
Em sua coluna de estreia, Celso Amorim, afirma que dizer que o apoio à resolução da ONU contra o Irã não afetará a percepção que se tem da nossa postura internacional é tapar o sol com a peneira. Foto: Agência Brasil
No dia 24 de março, o Brasil apoiou a resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas que instituiu um Relator Especial para investigar a situação no Irã. Esse tipo de relator sobre um país específico, do ponto de vista simbólico, representa o nível mais alto de questionamento sobre o estado dos direitos humanos. Para se ter uma ideia, apenas oito países estão sujeitos a esse tipo de escrutínio.
Se excluirmos o Haiti, cuja inclusão se deve sobretudo aos efeitos de catástrofes naturais e contou com o apoio do próprio governo de Porto Príncipe, todos os demais (Camboja, Mianmar, Somália etc.) foram palco de tragédias humanitárias graves. São em geral países muito pobres, ditos de menor desenvolvimento relativo, em que o Estado, seja por incapacidade (Burundi, Haiti), seja em razão de sistemas políticos autocráticos (Coreia do Norte, Myanmar), não atende minimamente às necessidades dos seus cidadãos.
Mesmo países, certa ou erradamente, considerados pelas potências ocidentais como ditaduras (Cuba, China e Líbia, antes dos últimos acontecimentos) ou que passaram a ser qualificados como tais recentemente (Egito e Tunísia, antes da Revolução do Jasmim) não fazem parte dessa lista infamante. Noto, a propósito, que um recente artigo publicado no Herald Tribune dava conta da opinião de um ex-diplomata norte-americano sediado em Teerã de que haveria no Irã mais elementos de democracia do que no Egito de Mubarak, então apontado como exemplo de líder árabe moderado. Que eu me recorde, o Irã é o único país que poderia ser classificado como uma potência média que está sujeita a esse tipo de escrutínio. Não procedem explicações que procuram minimizar a importância da decisão com comparações do tipo: “O Brasil também recebe relatores” ou “não houve condenação”.
Não há como comparar os relatores temáticos que têm visitado o Brasil com a figura de um relator especial por país. Na semiologia política do Conselho de Direitos Humanos e de sua antecessora, a Comissão, a nomeação de um relator especial (ressalvados os casos de desastres naturais ou situações pós-guerras civis, em que o próprio país pede ou aceita o relator) é o que pode haver de mais grave. Se não se trata de uma condenação explícita, implica, na prática, colocar o país no banco dos réus. Quando fui ministro do presidente Itamar Franco, viajei a Cuba com uma carta do nosso chefe de Estado, a qual, além de referir-se à ratificação do Tratado de Tlatelolco, sugeria que Cuba fizesse algum gesto na área de direitos humanos.
Cuba admitiu convidar o Alto Comissário das Nações Unidas para o tema, mas recusou-se terminantemente a receber o relator especial sobre o país. Conto isso não para justificar a atitude de Havana, mas para ilustrar a reação que desperta a figura do relator especial. Não cabe assim diminuir a importância do voto da semana passada. Pode-se concordar ou não com ele, mas dizer que não afetará as nossas relações com Teerã ou a percepção que se tem da nossa postura internacional é tapar o sol com a peneira.
Nos últimos meses e anos, o Brasil participou de várias ações ou empreendeu gestões que resultaram na libertação de pessoas detidas pelo governo iraniano, tanto estrangeiros quanto nacionais daquele país. É difícil determinar qual o peso exato que nossas démarches tiveram em situações como a da norte-americana Sarah Shroud ou do cineasta Abbas Kiarostami. No primeiro caso, a jovem alpinista veio nos agradecer em pessoa. Em outros casos, como a da francesa Clotilde Reiss, não hesito em afirmar que a ação brasileira foi absolutamente determinante. Mesmo no triste caso da mulher ameaçada de apedrejamento, Sakineh Ashtiani, os apelos do nosso presidente, seguidos de várias gestões no meu nível junto ao ministro do Exterior iraniano e ao próprio presidente Ahmadinejad, certamente contribuíram para que aquela pena bárbara não tenha se concretizado.
Poderia mencionar outros, como o do grupo de bahais, cuja condenação à morte parecia iminente. Evidentemente, tais ações só puderam ser tomadas e só tiveram efeito porque havia um certo grau de confiança na relação entre Brasília e Teerã, grau de confiança que não impediu que o presidente Lula tenha demonstrado ao presidente iraniano o absurdo de suas declarações que negavam a existência do Holocausto ou que propugnavam pela eliminação do Estado de Israel. Parece-me muito improvável que o governo brasileiro se sinta à vontade para esse tipo de démarche depois do voto do dia 24. Ou caso se sinta, que os nossos pedidos venham a ser atendidos. Muito menos terá o Brasil condições de participar de um esforço de mediação como o que empreendemos com a Turquia, em busca de uma solução pacífica e negociada para a questão do programa nuclear iraniano (o que, certamente, fará a alegria daqueles que desejam ver o Brasil pequeno e sem projeção internacional). Oxalá eu esteja errado.
[...] artigo veiculado no dia 1o de abril (íntegra aqui), Amorim discordou da decisão que levou o Brasil a se posicionar contra o Irã no Conselho de [...]
[...] {{não acredite em mim – Carta Capital}} Submarino.com.br [...]
Fico feliz em saber que o senhor está mais uma vez contribuindo com um pouco de sua sabedoria para nosso conhecimento.
Seja bem vindo, a partir de agora vou visitar o site diariamente na espera de novos artigos.
É um absurdo um diplomata defender a aproximação do Brasil com um regime como o do Irã em troca de maior projeção internacional.
Apoiar ditaduras foi o forte do governo Lula. Não tem desculpa para esse atitude hipocrita.
Excelente artigo! Lúcido e corretíssimo, na minha opinião. O senhor foi o maior Ministro das Relações Exteriores que o Brasil já teve, e agora nos brinda com sus experiência e conhecimento. Seja bem vindo.
Toledo, à primeira leitura de suas “análises”, penso que vc é, no mínimo, um tremendo ressentido. Para, garoto, para “gaúcho” desencantado com a vida! Desastrosas são suas “palavras” ao léu, aos ventos tipo Katrina que destruiram cidade e seus inocentes! Traduzo assim seus ressentimentos: catarata de besteiras, catapulta de asneiras! Onde está teu coração, “patriota arquivo de chumbo”?
Tudo ilustra a saciedade! Sabes, vou misturar sempre a terceira pessoa com segunda do singular, que fez fhc e seu “ministro”? Quis entregar parte de nosso território aos caras de tio sam, ou não sabias, Toledo? Lula com o conselho de Amorim impediu os descalabros, palavras que você utilizou acima contra o ínclito Embaixador Celso Amorim!
Sugiro cartilha e taboada, Toledo, para ajustar sua memória e deixar os ressentimentos que, no dizer de William, é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra! Em tempo, Shakespeare é o sobrenome de Willam.
É uma pena que o Brasil de Dilma mude de rumo quanto a algumas ações de política externa que foram executadas pelo governo Lula. A impressão que fica, neste particular, é que Dilma esforça-se para provar que seu governo não é continuação do anterior, no intuito de diferenciar-se da figura de Lula e assim ser vista como uma chefe de estado autônoma. O problema é que, se tem um área em que o governo Lula acertou em quase tudo, foi da política externa. Assim, dificiilmente uma mudança de postura de Dilma nessa área poderá não estar fadada a um equívoco, do que o voto em questão é exemplo claro.
Parabéns Embaixador Celso Amorim. Exatamente, é essa a postura correta. As relações com o oriente-médio e adjacências foram sempre difíceis, em termos globais. São raros os países que, como o Brasil, obtiveram êxito em suas iniciativas com o Irã, por exemplo. Graças ao seu empenho e dedicação, seu tirocínio e cordialidade, o nosso país é reconhecido no âmbito internacional. Apesar dos ressentidos, como Lampréia, por exemplo, que em 19.03.2009 assacou palavras de grande impropriedade, no mínimo, e desrespeitosas, ao ilustre Chanceler. No dia seguinte, a claque protestou contra a minha defesa e, no mesmo dia, estava eu excluído do blog “democrático” daquele senhor apequenado.
Verba movent, exempla trahunt! Parabéns. Aos incompreendidos, sugiro estudar, ler. A leitura faz bem, leva ao conhecimento que, por sua vez, traz saúde física e mental.
Obama conseguuiu o que queria. Levar o Brasil a se posionar contra o Irã na questão dos direitos humanos de forma sistemàitca, criando empecilhos para futuras mediações. Esse tema é universal: tanto vale para o Irã quanto para os Estados Unidos. Por que a ONU não indica um relator especial para investigar a violação dos direitos humanos na prisão de Guatanamo? Na verdade, a aproximação do governo brasileiro ao Irã estava incomodando à diplomacia americana.
Obrigado carta capital de ter contratado o nosso querido Celso Amorim è sem duvida uma pessoa de grande conhecimento,vai engrandecer a nossa querida carta capital.
Embora eu discorde da politica em relacao as Africas (reatualizacao do colonialismo) om celso amorin comecamos a resgatar a nossa dignidade no cenario internacional.
Caro sr. Celso Amorim:
Estou feliz de “encontrá-lo” na Carta Capital. Admiro sua perspicácia e persolnalidade. Gostaria de indicar-lhe um blog, um site e um livro. Tenho certeza que poderão ser muito úteis ao seu precioso cabedal.
http://governo-washington.blogspot.com (todos artigos, mais os relevante links, à direita, de jornalismo independente)
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http://www.gulliver1001.bravehost.com (artigos “Invisível 1 ao 6″; “História 1 e 2″).
Livro “Confissões de um Assassino Econômico, John Perkins, Ed Cultrix 2005
Abraço afetuoso, com admiração.
Luiz Gurgel
Prezado Sr. Celso Amorim,
Permita-me discordar dos elogios postados aqui.
A condução da política externa sob sua responsabilidade, foi no mínimo desastrosa para o Brasil. Tanto que o próprio Itamaraty decidiu fazer uma espécie de ampla consulta às suas bases — embaixadas, missão na ONU, departamentos etc — para avaliar o comportamento do governo em face de temas como direitos humanos, relação com países facínoras, como o Irã, e com democracias, como os Estados Unidos. A decisão foi do ministro Antonio Patriota.
Entre os seus descalabros estão alguns destaques como quando concedeu oito passaportes ilegais para a família do seu amigo Lulla além de colocar o Brasil de braços dados com o Irã.
Há também o incrível fato de nos seus oito anos à frente do Ministério, o Brasil perder todos os cargos que disputou em organismos multilaterais. Em detrimento de um brasileiro,vo senhor levou o Brasil a apoiar a candidatura do egípcio Farouk Hosni, um anti-semita assumido, para a secretaria-geral da Unesco. Os EUA estavam dispostos a apoiar o brasileiro Márcio Barbosa. O então ministro considerava o nome “tucano demais”… Venceu a búlgara Irina Bukova. Foi a primeira búlgara a ocupar um cargo relevante…
Vejamos uma pequena lista de besteiras e derrotas de sua responsabilidade.
NOME PARA A OMC
Amorim tentou emplacar Luís Felipe de Seixas Corrêa na Organização Mundial do Comércio em 2005. Perdeu. Sabem qual foi o único país latino-americano que votou no Brasil? O Panamá!!! Culpa do Itamaraty, não de Seixas Corrêa.
OMC DE NOVO
O Brasil indicou Ellen Gracie em 2009. Perdeu de novo. Culpa do Itamaraty, não de Gracie.
NOME PARA O BID
Também em 2005, o Brasil tentou João Sayad na presidência do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Deu errado outra vez. Dos nove membros, só quatro votaram no Brasil – do Mercosul, apenas um: a Argentina. Culpa do Itamaraty, não de Sayad.
ONU
O Brasil tenta, como obsessão, a ampliação (e uma vaga permanente) do Conselho de Segurança da ONU. Quem não quer? Parte da resistência ativa à pretensão está justamente no continente: México, Argentina e, por motivos óbvios e justificados, a Colômbia.
CHINA
O Brasil concedeu à China o status de “economia de mercado”, o que é uma piada, em troca de um possível apoio daquele país à ampliação do número de vagas permanentes no Conselho de Segurança da ONU. A China topou, levou o que queria e passou a lutar… contra a ampliação do conselho. Chineses fazem negócos há uns cinco mil anos, os petistas, há apenas 30…
DITADURAS ÁRABES
Sob o seu reinado no Itamaraty, Lulla fez um périplo pelas ditaduras árabes do Oriente Médio.
