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Grupo quer investigar Aécio

por Redação Carta Capital — publicado 03/06/2011 09h02, última modificação 03/06/2011 18h36
Deputados estaduais de Minas pedem que procurador-geral também investigue enriquecimento de senador

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, terá duas preocupações a mais além de sua reeleição à frente do Ministério Público Federal nos próximos dias. Escalado para analisar – e dizer se são convincentes – as explicações sobre a evolução patrimonial do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, Gurgel recebeu, no começo da semana, um pedido para que ele avalie também o enriquecimento do senador Aécio Neves (PSDB).

Tucanos e petistas esperam que o procurador decida em breve se caberá investigação sobre a ampliação do poder de compra do ministro (no caso da oposição), que recentemente adquiriu dois apartamentos no valor total de 7,5 milhões de reais, e do principal nome da oposição para a disputa presidencial de 2014. O auto-intitulado Bloco Minas Sem Censura argumenta que Aécio também deve explicações sobre seu estilo de vida nada franciscano – segundo eles, regada a viagens Brasil, aparições no jet set e carro de luxo. O bloco, formado por deputados estaduais do PT, PC do B, PMDB e PRB de Minas, afirma que existem indícios de sonegação fiscal, ocultação de patrimônio e crime eleitoral nas atividades do senador fora de Brasília. Em dezembro passado, ele se tornou dono da rádio Arco-Íris, numa compra que, segundo os parlamentares, é incompatível com o patrimônio declarado pelo senador (de 617 mil reais). Os deputados querem também que seja investigada a participação de Aécio em outras empresas.

O grupo, encabeçado pelo deputado Sávio Souza Cruz (PMDB),  nega que o pedido de investigação seja um contra-ataque às suspeitas levantadas sobre Palocci. Ele argumenta que os pedidos de esclarecimentos são feitos desde que o senador foi multado no Rio de Janeiro ao se negar a fazer um teste do bafômetro, em 17 de abril – evento anterior à revelação do enriquecimento do ministro.

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