As consultas irregulares aos dados fiscais de tucanos e da filha do candidato à Presidência José Serra na agência de Mauá da Receita Federal foram feitas em sequência. O computador que acessou os dados abriu, no dia 8 de outubro de 2009, os dados de Luiz Carlos Mendonça de Barros, durante 5 segundos, de Gregório Preciado, por 7 segundos, de Ricardo Sérgio, por 13 segundos, de Verônica Serra, por 22 segundos, de Ronaldo de Sousa, por 2 minutos e 11 segundos, e de Eduardo Jorge Pereira, por 50 minutos.
O documento da Corregedoria-geral da Receita Federal com as informações de acessos foi publicado nesta terça-feira 7 pelo jornal O Estado de S. Paulo. A servidora que realizou os acessos, Adeildda Ferreira, também entrou nos dados de 2.949 outros contribuintes. A maioria deles, não residente em Mauá, o que levou o corregedor-geral a dizer que provavelmente foram “acessos imotivados”.
A declaração de Verônica Serra já havia sido acessada em setembro, com uma procuração falsa apresentada pelo contador Antonio Atella Ferreira. Atella, cuja filiação ao PT foi confirmada pelo TSE, diz não lembrar quem pediu as informações. Ele tentou cobrar 10 mil reais por uma entrevista à Folha de S.Paulo.
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