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Homenagem

As palavras de Chico Buarque

por Redação Carta Capital — publicado 20/10/2010 12h59, última modificação 20/10/2010 18h04
“Vim reiterar meu apoio a essa mulher de fibra, que já passou por tudo, e não tem medo de nada”, disse Chico em evento pró-Dilma no RJ que reuniu artistas e intelectuais

“Vim reiterar meu apoio a essa mulher de fibra, que já passou por tudo, e não tem medo de nada”, disse Chico em evento pró-Dilma no RJ que reuniu artistas e intelectuais

Evento na segunda-feira 18 no Rio de Janeiro reuniu artistas e intelectuais em prol da candidatura da petista Dilma Rousseff a presidência da Repúlica. Na mesa principal, vestindo uma camiseta vermelha e sentado ao lado da candidata, estava o cantor e compositor Chico Buarque. Desvelando a pecha de tímido, Chico discursou de improviso. “Pensei que fosse ficar apenas como papagaio de pirata do [teólogo Leonardo] Boff”:

“Vim reiterar meu apoio a essa mulher de fibra, que já passou por tudo, e não tem medo de nada. Vai herdar o senso de justiça social, um marco do governo Lula, um governo que não corteja os poderosos de sempre, não despreza os sem-terra, os professores, os garis. Um governo que fala de igual para igual com todos, que não fala fino com Washington, nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai".

Boff, um dos articuladores do encontro, fez uma referência a onda de panfletos anti-Dilma que circulam pela internet e pelas ruas. “Se com Lula a esperança venceu o medo, com Dilma a verdade vai vencer a mentira. O projeto que se articula com a privatização e com os negócios encurta a população brasileira e não podemos permitir que ele volte”.

A filósofa Marilena Chauí, uma das mais entusiasmadas no encontro, puxou um santinho do tucano José Serra com a mensagem “Jesus é a verdade e a justiça” e disparou: “É religiosamente obscena”.

Estavam presentes no evento o arquiteto Oscar Niemeyer, as cantoras Alcione e Beth Carvalho, os diretores José Celso Martinez e Ruy Guerra e os escritores Fernando Morais e Eric Nepomuceno.

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