CÚPULA DE ANÕES
Em maio de 2005, no extremo da ridicularia, o Brasil realizou a cúpula América do Sul-Países Árabes. Era Lula estreando como rival de George W. Bush, se é que vocês me entendem. Falando a um bando de ditadores, alguns deles financiadores do terrorismo, Lulla celebrou o exercício de democracia e de tolerância… No Irã, agora, ele tentou ser rival de Barack Obama…
ISRAEL E SUDÃO
A política externa brasileira tem sido de um ridículo sem fim. Em 2006, o país votou contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas, no ano anterior, negara-se a condenar o governo do Sudão por proteger uma milícia genocida, que praticou os massacres de Darfur – mais de 300 mil mortos! Por que o Brasil quer tanto uma vaga no Conselho de Segurança da ONU? Que senso tão atilado de justiça exibe para fazer tal pleito?
FARC
O Brasil, na prática, declara a sua neutralidade na luta entre o governo constitucional da Colômbia e os terroristas da Farc. Já escrevi muito a respeito.
RODADA DOHA
O Itamaraty fez o Brasil apostar tudo na Rodada Doha, que foi para o vinagre. Quando viu tudo desmoronar, o senhor não não teve dúvida: atacou os Estados Unidos.
HONDURAS
O Brasil apoiou o golpista Manuel Zelaya e incentivou, na prática, uma tentativa de guerra civil no país. Perdeu! Honduras realizou eleições limpas e democráticas. Lulla não reconhece o governo.
AMÉRICA DO SUL
Países sul-americanos pintam e bordam com o Brasil. Evo Morales, o índio de araque, nos tomou a Petrobras, incentivado por Hugo Chávez, que o Brasil trata como uma democrata irretocável. Como paga, promove a entrada do Beiçola de Caracas no Mercosul. Quem está segurando o ingresso, por enquanto, é o Parlamento… paraguaio! A Argentina impõe barreiras comerciais à vontade. E o Brasil compreende. O Paraguai decidiu rasgar o contrato de Itaipu. E o Equador já chegou a seqüestrar brasileiros. Mas somos muito compreensivos. Atitudes hostis, na América Latina, até agora, só com a democracia colombiana. Chamam a isso “pragmatismo”.
CUBA, PRESOS E BANDIDOS
Lulla visitou Cuba, de novo, no meio da crise provocada pela morte do dissidente Orlando Zapata. Comparou os presos políticos que fazem greve de fome a bandidos comuns do Brasil.
IRÃ, PROTESTOS E FUTEBOL
Antes do apoio explícito ao programa nuclear e do vexame de agora, já havia demonstrado suas simpatias por Ahmadinjead e comparado os protestos das oposições contra as fraudes eleitorais à reclamação de uma torcida cujo time perde um jogo.
E por aí vai…
Muito sensato. Fico feliz de poder lê-lo.
Como muitos, eu também espero que o Brasil mantenha a linha do governo anterior em termos da política externa. Essas aproximações com a política externa dos EUA me dão calafrios.
Como colaborador de uma das versões de Carta Capital, saúdo a chegada de Celso Amorim como colunista da revista. Carta Capital acertou em cheio com a contratação; não poderia ser mais oportuna a aquisição de Celso Amorim ao grupo de colunistas da revista que se consolida como imprensa crítica e independente no país. Valeu, Mino!
O Brasil na gestão Lula (representado nos fóruns internacionais por Celso Amorim, uma vez que o Ex presidente mal falava o português) jogou na lata do lixo o status brasileiro de ser um país imparcial, realmente sério e preocupado com os direitos humanos em todos os locais do mundo. Suportar países como Cuba, Iran, Venezuela, dentre outras ditaduras que tratam sua população de forma desumana, é inadmissível… uma vergonha!
Parabéns à Dilma por sua postura ao demitir Celso Amorim e retomar as rédeas do correto caminho da democracia brasileira no cenário internacional.
Amorim, vc definitivamente acabou com os embaixadores de pijama.
[...] Beira-Mar. Ou, talvez ainda mais sujo.”Recentemente, lembra Dias, o Brasil se alinhou – clique aqui para ler artigo de estreia e Celso Amorim na Carta, na pág. 17– aos Estados Unidos e apoiou a apuração de violação de [...]
Prezado senhor Celso Amorim,
Sua análise só confirma as “desconfianças” que muita gente que votou na Dilma, grupo no qual eu me incluo, vem tendo em relação ao atual governo. Podem repetir o quanto quiserem o discurso de que nada mudou, que o governo atual está dando continuidade ao anterior sem nenhuma mudança de rota, mas não vão conseguir esconder as mudanças conceituais que estão por trás de certas atitudes.
Prezado Celso Amorim,
Nas últimas eleições, uma das razões que mais me convenceu em votar no executivo para o partido dos trabalhadores, foi a política internacional.
Foi com grande pesar que percebi a sua ausência no ministério das relações exteriores.
Há alguma coisa de muito equivocado na nossa política. Eleger a continuidade não é exatamente eleger a continuidade. (ao menos no campo das relações exteriores tem se provado assim).
“Oxalá eu (tb) esteja errado.”
Parabens, Ana, pela sua visao geopolitica, fenomeno escasso(talvez por isso) entre os marmanjos daqui.
Sou assinante e fã dessa revista há anos. Confesso que não concordo com todos os pontos de vista, ainda bem, mas não posso deixar de reconhecer a qualidade e competência dos textos elaborados pelos seus colunistas. Agora, com o Ministro (sempre Ministro) Celso Amorim, a revista ganhará ainda mais credibilidade nos textos que versam sobre geopolítica.
O posicionamento desse brasileiro corajoso elevou o Brasil a um patamar nunca dantes visto ou navegado. Nos tornamos respeitados internacionalmente e o presidente Lula virou referência de conciliação de posições democráticas e ousadia econômica.
Se tinha saudades desse ministro conduzindo a nossa política exterior, agora ao menos posso ler o seu ponto de vista sobre o que ocorre no Brasil e no mundo afora.
Parabéns à revista e aos leitores que só têm a ganhar com esse nome de peso, Celso Amorim.
Obrigado ao maior chanceler da Terra!
Não gostei do voto brasileiro contra o Irã. Pareceu um afago grande demais ao Obama em troca de seus sorrisos no RJ. O Obama é uma oferenda devolvida pelo mar. Duvido que se reeleja. Acreditar que vamos conseguir apoio informal dos americanos pela cadeira no Conselho de Segurança é uma ingenuidade. Mas nos aproxima do próximo governo americano… Dos países subdesenvolvidos o Brasil é quem tem melhor chance de se desenvolver, mas pra isso precisa de uma mudança de mentalidade que acredito estar ainda pouco desenvolvida na cabeça da maioria. O momento agora é de aumentar o poder de compra da população pra sustentar o crescimento economico. A inflação é uma expectativa artificial, os agentes economicos julgam ser mais lucrativo uma inflação alta e por isso forçam um ambiente de desconfiança contra as contas públicas. Fugi do tema principal, mas foi por querer.
Um cidadão brasileiro que assina Isac de Souza disse que o Brasil
“está se afastando de regimes que violam direitos básicos dos seus cidadãos”.
Os EEUU, no presente momento, estão torturando, entre outros tantos de seus cidadãos e estrangeiros, um jovem militar acusado de ter vazado informações etc etc.
Logo,
o Brasil está se afastando dos EEUU.
Melhor do que isso só se fosse verdade.
Mais ou menos certo Amorim!!!. Você é um grande ministro e competente, agora ter batido de frente por simples ”esquerdsimo” é de mais, você deveria ter tido posição menos radical no cado de Honduras, e criticar Irã quando estivesse errado com faz Dilma e Patriota agora. Ou seja menos pirotecnia mais ação.Pois ninguém é bobo, com as potÊncias você não pode deixar montar, mas tamébém não pode ser como CHAVEZ. Amorim faltou o velho ”morde assopra”
Celso Amorim. Declarações sempre sensatas. Pena que deixou o cargo…
Celso,
Parabéns pelo artigo. Qto a “diplomata limitado”, lido aqui em um dos comentários só tenho a dizer uma coisa, foi dado o primeiro passo no cenário internacional.
Discordo em absoluto das declarações do ex-chancheler Celso Amorim. Não é flexibilizando nossa posição com relação aos direitos humanos que iremos obter projeção internacional. A propósito, que projeção pode ter um país que se dedica a negociar migalhas com um país que desrepeita os direitos humanos de forma tão flagrante como o Irã? A presidenta Dilma está certíssima em apoiar esta resolução.
Sabe cara, você é um orgulho para todos cidadão braSileiro. Nós só temos a lhe agradecer por TUDO o que que você fez por nós. Muito obrigado chanceler, que os céus lhe concedam vida longa, muita saúde e o costumeiro e peculiar discernimento.
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Como diria meinha avó, “pedem um dedinho, pegam a mão, e se deixar levam tudo”.
Para a Líbia foi decidido espaço aéreo, e lá estão eles jogando mísseis em alvos civis, residências,hospitais, em tudo que se move em solo líbio.
No Irã decidem enviar um relator especial, como aquele enviado ao Iraque pré-invasão dos Estados Unidos e aliados. O especialista nuke alemão ou inglês,perdão,foi lá verificou não existir nenhuma produção
bélica nuke, o que não impediu a invasão, e ninguém abriu o bico- remember 11/9 !
Em que essas transgressões melhoraram o Iraque ou o mundo ? Consagraram sim,e mais,o terror, a bagunça.
O Brasil não pode conciliar com esse poder de inquisição dos países da Nato, que já arma a fogueira,
quando coloca países mais fracos em seu index.
Vamos tratar de estudar as leis, esmiuçar parágrafos e alineas que possam denunciar o abuso de poder
desses países imperiais.
Senão é melhor fechar a porta e entregar as chaves pros donos,tomar novos rumos. Ou continuar lá, ganhando seus belos e dolarizados salários diplomáticos, fingindo que trabalham, enquanto só eles,os
donos da bola,mandam.
E esperar que as primaveras fortaleçam as revoltas que inevitavelmente se seguirão.
Há muito mais coisas entre o céu e a terra que possam imaginar essas imperialmente corrosivas economias!
Gostei de vê-lo na Carta Capital, revista que não abre as páginas “on line” aos assinantes, como as demais revistas semanais. Ser Ministro, talvez, seja menos difícil que ser escritor…Todo escrito depois de criado e gerado para o leitor é suscetível de mil interpretações.
Entendo que as pessoas que defendem um Relator Especial da ONU para investigar a situação dos direitos humanos no Irã, deve também, e obrigatoriamente,defender a indicação um Relator Especial da ONU para investigar os EUA e Israel pelo mesmos motivos. Ou não é verdade que os Estado Unidos mantém prisioneiros ilegais e patrocinam a tortura? Ou que o estado de Israel possui o maior campo de concentração da história (Faixa de Gaza)? Quanto hipocrisia de nossos representantes e mesmo da grande mídia. Tudo devia ser melhor esclarecido, jogado ao sol. Quais são as reais intenções por trás dessas decisões da ONU? Será só a preocupação com os direitos humanos? Então por que não procura tirar a trave que tem nos olhos em vez de procurar um cisco no olho de outro?
Caro Celso, gostaria de agradecer sua grandiosa contribuição para a história desse país. São brasileiros como você que cumpriram as profecias de transformar o Brasil na pátria do evangelho. Não podemos ser contra um ou outro ditador, mas sim, propagar a idéia da democracia pelo exemplo (o que os EUA a muito deixaram de fazer), pela dedicação à causa dos mais fracos, pela busca de igualdade nas relações entre os povos, pelo respeito às diferenças, pela fraternidade que deve reinar entre todos os seres humanos. Obrigado!
Foram mais de trinta anos de carreira diplomática. Hoje aposentado, desde 1984, sinto orgulho do Ministro Celso Amorim que soube com grande maestria colocar o Brasil numa posição relevante no âmbito internacional, defendendo e articulando uma política externa que realmente corresponde aos anseios e necessidades do país. Custou muito, mas chegamos lá.
Obrigado pelas informações.
Esse é mais um fato que mostra quão hipócrita é a politica internacional atual.
