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Candidato à presidência do PT defende 'autocrítica'

O deputado Paulo Teixeira cita os protestos pelo País para defender a reaproximação da sigla com a juventude e os movimentos sociais
por André Barrocal publicado 04/07/2013 09:08
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Agência Brasil
Paulo Teixeira

O deputado Paulo Teixeira, candidato à presidência do PT, durante sessão da CPI do Cachoeira, da qual foi vice-presidente

O secretário-geral do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), lança nesta quinta-feira 4 a sua candidatura à presidência do partido com a esperança de encarnar a voz e o rosto dos jovens que saíram às ruas nas últimas semanas cobrando um Brasil melhor. O advogado de 52 anos é o candidato do grupo que defendeu a “refundação” do PT durante a crise do “mensalão” em 2005 e 2006, bandeira que de certa forma coincide com o mal-estar contra partidos e políticos visto em parte dos atuais protestos.

O olhar crítico sobre a opção petista de fortalecer dirigentes partidários em prejuízo dos militantes, encarada como a origem última do “mensalão”, e a intenção de aproximar-se mais da juventude são as diferenças principais que Teixeira aponta em relação ao atual presidente, Rui Falcão, que tentará a reeleição. “O partido precisa fazer uma autocrítica e se oxigenar”, afirma.

Expoente da corrente de Teixeira, a Mensagem ao Partido, o governador gaúcho, Tarso Genro, traça um paralelo entre o “mensalão” e as manifestações recentes. “Levantei a bandeira de refundação do PT no ‘mensalão' porque o partido tinha ficado muito burocratizado, distante dos intelectuais, separado da base. Continuo com a mesma tese”, diz Tarso. “É necessário que o PT aproveite a oportunidade para incorporar políticas populares e para entender o protagonismo das redes sociais.”

Redes sociais que, para o secretário-geral, revelaram haver sintonia da militância petista com o núcleo central das manifestações, considerado de viés progressista. “Há temas ligados à juventude que nós temos de debater, como a liberdade reprodutiva da mulher e a descriminalização das drogas”, diz o deputado.

Apesar das diferenças com a atual direção petista, há também uma boa dose de sintonia. Sobretudo quando o assunto é a gestão Dilma Rousseff e o noticiário sobre as manifestações. “O governo precisa melhorar o diálogo com os movimentos sociais e a comunicação”, afirma Teixeira. “90% das ruas lutam por seus direitos, mas há também tentativas de desestabilização do governo e de criação de uma crise institucional”, diz Tarso.

Nem mesmo o desejo de que o governo reforce laços com partidos mais à esquerda afasta Teixeira das posições de Falcão. Os dois concordam que o aliado PMDB, partido do vice de Dilma, Michel Temer, é imprescindível e não deve ser sacrificado por uniões mais firmes com partidos como PSB, PCdoB ou PDT. “O PMDB é um aliado fundamental. O importante é qualificar a relação”, diz o deputado.

A eleição para presidente do PT está prevista para novembro. O vencedor será o condutor do partido durante a campanha presidencial de 2014. Além de Falcão e Teixeira, devem se inscrever também mais dois candidatos: Valter Pomar e Renato Simões, ambos de correntes mais à esquerda dentro do PT.

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