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Política

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Dilma enviará ao Congresso política de longo prazo para reajuste do mínimo

por Redação Carta Capital — publicado 02/02/2011 17h38, última modificação 03/02/2011 08h58
O anúncio foi feito durante a abertura dos trabalhos legislativos no Congresso Nacional nesta quarta-feira 2

O anúncio foi feito durante a abertura dos trabalhos legislativos no Congresso Nacional nesta quarta-feira 2

A presidenta Dilma Rousseff falou nesta quarta-feira 2, durante abertura dos trabalhos legislativos do Congresso Nacional, sobre um dos assuntos mais polêmicos desde que foi eleita, o reajuste do salário mínimo. Ela disse que vai enviar ao Parlamento uma proposta de política de reajuste do salário mínimo de longo prazo que seja compatível com a capacidade financeira do governo e que serão estabelecidas regras estáveis para garantir que o salário mínimo recupere seu poder de compra e garanta ganhos reais frente à inflação.

Segundo Dilma, o País vive hoje um “momento inédito” de sua história, com os trabalhadores formais a superar os informais, o que seria fruto da política macroeconômica praticada no último governo. “O crescimento econômico, combinado com a ampla rede de proteção social, possibilitou nos últimos oito anos que 27,8 milhões de brasileiros obtivessem uma renda maior e ultrapassassem a linha da pobreza”, disse. “Não permitiremos, sob nenhuma hipótese, que a inflação volte a corroer nosso tecido econômico e a penalizar os mais pobres.”

A presidenta reafirmou também seu compromisso com a erradicação da pobreza extrema. E anunciou os pilares de sua gestão que serão a política macroeconômica, o equílibrio fiscal, o controle da inflação e o rigor com o dinheiro do contribuinte para que o Brasil tenha desenvolvimento sustentável.

Para o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Luiz Sérgio de Oliveira, responsável pela coordenação política e pela interlocução com o Congresso Nacional, o cenário estabelecido no Congresso será favorável à aprovação de projetos importantes, uma vez que o governo faz parte de uma coalizão em que “os partidos da base aliada, que são maioria, trabalharão em unidade para dar governabilidade à presidenta Dilma Rousseff e permitir a continuidade do governo do presidente Lula”.

“Devemos unificar os partidos da base aliada para obtermos êxito nos pleitos. Este é nosso principal desafio nesse início da retomada das atividades legislativas”, disse em entrevista ao Blog do Planalto.

Durante a leitura do discurso de abertura dos trabalhos no Congresso, a presidenta afirmou que o governo federal vai retomar, junto ao Legislativo, as discussões em torno da reforma política com foco no fortalecimento dos partidos. “Trabalharemos em conjunto com esta Casa para a retomada da agenda da reforma política. São necessárias mudanças que fortaleçam o sentido programático dos partidos brasileiros e aperfeiçoem as instituições, permitindo mais transparência nos serviços públicos”.

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