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Política

Eleições 2014

Campanha eleitoral começa neste domingo

por Redação — publicado 06/07/2014 09h22
Disputa com 11 candidatos à presidência começa com Dilma Rousseff à frente nas pesquisas; Campos e Aécio esperam melhora com início oficial da campanha
Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos

Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos, os principais candidatos nas eleições presidenciais

Neste domingo 6, começa a campanha eleitoral para as eleições gerais do Brasil. A partir de hoje, candidatos à Presidência da República, ao governos do Estado e aos Legislativos estaduais e federal podem pedir votos para a eleição que vão disputar daqui a três meses, em 5 de outubro. Panfletos, comícios, carros de som e páginas na internet agora estão permitidos em todo o país.

A campanha começa com a presidenta Dilma Rousseff liderando todas as pesquisas dos institutos Ibope, Datafolha e Vox Populi. A última pesquisa do Vox Populi mostra Dilma com 37% das intenções de voto, o senador Aécio Neves (PSDB) com 20% e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) com 8%. O número de votos sem definição (branco, nulos e indecisos) ainda é alto, de 26%.

Dilma perdeu apoios na última semana, como o do PTB, mas ainda conta com nove partidos e terá o maior tempo de televisão (12 minutos) a partir de 19 de agosto, quando começam as propagandas na televisão e no rádio. Na última semana antes da campanha, a presidenta dedicou sua agenda às inaugurações de obras – vetadas a partir do início da campanha.

Aécio também conta com o apoio de nove partidos, mas deverá ter metade do tempo de Dilma na televisão. Os tucanos repetem que, nesta eleição, estão unidos como nunca. A esperança do PSDB é que, com as discordâncias reduzidas dentro do partido, possam ter um desempenho melhor do que tiveram nas últimas três eleições. Em todas elas, rusgas internas do partido ajudaram com a derrota dos seus candidatos nacionais.

Em terceiro lugar na pesquisa, Campos aposta no seu baixo índice de rejeição, o menor entre estes três candidatos, e na capacidade da ex-senadora Marina Silva (PSB), sua vice, de transferir votos para ele. Segundo a Datafolha, 18% dos eleitores votariam “com certeza” em um candidato apoiado por Marina, terceira colocada na última eleição presidencial. Desta forma, Campos pode melhorar seu desempenho com as aparições dela no horário eleitoral.

‘Nanicos’

A eleição à presidência terá onze candidatos, o maior número desde a eleição de 1998, que teve doze postulantes. Fora da disputa entre os três mais bem colocados, a votação dos outros sete devem determinar a realização ou não do segundo turno. A nova votação acontece quando ninguém obtém, ao menos, 50% dos votos dados aos candidatos. A performance dos chamados ‘nanicos’ deve ser essencial para que ela aconteça.

O mais bem colocado deles é o pastor Everaldo (PSC), com 2,5% dos votos na última pesquisa Vox Populi. Pastor da Assembleia de Deus, a maior denominação evangélica do País, é quem tem propostas mais claramente de direita. Ele é contra a união civil homossexual e a favor da redução da maioridade penal.

O PSOL terá como candidata a ex-deputada federal Luciana Genro. Ela entrou na disputa após a desistência do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que deve disputar o governo do seu Estado.

Sem Marina Silva, Eduardo Jorge é o candidato do PV nesta eleição. Ex-deputado federal e fundador do PT, Jorge diz que tem uma candidatura mais identificada com as propostas que diferenciariam o partido, como a legalização da maconha.

Estes três candidatos também devem ser chamados a debates na televisão e no rádio. A lei eleitoral obriga que todos os candidatos de partidos com representação no Congresso Nacional sejam convidados para estes encontros. Desta forma, sete candidatos deverão ser chamados para cada encontro, a não ser que aceitem não participar deles.

Os outros candidatos à presidência são Mauro Iasi (PCB), José Maria (PSTU), Levy Fidelix (PRTB) e José Maria Eymael (PSDC) e Rui Costa Pimenta (PCO).