Você está aqui: Página Inicial / Política / Blogueiros fazem campanha contra censura à "Falha de S.Paulo"

Política

Mídia

Blogueiros fazem campanha contra censura à "Falha de S.Paulo"

por Paula Thomaz — publicado 06/12/2010 16h59, última modificação 23/12/2010 15h54
Criadores da paródia online do jornal reclamam que ombudsman da Folha não falou sobre o blog e querem que a iniciativa tenha repercussão internacional

Criadores da paródia online do jornal reclamam que ombudsman da Folha não falou sobre o blog e querem que a iniciativa tenha repercussão internacional

Os blogueiros Lino e Mario Bocchini que em setembro passado foram censurados pelo jornal Folha de S. Paulo depois de publicar no blog intitulado Falha de S. Paulo sátiras ao jornal, lançam nesta segunda-feira 6 uma campanha para denunciar o que eles chamam de “atentado da Folha contra a internet brasileira”.

Segundo os irmãos, a censura ao blog de paródia abre precedente para “agressões” de outras empresas. “O maior jornal do país está querendo arrancar dinheiro de dois irmãos como indenização por danos morais”, dizem em nota publicada no blog que agora se chama Desculpe a Nossa Falha.

A iniciativa dos Bocchini tem apoio de Gilberto Gil e Marcelo Tas cujos depoimentos estão no site. Há também declaração do diretor de redação do jornal Sérgio Dávila em que defende a censura ao Falha.

“Até a ombudsman da Folha, que já afirmou várias vezes que o jornal tem que ‘ser corajoso para noticiar as críticas que recebe’, ignorou nossos apelos”, reclamam os irmãos.

Para que a campanha tenha repercussão internacional, Lino e Mario pedem a ajuda na divulgação da iniciativa para a mídia estrangeira por meio dos textos que disponibilizam no blog que estão em inglês, espanhol, francês e italiano.

A Folha cala a Falha – Por meio de uma liminar a Folha de S. Paulo tirou do ar o blog www.falhadespaulo.org.br. O jornal ceifou as ideias dos irmãos Lino e Mario Bocchini no dia 30 de setembro, pouco tempo depois de a página ir ao ar, alegando uso indevido da marca. Eles ficaram proibidos de manter o endereço no ar sob a pena de multa diária de mil reais. “Achamos que o jornalismo que a Folha faz é partidarizado (e ruim). E gostaríamos de criticar isso com humor, mas fomos impedidos de forma violenta”, diz Lino.

registrado em: