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Banda larga, por vias estreitas

por André Siqueira — publicado 14/07/2011 22h15, última modificação 15/07/2011 13h04
Sob críticas, o governo se acerta com as operadoras e oferece internet "popular" com velocidade inferior à média mundial
Banda larga, por vias estreitas

Sob críticas, o governo se acerta com as operadoras e oferece internet "popular" com velocidade inferior à média mundial. Foto: Olga Vlahou

Quase nenhum ato ou palavra de Fernando Collor no exercício da Presidência da República merece ser lembrado. Mas, em uma ocasião, o “Caçador de Marajás” foi preciso: ao chamar de carroças os automóveis produzidos e vendidos no Brasil. Por isso, quase 20 anos depois, é possível adaptar a metáfora do ex-presidente. A internet oferecida hoje no País está mais para um carro de boi que para um jato supersônico. Nada melhor para ilustrar este cenário desolador do que a principal estratégia do governo para oferecer serviços de banda larga à maioria da população. Ela parte de contratos que, originalmente, se destinam à instalação de telefones públicos em áreas remotas.

A evolução do orelhão para a conexão rápida à internet é a melhor analogia para descrever um desafio que deu origem a um programa de Estado, lançado há mais de um ano, e que só agora começa a sair do papel. E, mesmo assim, sob as críticas de setores da sociedade civil, que duvidam da possibilidade de promover o salto tecnológico necessário sem mudanças mais profundas nas regras do setor.

A partir de outubro, as concessionárias de telefonia fixa – Oi, Telefônica, CTBC e Sercomtel – vão oferecer serviços de conexão à internet com velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps) por 35 reais mensais em suas áreas de cobertura. O anúncio foi feito em 30 de junho durante a divulgação da terceira edição do Plano Geral de Metas para a Universalização do Serviço Telefônico Fixo Comutado (PGMU). Os temas não se misturaram por coincidência. Para convencer as operadoras a vender os planos de banda larga, o governo valeu-se da cláusula contratual que prevê, a cada cinco anos, a revisão das obrigações do setor.*

Leia o texto na íntegra na de CartaCapital, nas bancas nesta sexta-feira 15

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