHA É UM CENSOR, INDA POR CIMA. COMENTEI EDUCAMENTE A POSIÇÃO IDIOTA EXPRESSA POR ELE AQUI. DEPOIS DE ALGUM TEMPO, POUCO, O DONO DA BOLA IROU O COMENTÁRIO. ERA ESSE:
Dono de empresa adora ter caminho aberto pra empregar filhos, parentes outros quaisquer. Também aproveitam pra dar merreca pra ex-atleta oferecer opinião cretina de encomenda, tentando repassar na fala o prestígio daquela famosa bola na trave na copa do milênio. Escrever já é mais difícil pra esses nosso ídolos aposentados. Tem amigo de dono de empresa de comunicação que até dá um troquinho, como anunciante pra escrever umas palavrinhas e sair na fotinho de articulista. Tem também os que trocam a assinatura, ou nem isso, o “esforço de reportagem”, por um prato de comida e uma carteirinha pra mostrar pra porteiro de boate. Tem mais interesse patronal em impedir um real aprendizado do budismo, Ops!, do jornalismo, que defesa de liberdade qualquer. Essa patronal toda apoiou o golpe militar e pouco esperneou contra a censura ao direito de informação da sociedade em nosso país. Troco diploma de jornalista pela concessão de um canal de televisão. Taco a taco. De rádio, quero volta. As dinastias não ocuparam as capitanias hereditárias por acaso. João do Passo Certo não é idiota, apenas se considera o mais inteligente.
Corrigindo: ESTE SENHOR CARTINHA É CENSOR, INDA POR CIMA. COMENTEI EDUCADAMENTE A POSIÇÃO IDIOTA EXPRESSA POR ELE AQUI. DEPOIS DE ALGUM TEMPO, POUCO, O DONO DA BOLA TIROU O COMENTÁRIO… por algum motivo que escapa a filosofia vã e a ciência pouca dos meios virtuais, o senhor Gianni Carta reconsiderou o feito e deixou permanecer o segundo comentário no sítio patrocinado pelo Banco Itaú, que por certo nada tem a ver com isso, com a posição dele e, menos ainda, com a minha, que exerço a profissão diplomado desde 1977 e sei algo sobre quem são os amigos dos donos e porque se criam os pelegos em minha cidade. Coisa que deve ocorrer apenas em Porto Alegre, por certo.
Só “jornalistas” picaretas podem dizer que não precisa de diploma. Ridícula essa posição. Lamentável isso ocorrer nessa revista.
IDIOTICE é ter que aturar as IMBECILIDADES de GIANNI CARTA.
Dono de empresa adora ter caminho aberto pra empregar filhos, parentes outros quaisquer. Também aproveitam pra dar merreca pra ex-atleta oferecer opinião cretina de encomenda, tentando repassar na fala o prestígio daquela famosa bola na trave na copa do milênio. Escrever já é mais difícil pra esses nosso ídolos aposentados. Tem amigo de dono de empresa de comunicação que até dá um troquinho, como anunciante pra escrever umas palavrinhas e sair na fotinho de articulista. Tem também os que trocam a assinatura, ou nem isso, o “esforço de reportagem”, por um prato de comida e uma carteirinha pra mostrar pra porteiro de boate. Tem mais interesse patronal em impedir um real aprendizado do budismo, Ops!, do jornalismo, que defesa de liberdade qualquer. Essa patronal toda apoiou o golpe militar e pouco esperneou contra a censura ao direito de informação da sociedade em nosso país. Troco diploma de jornalista pela concessão de um canal de televisão. Taco a taco. De rádio, quero volta. As dinastias não ocuparam as capitanias hereditárias por acaso. João do Passo Certo não é idiota, apenas se considera o mais inteligente.
Sou budista. Segundo essa lei, não poderei ter uma coluna sobre o budismo ou escrever regularmente sobre o assunto num jornal ou numa revista? Teria que obter o diploma de jornalista para tanto? A mídia teria que contratar um jornalista que fosse praticante do budismo ou poderia se virar com um bacharel em jornalismo que leu 1 ou 2 livros do Dalai Lama?
