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Delegado Protógenes condenado a três anos de prisão

por Sul 21 — publicado 10/11/2010 11h25, última modificação 10/11/2010 12h32
Protógenes Queiróz ganhou fama na Operação Satiagraha que investigou suposto desvio de divisas do grupo Opportunity, do empresário Daniel Dantas, que foi condenado a 10 anos de prisão

Por Jorge Seadi*

O delegado da Polícia Federal de São Paulo, Protógenes Queiróz foi condenado a três anos e 4 meses de prisão por ações na Operação Satiagraha como abuso de poder e fraude processual. A pena foi substituída por retrições de direito e o delegado terá que prestar serviços à comunidade. Ele deverá fazer este trabalho em hospital público ou privado, “preferencialmente em hospitais que atendam queimados”. O delegado também fica impedido de concorrer a mandato eletivo, cargo, função ou atividade pública.

Protógenes Queiróz ganhou fama na Operação Satiagraha que investigou suposto desvio de divisas do grupo Opportunity, do empresário Daniel Dantas, que foi condenado a 10 anos de prisão. O juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo condenou o delegado baseado na investigação policial que comprovou que o delegado revelou dados sigilosos da operação dirigida por ele contra Dantas, além de ter forjado provas.

O delegado Protógenes Queiróz pode recorrer da sentença. Na eleição do dia 3 de outubro, Protógenes recebeu 94.096 votos.

O escrivão Amadeu Ranieri Bellomisto, principal auxiliar de Protógenes, também foi condenado baseado nas mesmas bases da condenação do delegado. O inquérito verificou que o delegado contratou mais de 80 investigadores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para trabalhar na Operação Satiagraha. No pen drive do delegado foram encontrados dados da presidente eleita Dilma Rousseff e do candidato derrotado José Serra. “Espantoso, houve pessoas submetidas a averiguações típicas de regimes totalitários em plena normalidade republicana,” disse o juiz.

*Matéria publicada originalmente no site Sul21 com informações do O Estado de S.Paulo

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