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Cid Gomes deixa o Ministério da Educação

por Redação — publicado 18/03/2015 18h51, última modificação 18/03/2015 19h59
Após protagonizar uma troca de ofensas com o Congresso, o ministro da Educação pediu demissão do cargo para evitar maiores desgastes entre a base aliada e o governo
Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Cid Gomes

Após prestar esclarecimentos no plenário da Câmara Federal, o ministro abriu mão de seu cargo

Após trocas de ofensas com o Congresso Nacional, o ministro da Educação, Cid Gomes, pediu demissão nesta quarta-feira 18. A demissão foi aceita pela presidenta Dilma Rousseff. Ainda não há mais detalhes sobre a substituição de Gomes na pasta.

"O ministro da Educação, Cid Gomes, entregou nesta quarta-feira, 18 de março, seu pedido de demissão à presidenta Dilma Rousseff. Ela agradeceu a dedicação dele à frente da pasta", diz a nota divulgada pela Secretaria de Imprensa da Presidência. Mais cedo, Cid Gomes foi à Câmara dos Deputados para explicar declarações que deu, em evento na Universidade Federal do Pará, de que há no Congresso Nacional “400 ou 300 achacadores” se aproveitando da fraqueza do governo para levar vantagens.

Em esclarecimentos aos deputados, Cid Gomes disse que essa não é sua “opinião pública” e que a fala foi feita a estudantes dentro da sala do reitor após ser questionado pelos estudantes sobre a falta de dinheiro para a educação.

Em entrevista, afirmou depois que a demissão foi pedida porque não queria criar constrangimento à base aliada do governo.

"A minha declaração e mais do que ela, a forma como eu coloquei minha posição na Câmara cria dificuldades para a base do governo e portanto não quis criar nenhum constrangimento. Pedi demissão em caráter irrevogável, agradecendo a ela [Dilma]", afirmou em entrevista.

Cid disse que a declaração é uma opinião pessoal e que a mantém. “A situação em que eu me encontrei, sendo convocado pela Câmara para questionar a especulação que eu tinha feito em reservado, eu não podia agir diferente senão confirmar aquilo que disse, que penso pessoalmente", declarou Cid, ao sair do palácio.

Líderes partidários da base governista e da oposição criticaram duramente as declarações e a postura do ministro da Educação, Cid Gomes, no plenário da Câmara, e pediram a saída dele do cargo. Minutos depois, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, anunciou no plenário que havia recebido um comunicado do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, comunicando a demissão de Cid Gomes. O líder do governo da Câmara, José Guimarães (PT-CE), confirmou que o ministro foi ao Palácio do Planalto ao sair do Congresso.

*Com informações da Agência Brasil