Escutar alguém do governo dos EUA, Inglaterra, França… falar em direitos humanos é uma grande piada. Quando o governo Lula pregava paz de verdade, sem tiros, sem armas, somente no entendimento pelas palavras, era ridicularizado até aqui por nossa mídia. Mas eles mostraram ser possível sim, buscar a paz mundial pelo entendimento verbal, mostraram que a paz se faz com amor e não com tiros. Vejo com tristeza que a política internacional da presidenta eleita esteja a serviço das corporações que mandam no mundo. Imaginando a situação de países miseráveis, ou seja, imaginando a sociedade em países mseráveis (ex.: Etiópia, Serra Leoa, Niger, Mali, Burundi….), quando ouço falar em direitos humanos em países detentores de petróleo, como o Irã, vejo logo a face hipócrita de tudo isso, concluo que para eles direitos humanos é direitos humanos deles, e não da humanidade.
Que beleza de estreia essa do Honrado e Corajoso Celso Amorim.
É uma pena que não continue à frente do Itamaraty, por outro lado, poderemos desfrutar das análises lúcidas do cenário internacional, feitas por um homem que tivemos muito orgulho de assisitir às suas afirmações patriótricas em relação ao Brasil, enchendo-nos de orgulho ao marcar as nossas posições no cenário internacional.
Esse Governo que se encerrou,jamais poderia dar errado, quando contou em seus quadros com um ministro com essas dignidade, honra e coerência.
Parabéns.
DK.
Concordo plenamente com o seu diagnostico. Esse voto do Brasil na ONU, instituindo a ida de um Relator Especial para investigar os direitos humanos no Irã, é agressivo. Haverá sim um efeito retardado, um revide a qualquer momento. Estamos cansados de saber que quando o governo norte-americano nomeia de ditadura alguma nação é porque não é beneficiado por ela.
Até hoje, Ministro Celso Amorim, não entendi e não aceitei a sua substituição nas Relações Exteriores. O senhor, em atividade nos orgulhava, completava o ex-presidente Lula.
A Carata Capital está de parabéns incluindo-o entre seus articulistas.
Parabéns Ministro Amorim por tantos momentos de dignidade que o Brasil passou sob sua administração e a de Lula. O Brasil ganhou visibilidade e mostrou que não está disposto a se submeter ao imperialismo estadunidense. A Carta Capital ganhou em qualidade com sua presença neste espaço.
Queira desculpar a ignorância política de alguns nesse espaço. Eles ainda estão sob o efeito da lavagem cerebral promovida em seus cérebros pelos militares da ditadura e pelo PIG.
Ficou claro que a presidenta Dilma tem uma outra visão sobre a política externa brasileira, infelismente. As conquistas de Lula e Celso Amorim no âmbito internacional e a forma lúcida e transparente e, na minha opinião, acertada, em que foram tratadas questões polêmicas como a do Irã, com opiniões muitas vezes divergentes de Washington, deu ao Brasil uma imagem de interlocutor independente e imparcial, dando ao país uma projeção mundial nunca antes alcançada. O alinhamento com Washington na atual presidência torna a voz do Brasil mais uma vez, um eco dos americanos. As linhas de diálogo com paises historicamente difíceis, duramente construída nos 8 anos da dupla Lula-Celso Amorim foram ignoradas. A política do diálogo dá lugar à política da imposição, infelismente!
Governo de continuidade precisa seguir no rumo do que mais deu certo!
Além dos resultados econômicos e sociais, o Brasil ocupou lugar de destaque no cenário internacional com o carisma e a força política do presidente Lula, e com a compentência comprovada do chanceler Celso Amorim. Em dois momentos marcantes ele deixou claro essa competência: Honduras e Irã. Em Honduras defendeu o jogo democrático e deixou os EUA do lado dos golpistas (hoje falam em democracia na Líbia, leia-se: petróleo) e no caso do Irã costurou um acordo que, agora sabemos, tinha a anuência do Obama que no fim, roeu a corda. Mas o Brasil mostrou que pode-se resolver as coisas pelo diálogo no lugar das armas. Agora, Amorim nos deixa bem claro o quanto faz a diferênça! Patriotas assim não poderiamos deixar sair do governo. Então vamos segurar o Mantega, antes que o Palloci…
Carlos, você me desculpe, mas você foi muito infeliz ao criticar o “nilson.santos”, corrigindo-o. Os esquerdistas tanto defendem os desprovidos de cultura/educação, criticando veementemente os intelectuais (elitistas)- ou intelectualóides que menosprezam os demais, que julgam inferiores, contudo você acaba de provar a sua própria contrariedade. Além do mais, se é para ser assim, você deveria ter iniciado sua frase com uma vírgula, logo após o “olá”, visto que a redação oficial pede que os vocativos sejam separados das saudações por vírgulas. Acho melhor você pensar duas vezes antes de querer desqualificar a opinião alheia se usando de um pseudoconhecimento linguístico, ou você pode acabar em um imbróglio vexaminoso.
seja bem vindo, confio que será tão bom comocolunista quanto foi como ministro.
Ministro Celso Amorim: congratulações. Sua falta no Ministério do Exterior já é sentida. O Brasil apequena-se com o atual Patriota que lhe sucedeu. O Brasil que o senhor e o Presidente Lula deixaram não é mais um país onde decisões de grande porte podem ser tomadas levianamente. Gostaria de concordar com as suas esperanças, mas não as tenho. A Presidenta Dilma Roussef mudou o viés de nossa política externa para pior. Talvez enredando a própria biografia com a de outras nações, em um comportamento apenas emocional. Demos um grande passo atrás com apenas um voto. Preferia não ler sua coluna aqui mas continuar a te-lo como nosso Ministro do Exterior.
Parabéns a CartaCapital por acrescentar o nome de Celso Amorim à sua lista de colaboradores. Amorim ajudou a tornar o Brasil maior no mundo. E fará crescer ainda mais o prestígio da revista.
