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Política

Editorial

Dilma e sua faxina

por Mino Carta publicado 27/10/2011 09h47, última modificação 28/10/2011 09h53
Se o propósito é criar problemas, a mídia dá com seus burros n’água
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Se o propósito é criar problemas, a mídia dá com seus burros n’água. Foto: Kevork Djanseziam/Getty Images/AFP

Cai mais um ministro e Dilma Rousseff e seu governo se fortalecem. Registro a verdade factual: os substitutos habilitam-se a desempenhos afinados com a linha desejada pela presidenta, ao contrário de quem os precedeu, bem ou mal herdado do governo anterior. É passível de pasmo a constatação das diferenças de pensamento entre Dilma e um ou outro dos defenestrados, e de fundo desconforto o envolvimento de alguns em episódios de corrupção. Resta o fato de que os novos ministros são da inegável confiança de quem os comanda, enquanto cresce em popularidade.

Ninguém duvida do propósito presidencial de executar a faxina até as últimas consequências, ainda que no caso da mudança da guarda no Ministério do Esporte Dilma não tenha escapado às injunções da chamada governabilidade, a bem desta o PCdoB mantém o cargo. O que não está de todo clara é a intenção dos órgãos midiáticos ao divulgarem suas denúncias. Pretendem criar problemas ou iluminar o caminho do governo? À margem de qualquer consideração a respeito do sensacionalismo vendedor, o tom das denúncias e a pronta, coral, adesão dos fiéis do pensamento único justificam algumas suspeitas. Cabe imaginar o propósito de afastar Dilma de Lula, sem contar aqueles que desde já, precocemente, vislumbram com temor a possibilidade da reeleição da presidenta daqui a três anos.

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