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Justiça suspende prova do Enem em todo o país

por Redação Carta Capital — publicado 08/11/2010 15h00, última modificação 08/11/2010 18h17
Ministério Público pediu a anulação da prova por considerar que erros de impressão prejudicaram milhares de estudantes

Mais uma vez, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vira dor de cabeça para o Ministério da Educação e para os milhões de estudantes que se submetem à prova. Em 2009, a aplicação do exame teve de ser adiada porque as questões vazaram da gráfica Plural pouco antes do teste. Neste ano, o problema apareceu apenas durante a prova. Com erros de impressão e bagunça na ordem do caderno de respostas, o Enem foi suspenso pela Justiça nesta segunda-feira 8. Os estudantes fizeram as provas ontem e no sábado.

A liminar que suspende o exame foi concedida por uma juíza da 7ª Vara Federal do Ceará. O pedido de liminar partiu do Ministério Público Federal. Joaquim José Soares Neto, presidente do Inep - órgão do MEC que organiza o Enem - havia declarado, mais cedo, que, apesar dos erros comprovados na impressão da prova, não cogitava a anulação.

A gráfica responsável por imprimir o Enem em 2010, a RR Donnelley, enviou uma carta ao Ministério da Educação assumindo a responsabilidade pelos problemas de impressão. “Durante a aplicação do primeiro dia do exame, identificamos, fazendo a leitura dos quatro itens de caderno de provas que contêm as mesmas questões em quatro ordens distintas de diagramação, que em um dos lotes de produção tivemos um problema de processo, resultando na impressão de 33 mil cadernos de provas amarelas com um defeito de ordenação”, declarou a direção da gráfica.

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