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Política

Dia do Trabalhador

CUT e movimentos sociais se unem contra terceirização e redução da maioridade

por Agência Brasil publicado 01/05/2015 18h04
Ato organizado por Centrais sindicais em São Paulo também teve manifestações contra a redução da maioridade penal
Roberto Parizotti / Cut
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Trabalhadores se reuniram no evento organizado pela pelas Centrais sindicais em São Paulo, no Dia do Trabalho

Durante o ato do Dia do Trabalho nesta sexta-feira 1, em São Paulo, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) apresentou uma aliança com outras centrais sindicais e movimentos sociais para combater o que qualificou de propostas conservadoras em discussão no País. Foram criticadas a terceirização da atividade-fim das empresas e a redução da maioridade penal, ambas em discussão no Congresso Nacional.

“O nosso movimento é pelos direitos, contra a direita. Contra esse avanço conservador que ataca e tira direitos dos trabalhadores. Que ataca os direitos sociais. Que ataca os direitos dos serres humanos. Que quer criminalizar uma criança de 16 anos”, disse o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas. O evento que aconteceu no Vale do Anhangabau, centro paulistano.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também criticou a proposta de que adolescentes a partir de 16 anos sejam tratados como adultos pelo Judiciário. Para ele, anos de negligência do Estado tem grande influência na delinquência juvenil. “É bem possível que muitos jovens cometam crimes. Agora é importante que a gente diga: qual o crime que o Estado brasileiro cometeu ao longo de 500 anos não dando a esses jovens a oportunidade de não estar no crime”, indagou.

Lula disse ainda que vai começar uma articulação contra o movimento que pede o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Eu vou começar a andar o país outra vez. Eu vou começar a conversar com trabalhadores, com desempregados, com camponeses e empresários. Eu vou começar a desafiar aqueles que não se conformam com o resultado da democracia. Aqueles que, desde a vitória da Dilma, estão pregando a queda da Dilma”, destacou ao discursar.

O coordenado nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, criticou o Projeto de Lei (PL) 4330, aprovado recentemente pela Câmara dos Deputados. A proposta, que está sendo apreciada pelo Senado, regulamenta a terceirização. Porém, segundo Boulos, o PL vai aumentar a precarização das relações de trabalho.

“O PL 4330 e o avanço da terceirização é o maior ataque que tem sido feito contra o conjunto dos trabalhadores. Não só os sindicalizados, mas os mais precarizados, que estão amontoados nas periferias urbanas, são afetados diretamente”, disse durante a entrevista à imprensa concedida pelos líderes dos movimentos e centrais sindicais.

Vagner Freitas convocou os presentes ao ato para participarem de uma mobilização contra a terceirização no próximo dia 29. A ideia é pressionar o Senado pela rejeição do PL 4330. Mas, caso o projeto seja aprovado, o presidente da CUT disse que pretende articular uma greve geral para pedir que Dilma vete a proposta.“Nós vamos organizar uma greve geral pelo veto”, adiantou.

Também participaram do ato a Coordenação Nacional de Entidades Negras, a Marcha Mundial de Mulheres, o Movimento dos Atingidos Por Barragens e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

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