Já falei, em outra oportunidade, que eu preferia a dupla Lula-Amorim a dupla Dilma-Patriota. Acho que as primeiras deixas dessa última dupla deixa bem claro uma postura conservadora e, pior, alinhada com a incoerência da política externa dos EUA. Não podemos fechar os olhos para aos vários pesos e várias medidas com que o império americano tem guiado o mundo, até aqui. Com o alinhamento cego e burro do Brasil a essa postura truculenta contra o Irã, temos um retorno aos anos em que o Brasil nada mais fez do que baixar a cabeça perante os ditames dos países de cima. Ora, como a dupla Dilma-Patriota fala em Conselho de Segurança reformado e não fala da incoerência profunda que minou a legitimidade da ONU? Com a dupla Lula-Amorim, a questão da incoerência do Império estava sempre em pauta. As ações eram mais coerentes e claras. Por exemplo: o combate que se teve no Conselho de Segurança quando se promulgou a última rodada de sanções ao Irã. Ou mesmo a ida de Lula até Teerã para tratar do programa nuclear daquele país. Enfim… Dilma está minando o seu próprio governo em nome dessa tal abstração chamada “estabilidade”. Na minha terra, o nome disso é Medo!
Que bom ter esse espaço como acesso as suas idéias. Pena sua saída do ministério. Esse caso mencionado no artigo é um exemplo indelével. Espero que o Patriota se aconselhe com o sr nas próximas decisões importantes.
Parabéns a CartaCapital e seja bem vindo.
Parabens Ninistro Amorim, pela leveza do seu texto em um assunto de extrema importancia para consolidação da inserção brasileira, no seleto grupo de paises negociadores da comunidade internacional.
O Sr. comprovou com sua caracteristica elegancia durante os oito anos do governo Lula, que o zé carioca pode vestir um smoking em iguais condições com o Tio Sam. Yes we can!
Mas, o Sr. termina o artigo preocupado com um grupo (poderoso) que certamente ficaria alegre com o Brasil pequeno e sem projeção internacional.
Ministro, o Brasil quase ficou de cócoras para os americanos na visita do Presidente Obama mes passado à capital Federal e ao Rio de Janeiro.
Aliás o Presidente Obama, numa atitude no mínimo deselegante com seu anfitrião, aproveitou-se do ótimo momento diplomatico do Brasil na comunidade internacional, para detonar o inicio da invasão à Líbia!
Não bastasse isto, jovens manifestantes foram presos e humilhados pela policia no Rio de Janeiro com total parcimonia dos governo Estaduais e Federal.
Fatos, portanto, que deduzem para nosso desgosto, o retorno do País ao velho complexo de vira-latas contudo de enorme alegria para aqueles brasileiros que o Sr. tão bem cita!
Viva! Celso Amorim, o meu Ministro predileto de todos os Ministérios. Agora com uma coluna semanal. Show de bola!
E Cleusa, muito cuidado com seu argumento de menosprezo ao leitor mencionado, pois é com esse mesmo tipo de argumento que Lula foi e continua sendo alvo de preconceitos.
Sr. Andre de Souza Melo, vc realmente torce para que haja uma mudança na visão da comunidade internacional em relação ao Brasil por causa desse voto? Nesses 8 anos de política externa do Min. Celso Amorim e Lula o nosso país ganhou uma enorme notoriedade sendo reconhecido com unanimidade como uma potência regional, estável, soberana, independente e futura potência global e vc ainda quer que mudem essa privilegiada percepção? Infeliz síndrome de vira-latas! Abra o olho meu caro, os antigos senhores (EUA, Europa e Japao) estão declinando e essa é uma OPORTUNIDADE HISTÓRICA de nos projetarmos como grande nação! Negar ou rejeitar isso é dar um tiro no próprio pé e sacrificar o bem-estar de futuras gerações de brasileiros. Vc disse q no governo anterior o nosso governo era visto como de mãos dadas com as ditaduras, isso é o q a mídia dominante diz, mas parece que vc não sabe ou ignora o prêmio Woodrow Wilson recebido pelo presidente Lula pelo reconhecimento na sua luta pró-democracia… Além do mais, nossa política externa no governo Lula foi conduzida de forma soberana e pragmática visando os interesses vitais do Brasil. O que vc tem a dizer das estreitas relações dos EUA com ditaduras como a Arábia Saudita e outros Estados fantoches árabes como o Bahrein… isso sem falar no apoio e financiamente de ditaduras na América Latina… em relação aos direitos humanos, que tal falarmos em Guantanamo, na invasão da Nicarágua durante o governo Reagan e a recusa dos EUA em ratificar a Corte Penal Internacional… Tudo é questão de interesse nacional meu caro e está na hora de você rever seus conceitos e definir quais interesses vc está defendendo ou perceber que vc é um boneco sentado no colo confortável do grande ventríloquo midiático!
Celso Amorim, na minha opiniao, representa o pior perido da historia do Itamarati. Convenceu Lula a se aproximar do que ha de pior no mundo, montou uma linha contra os EU por pura amesquinhez ideologica e afastou o Brasil das nacoes civilizadas.
Já não era tempo de vermos este excelente ministro e cidadão por aqui.
Já voce Nilson Santos, certas coisas ditas ficam imperceptiveis quando não se tem noção de coisa alguma. Saia da caverna que te colocaram, por que voce não parece saber andar por conta própria, e volte para o novo Brasil que o ministro Amorim e o Presidente Lula ajudaram a construir, esse que o mundo reconhece.
Prezada Cleusa, não, eu não tenho saudades do tempo da ditadura, mas provavelmente a Sra. tem muitas saudades do tempo do Stálin e do muro de Berlim, e dos fuzilamentos do paredão, em Cuba.
E nem sou fascista, aliás, todo esquerdista tem esse cacoete ridículo, de chamar qualquer opinião discordante de fascista. Não ser comunista não significa ser fascista, Sra. Cleusa.
Fascismo é outra coisa, aliás, muito próxima do comunismo, e consiste na concentração de poderes quase absolutos nas mãos do Estado, Estado esse dirigido por uma governante que não admite oposição nem o livre debates de idéias. Bem parecido com Cuba, Irã, URSS, onde as pessoas eram presas e assassinadas por terem opiniões do regime, não é mesmo? Aliás, praticamente a única diferença prática entre fascismo e o socialismo soviético (também chamado de comunismo) é que o fascismo (Itália e Alemanha na 2a guerra mundial)propugnava um estado nacional forte, destinado a fazer prevalecer a nação sobre as outras. Já os tolos comunistas buscavam, mediante o assassinato em massa de dissidentes, introduzir a repartição de riquezas materiais para todos, só que tudo o que conseguiram foi fazer as populações desses países comunistas passarem por privações e necessidades e distribuir a pobreza. Vide as filas para comprar qualquer porcaria e os cupons de racionamento vigentes em todos esses países. Tanto que o comunismo e o socialismo foram parar na lata do lixo da história, junto com o nazismo e o fascismo.