Impressionante, como as pessoas não sabem simplesmente, distinguir exercício da profissão de jornalismo, de exercício da liberdade de expressão. Um jornalista formado por uma faculdade está muito mais apto a contribuir com a liberdade de expressão do que um não formado. E outra: qualquer pessoa pode escrever um artigo expressando sua opinião (desde que, quem manda no jornal, deixar). No sistema capitalista existem capital e mão de obra. E se não obedecemos o patrão somos demitidos! Jornalistas tem patrões, pagam contas…dependem do capital para viver. E, por último, jornalista não faz matéria para expressar a própria opinião.
Prezado Gianni, bacana seu artigo.
Gostei sobretudo de sua sugestão (que deveria virar proposta popular com milhões de assinaturas) de exigência de formação específica para nossos senadores e deputados; eu acrescentaria a apresentãção de atestados cabais de bons antecedentes e bom comportamento social nos últimos 20 anos (anulo meu voto para cargos proporcionais há decádas, não há o que escolher…).
No tema central de seu texto também compactuo com sua posição, inclusive no tocante ao destaque de hoje, não só da folha, mas do estdão, do globo, dos sites (inclusive da veja). No site da folha ainda agora, mais de 23.30hs do dia 1 de dezembro, a tal “notícia” está acima do anuncio da reunião da pres. Dilma com a diretora do FMI, pois isto, afinal, é notícia de cozinha, como se diz em Minas, para se caracterizar um fato corriqueiro sem mais consequências. Já a troca da apresentadora, isto não, isto vai ter um impacto na sociedade, na economia, enfim na vida de todos os brasileiros incomensurável. Este infelizmente é o pensamento tacanho desta “casta” de quatro famílias, que fala das próprias pequenezas como se fossem definitivas para o bom funciomento do Universo inteiro. Aí eles se entregam, concorda? Aí eles acabam por mostrar o que pensam a respeito deles mesmos (será isto possível) e o que acham dos funcionários de seus feudos de “(des)informação” e, mais, como vêem a populção do Brasil, como se relacionam com esta Nação, que serve apenas a seu inteiro serviço e “ao seu inteiro dispor”. Lamentável.
É evidente que uma boa formação ajudaria os candidatos a jornalistas a não compactuarem tão cegamente com atitudes deste calibre, mas daí a exigir um diploma pré definido também me cheira a lobby de indústria da educação, que já se descabela com o ENEM, e está à procura freneticamente de novos aportes $$$ (basta citar que nenhum dos principais órgãos da “imprensa independente” paulistana deu ênfase ao fato da FUVEST considerar a anulação de algumas questões do último exame, enquanto que com o ENEM,…). Quem viver verá…
Gianni, GENIAL.
Eis que o corporativismo volta à baila, com todos os seus equívocos.
Outrora expus, no Observatório da Imprensa, o que penso acerca da limitação da exigência do diploma exclusivamente em Jornalismo para exercício da profissão (ver em http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/jornalismo_e_pensamento_dialogo_e_mutismo).
Aspas: “Particularmente sou a favor da formação universitária para o exercício da profissão, mas não da exclusividade de formação em Comunicação Social. Nota pessoal: comecei ‘provisionado’ em 1987, adquiri o registro profissional em 1993 e depois me formei em História (graduação e mestrado na UFC). Contudo, creio que a postura dos jornalistas que seguem as determinações dos grandes jornais – pertencentes a grupos econômicos e/ou familiares e avessos aos governos de esquerda e centro-esquerda ora no poder na America Latina – mantém o risco de fragilizar os argumentos dos que defendem a formação como jornalista nas universidades. Pois se não é para aprimorar a aproximação pensamento-informação, como reivindicar um estatuto de “Ciência Humanas” para o Jornalismo na academia? Se a “técnica” continuar a prevalecer em relação ao pensamento, à formação em diálogo com Sociologia, História, Ética, Letras,Antropologia, o que se defende é a formação de mão-de-obra ou de profissionais pensantes e críticos?”.
