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Pesquisa CNT / MDA

Dilma segue favorita, mas Marina poderia provocar 2º turno

por Redação — publicado 07/11/2013 11h39, última modificação 07/11/2013 16h41
Em novembro, a vantagem da petista sobre a ex-senadora no 2º turno mais que duplicou na comparação com o levantamento de setembro
Roberto Stuckert Filho/Presidência da República
Dilma Rousseff

Dilma durante inauguração de obra em Salvador, na sexta-feira 1º. Ela continua favorita

Uma nova rodada da pesquisa feita pelo instituto MDA e encomendada pela Confederação Nacional do Transporte mostra que a presidenta Dilma Rousseff (PT) segue favorita para vencer no primeiro turno as eleições presidenciais. O "fator Marina Silva", no entanto, pode mudar o cenário para 2014.

Em uma eventual disputa contra Aécio Neves (PSDB-MG) e Eduardo Campos (PSB), Dilma soma 43,5% das intenções de voto, contra 19,3% do senador mineiro e 9,5% do governador pernambucano. Neste cenário, 20% dizem que votariam em branco ou nulo e 7,8% se dizem indecisos.

Se a candidata do PSB fosse Marina Silva, a ex-senadora ficaria em segundo lugar, com 22,6% dos votos, enquanto Aécio cairia para 16,5%. Dilma teria 40,6%, 1,5 ponto percentual acima da soma de seus adversários. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, não é possível afirmar se a eleição teria ou não segundo turno.

A pesquisa para o primeiro turno não é comparável com a realizada na rodada anterior, em setembro, pois naquele mês o instituto avaliou um cenário com quatro candidatos: Dilma, Marina, Aécio e Eduardo Campos. Desde então, Marina não conseguiu fundar o partido Rede Sustentabilidade e migrou para o PSB, de Campos.

Segundo turno. Nos cenários de segundo turno, Dilma venceria todos os seus adversários. Contra Marina, por 45,3% a 29,1%. São 16,2 pontos percentuais de diferença, mais que o dobro dos 7,7 pontos registrados na pesquisa de setembro.

Contra Aécio Neves, a petista teria 46,6% dos votos diante de 24,2% do tucano. A diferença também supera por larga margem a verificada em setembro. São 22,4 pontos ante 13,4.

Em um hipotético segundo turno com Eduardo Campos, Dilma tinha, em setembro, 42,1% das intenções contra 17,7% do pessebista. Agora ele se manteve estável (17,5%) e ela foi para 49,2%.

Foram entrevistadas 2.005 pessoas, em 135 municípios de 21 unidades da federação, das cinco regiões, entre os dias 31 de outubro e 4 de novembro de 2013. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos.