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Fogo amigo

Dilma manda avião da FAB buscar Jobim na Amazônia para demiti-lo

por Redação Carta Capital — publicado 04/08/2011 16h06, última modificação 04/08/2011 20h48
Decisão foi tomada após nova demonstração de 'apreço' do ministro, que votou em Serra em 2010, aos colegas de governo

A presidenta Dilma Roussef mandou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) buscar o ministro Nelson Jobim em Tabatinga (AM) nesta quinta-feira 4, onde ele cumpria agenda de seu ministério. O avião o leva para Brasília, onde chegará à noite para ser demitido.

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Se o ministro estava se esforçando para deixar o governo do qual faz parte , ele enfim conseguiu nesta quinta. A presidenta optou por demiti-lo após uma entrevista do ministro à revista Piauí, na qual classificou como “fraquinha” sua colega Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, e declarou que Gleisi Hoffman, da Casa Civil, “nem sequer conhece Brasília”.

O ministro declarou que a afirmação estava fora de contexto. "O que nós comentávamos era o projeto de lei sobre informações sigilosas. Em momento nenhum fiz referências dessa natureza", disse nesta quinta, no Amazonas.

No entanto, a polêmica com a revista Piauí foi a última de um verdadeiro festival de verborragia do ministro Jobim que acabou sempre tendo o governo do qual faz parte como alvo.

Primeiro, em uma homenagem pública aos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Jobim citou Nelson Rodrigues para para criticar o atual governo. “Ele (Rodrigues) dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia. E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento".

A segunda bateria do fogo amigo aconteceu em entrevista a um programa do portal UOL, no qual declarou ter votado em José Serra nas eleições para a presidência em 2010, e não na atual chefe, Dilma Rousseff.

Nesta quinta estourou a polêmica da entrevista para a revista Piauí, que culmina em sua demissão. O deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) e o vice-presidente Michel Temer são os nomes cotados para assumir o ministério da Defesa em seu lugar.

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