Agora, já doutor em Sociologia pela Universidade de Coimbra, Portugal (2011), tenho ainda mais convicções nesse sentido.
Genial, Gianni, genial.
Jornalismo não é uma ciência. Este é o motivo pelo qual não necessita obrigatóriamente de curso superior. Existem dezenas, talvez centenas de atividades muito mais complexas e que são exercidas sem a necessária diplomação. Um bom locutor esportivo, é um jornalista. Será bom ou mediocre pelos méritos próprios; se estudou numa faculdade, pode ter melhorado seus conhecimentos, nenhuma objeção. Exigir diploma é uma escancarada reserva de mercado. Mais um pouco só quem tiver diploma de artes poderá pintar, trabalhar em teatro e por que não? Cantor? Só com o diploma de músico.
Idiotice é privilégio dos vivos…kkk
[...] editor do site da Carta Capital, Gianni Carta, escreveu um artigo intitulado “Diploma de jornalista é idiotice”, no qual traz o exemplo do escocês Andrew Marr, ex-editor do The Independent e da Economist, que [...]
Os palamentares levara o assunto tão a sério assim a nível de “emenda constitucinal”?? Deve haver um engano ai, deve ser projeto de alguma lei ordinária no máximo lei complementar. O STF é inerte, só se pronunciará se for provocado, a medida judicial seria uma Ação direta de inconstitucionalidade.
Mas do resto é um bom texto, também concordo que para ser deputado, senador, presidente, prefeitos deveriam ter nível universitario e saber pelo menos ingles.
Saber inglês?? Será que o Obama sabe falar português??
Como assim, o STF derrubará a medida? E a questão da independência entre os poderes? Se o legislador entender que o diploma é necessário (como disse Gramsci, o jornalismo é a educação dos adultos), cabe ao STF acatar, sob pena de invasão de competências.
Senadores e Deputados trabalham com legislação, se fossem todos obrigatoriamente formados em Direito e especializados em Políticas Públicas o Congresso Nacional não seria esta baderna que é, sem contar as inumeras leis incontitucionais que… propoem por total desconhecimento das leis brasileiras. Ridículo é acreditar em desenvolvimento sem Ensino Superior, sem Educação…a Carta Capital não merece mais o meu respeito…afff
O Presidente Lula possui diploma de nível superior??
Não sei não, há interesse patronal da industria jornalistica também em não exigir diploma. Isso deixa os patrões com um exército de reserva enorme de mao-de-obra, pois qualquer um pode ser jornalista. Por outro lado, um diploma nao faz ninguém bom jornalista , ou um bom artista, ou um bom arquiteto, ou um bom engenheiro, mas dá os instrumentos teóricos e básicos para se iniciar numa profissão. Essa questão do diploma é mais uma questão trabalhista para fragilizar a já frágil classe dos jornalista.
Isso mesmo, caro Gianni Carta. Vamos abolir todos os diplomas em todas as profissões. Medicina, Odontologia, Direito, Jornalismo…Vamos colocar concursos com salários de R$ 510,00 para qualquer um que tenha ensino fundamental para assumir um desses cargos. Afinal de contas, escrever um jornal, produzir um telejornal ou um programa de rádio é algo que qualquer um pode fazer, não é mesmo?
Parece-me que você é um bom assessor de imprensa dos veículos de comunicação que alimentam essa bandeira visando a redução dos salários dos profissionais.
Idiotice é um cara que, creio eu, tenha o ensino superior em outra área qualquer (letras, filosofia, sociologia, entre outras) desmerecer a profissão alheia por interesses próprios. Se tem espaço para falar esse monte de bobagens, onde está a falta de liberdade de expressão?
De fato Cleidisson, o diploma é necessário, assim como para as demais áreas…
Huuumm… sinto um certo aroma de montão-de-grana para as nossas “famosas” universidades-privadas…
Certamente meu amigo. Somente as Universidades privadas ganham com isso.