O que eu defendo, Sra. Cleusa, é o direito de os povos elegerem seus governantes livremente,a liberdade das pessoas se expressarem também livremente, e o direito de cada um prosperar segundo o próprio esforço, mérito e criatividade, o que só é possível em um regime de livre iniciativa. Já a senhora parece detender o direito de pobres cidadãos serem tutelados por estados tirânicos como o Irã, a Libia etc.
Portanto, a vossa posição é bem mais próxima do fascismo do que a minha.
É Dona Cleusa, liga não, tem gente que não aprende mesmo!
É esclarecedor o seu artigo, parab´ns á Carta Capital e a todos nós , seus leitores, que poderemos ter o prazer de ler seus artigos. Um abraço.
Parabéns a CC pela sua presença, ministro. Muito nos elucidará nessas intrincadas questões internacionais. Ganhamos todos com sua participação.
Parabens pela lucidez e nacionalismo como manteve a politíca externa de nosso querido Brasil.Com altivez, sem ter espiríto de vira-latas.
Parabéns, senhor Celso Amorim. A postura do Brasil nesta questão, demonstra bem a linha que Dilma resolveu seguir, o que inclui, um ato de subserviência perante a sala sionista. Gostaria que o Brasil de Dilma, levantasse a questão do envio de um “relator especial” até as terras palestinas, ocupadas por judeus nazistas europeus arianos, e que seus crimes fossem investigados, pois ali
sim, existe um campo nazista, onde direitos não praticados ali, transforma o Irã num paraíso. Mais: por que Dilma não cobra direitos humanos nos EEUU, onde imigrantes
trabalham como escravos para
empresas que coordenam o sistema penitenciário no Arizona? Dilma virou vassala da Casa Branca, e fará o que
lhe mandarem. Lhe falta competência e coragem e o Brasil retrocedeu com a saída de Celso Amorim.
Parabéns pela coluna. Será um prazer poder lê-lo sempre por aqui.
Caro ministro Amorin, já fui seu fã, mas depois da sua participacão no governo Lula, vou rever minha posicão.
Parabéns Celso, por todo seu trabalho no governo Lula. O Brasil é um país independente e precisa ter autonomia em suas decisões internacionais. O fato de dialogarmos com países como Cuba, Venezuela, Bolívia, Irã, não significa que apoiamos todas as suas medidas e ideais, mas sim que apoiamos o povo desses países e que não queremos excluir ou segregar nação/povo algum. Deixar de ser submisso aos interesses de países como USA e outros europeus é o que vai garantir o nosso respeito como país independente e com autonomia para julgar e decidir sem medo. Agora, ficar reproduzindo o discurso da mídia nativa reacionária aqui, é querer que o Brasil lave os pés e limpe a bunda do imperialismo mundial.
Prezado Celso Amorim,
Concordo com tudo que escreveu.
Oxalá, mesmo, não esteja certo.
Não entendo sua saída do governo…
Era, na minha opinião, um de nossos melhores Ministros.
Quem bom ter o alento de suas palavras na Carta Capital!
Bem-vindo!
Grande abraço,
Carla M.
Prezado Celso Amorim,
Fico feliz por poder compartilhar de tanta lucidez! Sua presença faz muita falta para os brasileiros, que como eu, querem deste País uma grande nação. Fiquei muito triste quando o senhor deixou de ser nosso Ministro das Relações Exteriores. Sei que o Patriota é seu amigo, mas não tem a sua coragem, determinação e nem o brilho da sua inteligência, que melhorou a situação do Brasil no exterior.
É claro que todos podem se manifestar como quiserem. Mas, observo o baixo nível do Sr.Nilson Santos. Este deveria voltar à 1ª série do 1º grau, e ver se consegue aprender um pouco de português. Deve ser por isso que tenha uma dificuldade incrível de expor suas idéias adequadamente.
E no caso do Sr. André de Souza – quanto fascismo da sua parte! O senhor deve ter saudades da ditadura, e da época em que os brasileiros andavam de joelhos na frente dos EUA. Para um homem reconhecer a grandeza do outro precisa ter coragem e reconhecer a própria pequenez!!!
Grande Celso Amorim,
Parabéns pela bela atuação no cenário exterior! Era um prazer acompanhar suas atuações, principalmente ao lado do presidete Lula! Era sempre de forma soberana, como o Brasil deve ser.
Saiba que será um prazer ler seus artigos, serei um leitor assíduo. Mais uma vez, meus parabéns!
Sempre procurei ter uma visão diferenciada da propagada pela grande mídia em suas atuações!
Bem-vindo, sr. Celso Amorim ao time dessa excelente revista.
Fico feliz em ver o Brasil apartando-se do governo de Teerã. Eu mesmo enviei, via e-mail, carta ao nosso ex-ministro argumentando contra a visita do presidente Marmud Ahmadinejad ao Brasil. E todos os meus argumentos foram relacionados a dois fatos principais. Primeiro; a precariedade dos direitos humanos e das liberdades individuais no Irã. Segundo, a antiga, conhecida e malévola, negação do Holocausto judeu e a pregação incendiaria de eliminação do Estado de Israel pelo presidente Ahmadinejad. O Irã é a antiga Pérsia inimiga milenar de Israel e o Brasil tem histórico positivo tanto na criação do Estado de Israel como nas relações bilaterais nos últimos 62 anos. A aproximação com o Irã não colocava o Brasil como grande internacionalmente, mas no prisma de favorável a um regime ditatorial. Possivelmente o gesto diplomático do ex-presidente Lula em direção ao Irã afastou ainda mais a possibilidade do Brasil ter uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, pois o governo de Teerã é alvo de especulações sérias sobre o propósito de seu programa nuclear. O Brasil seria realmente grande e espetacularmente grande no cenário internacional se alcançasse a proeza de fazer o presidente Iraniano deixar de negar o holocausto e abandonar de vez o desejo de varrer Israel do mapa. Isto sim deixaria o Brasil grande o suficiente para nos encher de orgulho e para a elevação do respeito na comunidade internacional pela nossa pátria tão amada. Portanto, o voto favorável do Brasil para que se institua um Relator Especial para investigação dos Direitos Humanos é um acerto da diplomacia atual dando um sinal positivo a quem possa interessar de que nosso país está se afastando de regimes que violam direitos básicos dos seus cidadãos.
Parabéns pela coluna , concordo em tudo e seja bem vindo!!!
Ei, Nilson Santos,
Você tenta falar do ex-ministro, mas, pelo seu comentário, parece falar de si mesmo.
O que, por acaso, você explicou ao comentar por essas suas duas linhas? A quem convenceu?
Procure-se ver além da folga de expor apenas o seu nome e discorra decentemente as suas discordâncias sobre as ideias expostas no texto de Celso Amorim. Por respeito a ele e aos leitores deste site.
Obrigado, ministro Celso Amorim, pelo esclarecimento claro e objetivo a respeito do contexto desse voto. Eu não gostei do voto, achei um retrocesso, e agora este esclarecimento do ex-ministro vem confirmar minhas suspeitas e temores. Oxalá também eu esteja errado.
Sobre as penalidades impostas sobre os cidadãos, é preciso levar em conta os costumes do país.
Estes costumes precisam ser respeitados.
Podem até parecer estranhos a nós, contudo, são costumes ditados por um ambiente cultural e religioso.
Não temos nada a ver com isto !!
Até que enfim! Seja bem vindo.
Bruno cabral
Tomara mesmo que haja uma mudança de visão da comunidade internacional sobre o Brasil após o voto do Brasil apoiando a investigação contra o regime iraniano, como prevê o ex Ministro Amorim.
É que no governo anterior o nosso país era visto como uma nação que andava mãos dadas com ditadores delirantes como Fidel Castro, Ahmadinejad, Chávez, e tiranetes africanos. O que ganhamos com isso? Materialmente nada, e moralmente nos alinhamos com parte da escória mundial.
Podemos ser um contraponto às grandes potências de outra forma, sem adotarmos a linha do contra automaticamente. Poderíamos simplesmente sermos coerentes e independentes, não-alinhados. O que é diferente de nos aliarmos com parte do que existe de pior, mais repugnante e intolerante em termos de regime no mundo.
No caso específico de Chávez e dos Kirchner, até entendo que o governo brasileiro tenha procurado sempre pôr panos quentes, afinal são vizinhos e briga com vizinhos não é coisa boa. Principalmente quando poderíamos ser vulneráveis de mais de uma forma às possíveis maluquices desses vizinhos.
Mas e no caso de Cuba, Irã e da Líbia e de outros regimes africanos, porque ficar homenagendo a compactuando com essa gente?
Pessoalmente, me parece merecer suspeita todo aquele a quem escuta um facínora. Por que motivo esses governos marginais davam tanto ouvido ao Brasil no governo Lula, segundo o próprio Amorim?
Quem anda com porcos come farelo, foi o que eu sempre soube e aprendi.
Rezo pela hora em que haverá um levante popular na Venezuela, em Cuba e no Irã, para que os governantes daqueles países sejam depostos, de forma de o povo realmente tome o poder em suas mãos, criando um regime de liberdades plenas e democrático naqueles países.
Olá nilson.santos! Acho que o artigo do Celso está além de sua compreensão… (a propósito: escreve-se “ninguém”, “conseguiu” e não “ninguen”, “conseguio”).
Relator especial é o caramba, vocês e seu jogo de interesses. Quero que respeite os direitos humanos, mas nao respeitam a constituição. Todos os direitos que a revoltosa vara se nega a cumprir.
O governo do Lula na pessoa do ministro Amorim, não foi apequenado pelo revez do Obama, a tal da carta existiu e foi denudado a mentira do Barack .
O Sr. Obama é um politico de pouco brilho e nada mais, é aquele que tem a coragem de assinar uma carta e depois dizer que nada fez, enfim um completo desqualificado, não vamos perder tempo com ele…
Não sei se o Amorim percebeu, eu acho que sim, a postura do Brasil no caso do Irã evitou o que muitos chamam agora de intenções veladas do governo dos EUA que era realmente de invadir aquele país ou naquela momento ou agora. A postura do Brasil projetou um olhar carinhoso para com os iranianos e isso foi um balde de agua fria sobre a vontade belicosa dos EUA e Europa, era visivel a revolta da Sra. Clinton.
A postura recente brasileira também é uma ducha de agua fria na OTAN que sempre quis invadir esse país, agora não, eles terão que esperar. Terão que esperar a nomeação do relator, a ida do relator , toda a midia em cima do relator. O Irã pode negar-se a permitir tal coisa afinal segredo industrial custa muito dinheiro e todo cuidado é pouco com os EUA que tem o pessimo habito de se apropriar da coisa alheia com o maior descaramento, oleo de peroba é pouco para tanta cara-de-pau.
A sorte do Irã pelo menos por enquanto é que Kadafi está aguentando firme, Tunisia e Egito também agora vem esse Iraque querendo democracia participativa…
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=150818&id_secao=9
Não sei o que esse Sr. Amorim e o nosso Dr.H.C. Lula fizeram lá atrás quando abraçaram a causa Africana-Árabe para defender, mas o povo por lá tá gostando disso, dessa tal democracia.
Até tu Iraque, até tu…
A Sra. Clinton vai ter um certo trabalho para reeducar o povo Iraquiano a aceitar as ações humanitários da coalização do mal, digo do bem. Ela terá que fazer a reeducação de maneira urgente, pois do Iraque para o Afeganistão será um pulo. Imagina se a moda pega e os Afegãos começarem a sequer pensar em dispensar o humanitarismo estadunidense…
Realmente o Brasil não podia ter elegido um operário presidente, agora a plebe está se achando…
Continua o mesmo de sempre, explica mas não chega a lugar nenhum, é um diplomata limitado não convence ninguen, não conseguio nem uma vitória para o Brasil no campo diplomático, é mais um enrolátíco, só enrola.
Pô, Celso, mandou bem. Mas o cineasta iraniano, no caso, não é o Abbas Kiarostami, e sim o Jafar Panahi.
27.04.2012
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