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Política

Ditadura Militar

Argentina já colocou na prisão 486 acusados por crimes durante a ditadura

por Redação Carta Capital — publicado 28/03/2011 16h34, última modificação 28/03/2011 16h39
Entre eles, três ex-presidentes da República foram condenados. Naquele período, mais de 30 mil argentinos foram dados como mortos ou desaparecidos. Da Redação

Entre eles, três ex-presidentes da República foram condenados. Naquele período, mais de 30 mil argentinos foram mortos ou se encontram desaparecidos

Ao contrário do que ocorre no Brasil, na Argentina, lugar de torturador é na cadeia, mesmo que esse tenha sido presidente do país. Por conta dos crimes cometidos pelo governo nos últimos anos de chumbo de lá (1976-1983), três presidentes-militares que governaram o país no período foram julgados e presos.

Segundo entidades de direitos humanos, um total de 486 ex-militares do Exército, Marinha, Aeronáutica, polícias e forças nacionais envolvidos em mais de 30 mil mortes ou desaparecimentos  no período, foram julgados e presos, sem direito a recursos, nos últimos cinco anos graças a anulação de leis que travavam julgamentos, promulgadas em 2006, pelo governo Néstor Kirchner (2003-2007).

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo publicada neste domingo 27 não existe paralelo com qualquer país da América Latina, Leste Europeu ou África, que tenha prendido seus torturadores sem a necessidade de um tribunal especial ou de exceção. Como aconteceu com o ex-presidente Jorge Videla, que foi condenado à prisão perpétua aos 85 anos por crimes de sequestro e tortura. Reynaldo Bignone, também ex-presidente, pegou pena de 25 anos.

Um dos próximos processos a ter julgamento é o da chamada “Operação Condor”, uma aliança militar entre os países da América do Sul sob regime ditatorial.

Por outro lado, segundo a reportagem da Folha, a Justiça Militar argentina processou 350 militantes de esquerda enquanto no Brasil a justiça processou 7.400 e no Chile 6 mil, durante os anos de suas respectivas ditaduras. Uma demonstração clara de que, por lá, a via judicial não era o caminho mais usado para que o governo enfrentasse seus opositores.

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