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Política

Crise na Esplanada

Com novas acusações, Lupi pode cair a qualquer momento

por Redação Carta Capital — publicado 01/12/2011 10h06, última modificação 01/12/2011 10h09
Depois de meses de acusações, novas denúncias e recomendação da Comissão de Ética da presidenta pode forçar o afastamento do Ministro nesta quinta-feira
Pedestistas querem que Lupi deixe o cargo. Foto: Agência Brasil

Denúncias sobre irregularidades em contratos com ONGs e viagem em jatinho particular motivaram saída do pedetista. Foto: Agência Brasil

Com saída recomendada até pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República, o Ministro do Trabalho Carlos Lupi (PDT) é alvo de mais uma acusação. Segundo reportagem publicada nesta quinta-feira 1º pelo jornal Folha de S. Paulo, Lupi cometeu o crime de “acumulação remunerada de cargos públicos”. Isso porque ele exerceu a função de assessor parlamentar na Câmara dos Deputados, em Brasília, e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro simultaneamente durante cinco anos.

Os dois cargos exigiriam a presença de Lupi por 40 horas semanais. Entre 2000 e 2006, o políticofoi, segundo o jornal, assessor fantasma na Câmara dos Deputados em Brasília. No mesmo período, até novembro de 2005, o Ministro foi empregado do ex-vererador Sami Jorge (PDT-RJ). Se confirmado, o episódio consiste em um caso de improbidade administrativa. Lupi afirmou que se houver comprovação de irregularidades, o valor recebido fora da Constituição será devolvido.

Com nova acusação e manifestação da Comissão de Ética, o ministro pode não resistir no cargo até o fim desta quinta-feira 1º de dezembro. Bombardeado por acusações há alguns meses, ele permaneceu no governo, ao contrário de seus colegas de ministério envolvidos em suspeitas de corrupção. A ideia da presidenta é trocar o nome na reforma ministerial prevista para o início de 2012 e assim, evitar possíveis desgastes de uma demissão, uma vez que o Ministério de Lupi é um dos mais visados pela base petista.

Na quarta-feira 30, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República recomendou exoneração do Ministro à presidenta Dilma Rousseff. De acordo com o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, as explicações apresentadas pelo ministro sobre as denúncias de irregularidades no ministério não foram convincentes.

Romero Jucá, líder do governo no Senado, definiu recomendação da Comissão como uma “bala”. “Não sei se é uma bala fatal, mas é uma bala”, disse, após reunião com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. A pressão é para que Lupi peça seu próprio afastamento ainda hoje.

*Com informações da Agência Brasil

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