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Política

Em todo o País

Centrais sindicais fazem paralisação nacional nesta quinta

por Redação — publicado 10/07/2013 19h06, última modificação 11/07/2013 11h23
Em todo o País, sindicatos protestam por “pauta trabalhista” e questões genéricas apresentadas nas manifestações de junho
Centrais sindicais

Centrais sindicais prometem paralisar diversas cidades do país nesta quinta

As maiores centrais sindicais brasileiras realizam nesta quinta-feira 11 uma série de greves e manifestações com o objetivo de pressionar o governo federal e o Congresso a trabalhar para avançar a chamada “pauta trabalhista”. Estão programadas paralisações para as principais capitais do País e também para alguns municípios do interior.

O movimento desta quinta-feira é comandado por cinco centrais sindicais – Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e União Geral dos Trabalhadores (UGT) – mas deve juntar também alguns movimentos sociais. Em São Paulo, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e movimentos ligados a questão de moradia devem participar.

Na lista de reivindicações estão questões específicas, como o fim do Fator Previdenciário; jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial; e reajuste para os aposentados, mas também pautas genéricas levantadas pelas manifestações de junho, como mais investimentos em saúde, educação e segurança e transporte público de qualidade. De acordo com o presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), a equipe econômica do governo federal também é alvo das manifestações, por conta da inflação. “É importante mostrar o descontentamento dos trabalhadores com a equivocada equipe econômica que está permitindo a volta da inflação”, disse.

As manifestações são uma aparente tentativa de as centrais mostrarem força depois de verem multidões tomarem as ruas do País em junho, de forma espontânea, sem a participação dos sindicatos, que costumavam ser parte da força motriz de atos políticos no País.

As ações desta quinta-feira estão planejadas de forma a causar impacto. Em São Paulo, a maior manifestação deve ocorrer às 12 horas, na avenida Paulista.

No Rio de Janeiro, a organização do movimento definiu que a concentração será na Candelária, a partir de 15h. Em Volta Redonda e Resende, no interior do Estado, também haverá manifestações. Em Brasília, os trabalhadores vão se concentrar em frente à catedral da capital e seguir em passeata até o Congresso.

Confira abaixo a lista de manifestações divulgada pela Força Sindical:

São Paulo

O Dia Nacional de Luta começou com interdições de rodovias em São Paulo. Os motoristas que deixavam a capital paulista rumo ao interior pela Via Anhanguera encontravam a pista interditada perto do quilômetro 30, no município de Cajamar. A concessionária que administra a estrada, a AutoBan, recomendou como alternativa a Rodovia dos Bandeirantes, onde o tráfego fluía bem nos dois sentidos.

Mais dois bloqueios ocorriam pela manhã na Rodovia Cônego Domenico Rangoni, no km 268 (Baixada Santista), caminho que leva ao Porto de Santos, e na Rodovia Presidente Dutra, que liga a cidade de São Paulo ao Rio de Janeiro, com interdição próximo a São José dos Campos.

Um grupo de metalúrgicos filiados à Força Sindical fez um protesto na pista da Marginal Pinheiros, em Santo Amaro, na altura da Ponte Transamérica. O trânsito ficou trancado e os manifestantes seguiam em direção à Rodovia Castello Branco.

Ainda na parte da manhã, houve bloqueios na Marginal Tietê, Avenida do Estado, na Dutra, Mogi-Bertioga, Fernão Dias, Castello Branco. As rodovias Jacu-pêssego e Radial Leste também sofreram bloqueios.

A previsão é que haja manifestações ainda na rua 25 de Março e nas avenidas do Estado, Prestes Maia e Nove de Julho, assim como na ponte Octávio Frias de Oliveira, mais conhecida como Estaiada.

Grande São Paulo: Atos em Guarulhos, Osasco, Santo André e São Caetano.

Interior: Manifestações e greves em cidades como Barretos, Marília, Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Franca, Santos, Sorocaba, São José dos Campos, Lorena, Araçatuba. O Porto de Santos não irá funcionar. Outras cidades também terão atos.

Distrito Federal

Brasília: Concentração a partir das 9 horas na Catedral de Brasília em seguida haverá uma passeata até o Congresso Nacional.

Rio de Janeiro

Manifestantes bloquearam no início da manhã uma ponte que liga os municípios de Rio das Ostras e Macaé, no norte fluminense. O protesto, coordenado pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), tem a participação de outros movimentos sociais.

Por volta das 5 horas, eles fecharam a rodovia que liga as duas cidades e atearam fogo a pneus, em frente ao Parque dos Tubos, na localidade de Imboassica, em Macaé. Além das pautas nacionais, os manifestantes de Macaé pedem a redução dos gastos da prefeitura e da Câmara Municipal e saneamento básico em todo o município.

Na região metropolitana, manifestantes ocuparam faixas da BR-463, no município de Itaguaí. Eles atearam fogo em pneus e pedaços de pau em frente à sede da Nuclebras Equipamentos Pesados (Nuclep), estatal que fabrica cascos de submarino e equipamentos para plataformas de petróleo e para usinas nucleares. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o protesto foi rápido e as pistas já estão liberadas.

Está programa também uma concentração na Candelária, centro, a partir das 15h. Já confirmaram presença: metroviários, bancários, estivadores, químicos, metalúrgicos e professores.

Volta Redonda e Resende: a rodovia Presidente Dutra deve ser interditada na parte da manhã.

Minas Gerais

Belo Horizonte: A partir das 8 horas haverá uma concentração na Praça 7, centro da cidade.

Ipatinga: Trabalhadores irão fechar a BR 381 a partir das 6 horas

Espírito Santo

Vitória: Concentração às 7 horas na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em seguida acontece uma passeata.

Rio Grande do Sul

Porto Alegre: Serão quatro caminhadas que devem partir de diferentes pontos de concentração em Porto Alegre, a partir das 8 hora na Avenida Farrapos, Terminal Cairú,  Terminal Princesa Isabel , Avenida João Pessoa,  Rodoviária Municipal e  Viaduto Obirici.  Juntamente de demais categorias de trabalhadores, os rodoviários da Capital e da Região Metropolitana vão aderir à manifestação por mais direitos e por melhorias no serviço de transporte público. Portanto, no dia 11 de julho não haverá ônibus em circulação. Haverá concentração de trabalhadores em frente à prefeitura às 16h.

Santa Catarina

Florianópolis: Concentração às 13:00 horas na Praça Tancredo Neves, seguindo em passeata pelo centro da Cidade.

Criciúma: Concentração às 12:30 horas no trevo da Br 101 em Criciúma, seguinte em passeata rumo a ponte de Laguna.

Itajaí: Concentração às 13 horas no Posto Santa Rosa (BR 101) trevo do Bairro Cordeiros. Paralisação da BR 101 por volta das 15:00 horas (1 hora de paralisação).

Chapecó: Concentração em 4 pontos a partir das 13horas (1º Av. Atilio Fontana, em frente a Sadia - 2º Rótulo do acesso a BR 282 com o acesso a Leopoldo Sander - 3º frente ao Hospital Regional do Oeste e 4º Bairro Palmital), todos seguindo em passeata para a Praça Coronel Bertaso onde ocorre um grande ato com início previsto para às 17 horas.

Paraná

Curitiba: A partir das 8 horas a BR 277 e a BR 376, na região de Curitiba, terão manifestações. No período da tarde, às 16 horas, haverá concentração na Praça Rui Barbosa, no centro da capital.

Bahia

Salvador: Terá paralisação e concentração no Campo Grande, no centro da cidade, às 11 horas. Trabalhadores pretendem entregar pauta trabalhista para o prefeito e ao governador.

Interior: manifestações em Alagoinhas, Brumado, Caetité, Jequié, Ilhéus, Camaçari, Nazaré, São Roque e Itabuna.

Pernambuco

Recife: Haverá paralisação das obras do PAC na região. Cerca de 55 mil trabalhadores na região de Suape e Ipojuca que irão cruzar os braços e vão parar a BR 40.

Ceará

Fortaleza: Diversas categorias se concentrarão às 9 horas na Praça do Ferreira e seguem em passeata pelas ruas da cidade. Categorias confirmadas: construção civil, construção pesada, polícia civil e polícia federal.

Rio Grande do Norte

Natal:  Concentração de trabalhadores da construção civil na Beira Mar e depois fecharão a ponte Newton Navarro (Ponte de Todos).

Acre

Rio Branco: Concentração a partir das 9 horas em frente ao Palácio do Governo do Estado. Em seguida sairão em caminhada pelo centro comercial

Paraíba

João Pessoa: Concentração a partir das 14 horas no Parque Solon de Lucena (Lagoa). Segue em caminhada até o Palácio do Governo.

Campina Grande: As 7 horas concentração na Avenida Floriano Peixoto e seguirão em caminhada até a Praça da Bandeira.

Sergipe

Aracaju: Ato às 14 horas na Praça Tobias Barreto.

Alagoas

Maceió: Concentração na Praça Centenário às 14 horas. Depois os trabalhadores  percorrão as ruas de Maceió, passando pela Praça dos Martírios (Palácio Museu Governo de Alagoas), Praça Deodoro (Tribunal de Justiça de Alagoas), Praça D. Pedro II (Assembleia Legislativa de Alagoas) e finalizando na Praça Centenário.

Amazonas

Manaus: Trabalhadores vão parar, a partir das 7 horas, o parque industrial e seguem em passeata pela capital do Estado.

Goiás

Catalão e Anapólis:  A partir das 7 horas haverá concentração em rodovias da regiões. Metalúrgicos,  trabalhadores em minérios, costureiras, em transporte, construção civil e comércio irá parar a rodovia BR 050.

Mato Grosso do Sul

Campo Grande: Ato às 9 horas na Praça do Rádio, depois passeata pelas ruas da cidade

Mato Grosso

Cuiabá: Concentração às 16 horas na Praça 8 de abril, em seguida fazem caminhada até a Praça Além Castro, onde fica a sede da Prefeitura.

Pará

Belém: concentração a partir das 8 horas em frente da Prefeitura de Belém, cidade velha. Após, ato entrega de pauta ao prefeito. Haverá também passeata até o Centro Integrado do Governo, onde também haverá entrega de pauta.

Roraima

Jarú: manifestação a partir das 8 horas com concentração na Praça Central seguindo em passeata até a Ponte de Jarú na BR 364. Os trabalhadores vão fechar a rodovia por cerca de 1 hora.

*Com informações da Agência Brasil