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Política

Crise na Esplanada

Deputados negam convocação de Fernando Pimentel

por Redação Carta Capital — publicado 07/12/2011 14h59, última modificação 07/12/2011 15h00
MInistro da Indústria é acusado de tráfico de influência na prefeitura de Belo Horizonte entre 2009 e 2010, antes de integrar o governo Dilma Rousseff
fernando pimentel

Fernando Pimentel é acusado de tráfico de influências na prefeitura de Belo Horizonte. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara rejeitou um requerimento da oposição que pedia uma convocação do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, na Casa. Pimentel é acusado de praticar tráfico de influência através de sua empresa de consultoria, a P-21 Consultoria e Projetos. Como Antônio Palocci, Fernando Pimentel tinha a empresa antes de se tornar ministro.

A explicação de Pimentel à Câmara foi negada por 13 votos a 5, por conta da maioria dos parlamentares da situação. O argumento é o mesmo usado no primeiro momento do caso Palocci: Pimentel não era integrante do governo à época e, portanto, seus projetos como consultor seriam um assunto particular.

A denúncia contra o ministro do Desenvolvimento partiu do jornal O Globo. Sua empresa de consultoria teria faturado cerca de 2 milhões de reais no biênio 2009/2010 em licitações da prefeitura de Belo Horizonte.  Segundo o jornal, o dinheiro foi recebido depois que ele deixou a prefeitura de Belo Horizonte e antes de Pimentel assumir o cargo no governo Dilma Rousseff.

Ministro da Justiça apoia Fernando Pimentel

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta quarta-feira 7 ter total confiança no ministro do Fernando Pimentel. Ele usou o argumento padrão de que não há irregularidade na prestação do serviço pois, segundo ele, esse é um fato que corresponde à vida particular do ministro. "Li a notícia no jornal. Esses fatos não dizem respeito a sua atuação na vida pública e, sim, à esfera privada. Portanto, a minha confiança no ministro Pimentel é total, integral como sempre foi", disse, depois da cerimônia de lançamento de ações governamentais para combate ao crack, no Palácio do Planalto.

No início do ano, Cardozo foi acusado de ser dono de uma empresa que também teria prestado serviços de consultoria, o que foi negado por ele à época.

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