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Política

No congresso

Aprovado reajuste acima da inflação para parlamentares

por Redação Carta Capital — publicado 16/12/2010 18h36, última modificação 16/12/2010 18h54
Deputados aprovam projeto que prevê reajuste salarial para 26,7 mil reais.

Foi aprovado pelos deputados o projeto que prevê aumento salarial para 26,7 mil reais.

Os deputados federais aprovaram, para eles mesmos, um aumento salarial substancial. Foi votada na Câmara nesta quarta-feira 15, em pedido de urgência antes mesmo da Mesa debater o assunto, a lei que prevê um aumento salarial dos deputados, senadores, presidente, vice-presidente da República e ministros de Estado para 26,7 mil reais.

Atualmente, os deputados e senadores recebem 16,5 mil reais, além dos benefícios, e teriam um reajuste de 61,8%. O presidente e o vice ganham 11,4 mil reais e os ministros 10,7 mil. Todos estão sem reajuste salarial desde 2007, no entanto, a inflação no período foi inferior a 20%.

Os defensores do projeto consideram que a proposta garante isonomia nos salários dos três Poderes, uma vez que prevê a equiparação ao que recebem os ministros do Supremo Tribunal de Justiça (STF), considerado o teto do funcionalismo público.

Apenas representantes do Psol e do PSB manifestaram-se contra o projeto na plenária desta manhã. “Nós, parlamentares, não podemos deliberar em nome do próprio interesse contra o interesse público. Esse projeto é um absurdo", disse a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) na tribuna. "Eu recomendaria aos meus colegas, se essa proposta for aprovada, que tirem os seus botons, porque vão sofrer agressões da população, que não aceita arbitrariedades contra o interesse público”, completou.

"Defendemos o reajuste inflacionário, o que elevaria nosso salário para cerca de R$ 20 mil. É incompreensível que a Câmara aprove um aumento desses para nós enquanto discutimos o congelamento do salário mínimo em R$ 500", afirmou o deputado Ivan Valente (Psol-SP).

Já o deputado eleito Francisco Everaldo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), que visitou o Congresso pela primeira vez nesta quarta-feira, disse que chegou “em boa hora” ao comentar o provável aumento salarial.

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