A grande questão dessa polêmica não é a obrigatoriedade do diploma para o jornalista, mas para o dono do jornal. Ninguém pode ser dono da verdade e, muito menos, do jornalista. Sendo assim, a mídia deveria trabalhar somente com cooperativas, ou apenas sócios jornalistas poderiam ser donos de rádio,s tvs, revistas e jornais. A cobertura seria obrigatoriamente democrática. Em favela, temos teatro, sim senhor. Vamos cobri-lo. Que tal?
Sou formado em comunicação social pela UFRJ. Não optei por jornalismo, e nem sou jornalista. Para mim, o diploma de jornalismo da UFRJ dá boa noção de política e ciências sociais. Mas isso valeu para mim também, que não fiz jornalismo. Neste aspecto, o diploma de jornalismo vale alguma coisa, sim – mas vale tanto quanto qualquer diploma. Tem sempre aquela pergunta: mais vale um economista que entende de jornalismo ou um jornalista que entende de economia?
O argumento do Senador deveria ser usado ao contrário: no Brasil há excesso de profissões regulamentadas. A exemplo de jornalismo, a reserva de mercado deveria ser eliminada de muitas outras profissões.
A regulamentação profissional só se justifica para profissões liberais críticas, em que o cliente é o cidadão individual e a incompetência profissional pode ter resultados graves e irreparáveis. Esta classe inclui obviamente médicos, farmacêuticos, dentistas, advogados, contadores, engenheiros de casas, eletricistas, etc. Deveria incluir também cozinheiros — não só os chefs, mas todos os que botam pé na cozinha — barbeiros, mecânicos, etc. Para essas profissões idealmente deveria haver exames de habilitação executados pelo governo, pois um diploma (mesmo de uma ótima universidade) sabidamente não garante a competência mínima necessária.
Por outro lado não tem sentido regulamentar profissões como decoradores, músicos e astrólogos, onde os efeitos da incompetência são banais ou reparáveis monetariamente; nem empregos onde o empregador tem condições de avaliar a competẽncia do candidato, como professores, economistas, estatísticos, químicos, engenheiros navais e aeronáuticos, e outras profissões que são exercidas exclusivamente dentro de grandes empresas. A regulamentação dessas profissões só causa prejuízo à sociedade; pois restringe as oportunidades de trabalho para os competentes, e obriga cidadãos a usar os serviços dos menos competentes.
Exemplificando o seu ponto de vista: talvez ser Ph.D em Ciências da Computação seja também irrelevante?! Tendo em vista que há gênios não diplomados nesta área, sem se quer ter concluído o ensino fundamental.
Algumas profissões estão longe da lógica de ter obrigatoriedade para diploma, afinal, o diploma é o mero reconhecimento de que você é gabaritado a fazer aquilo, porém jornalistas e pensadores em geral, advogados, promotores, profissionais de informática e coisas do gênero são situações da qual o diploma de nível “superior” (termo bizarro) são completamente dispensáveis, nenhum diploma é capaz de dizer ou provar se você é capaz de pensar, manter uma rede funcionando, se é de fato conhecedor das leis e outros. Diploma tinha que ser coisa pra profissionais que possuem funções que envolvam riscos de terceiros, engenheiros, médicos e similares!
O Brasil é um gigantesco cartório. Todo mundo quer seu pedaço de papel carimbado.
Tsc.
27.04.2012
Regras claras e fiscalização eficiente são um empecilho à atuação do setor privado ou um atrativo para investidores, além de garantir a segurança dos consumidores? É o que este seminário da série Diálogos Capitais irá mostrar.
Propriedades que mantêm trabalho escravo serão desapropriadas; Frente Parlamentar da Agropecuária foi contra o projeto por entender que há distorções
Bicheiro diz ter “muito a dizer”, mas que só falará futuramente. Sua defesa, comandada pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, vai tentar anular as investigações
O governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, que mostra adorar transações imobiliárias, entrou em acordo com a BR Petrobras [...]
A democracia, no Brasil, reclama a igualdade em sentido amplo, e particularmente entre negros e o restante da sociedade
Enquete

