Você está aqui: Página Inicial / Política / Amaury Ribeiro Jr. e o glossário da privatização

Política

Quebra de Sigilo

Amaury Ribeiro Jr. e o glossário da privatização

por Redação Carta Capital — publicado 26/10/2010 14h53, última modificação 26/10/2010 15h21
Mais indícios de que as quebras de sigilo têm a ver com a apuração do jornalista
Amauri-Ribeiro-Junior

O jornalista Amaury Ribeiro Jr. Foto: Ed Ferreira

Mais indícios de que as quebras de sigilo têm a ver com a apuração do jornalista
Na segunda-feira 25, após seu novo depoimento na sede da Polícia Federal em Brasília, o quarto desde que veio a público o caso da quebra do sigilo fiscal de tucanos e parentes do candidato José Serra, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. distribuiu aos colegas de profissão uma carta e documentos que baseiam seu livro sobre os escândalos das privatizações no governo Fernando Henrique Cardoso. CartaCapital chama a atenção para dois trechos importantes da carta: citações a depósitos em uma conta de Ricardo Sérgio de Oliveira feitas por Gregório Marin Preciado e Carlos Jereissati.

Breve curriculum dos personagens:

Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do Banco do Brasil à época da privatização do sistema Telebrás. Personagem recorrente no escândalo da privatização da telefonia, é dele a memorável frase “no limite da irresponsabilidade”. Oliveira era um dos encarregados de apoiar a formação dos consórcios da privatização. Havia uma guerra particular entre a turma do banqueiro Daniel Dantas e o grupo de Carlos Jereissati, irmão do senador Tasso Jereissati. Carlos venceu a queda-de-braço e ficou com a Telemar, hoje Oi. Essa guerra intestina está na base das escutas ilegais que levaram à explosão do escândalo do vazamento das “fitas do BNDES”.

Carlos Jereissati, empresário, classificado como integrantes da “rataiada” que queria se locupletar na privatização da Telebrás. Quem cunhou o termo foi Luiz Carlos Mendonça de Barros, então presidente do BNDES. Mendonça de Barros, pelo que indicam os grampos, trabalhava para favorecer a Telecom Italia e o banqueiro Daniel Dantas contra a “rataiada” de Jereissati.

Gregório Marin Preciado, casado com uma prima de José Serra, apontado como arrecadador de campanhas do tucano e envolvido em variadas de denúncia de corrupção.

Oliveira, Preciado e Mendonça de Barros tiveram seus sigilos fiscais devassados.

Como mostra Ribeiro Jr., o elo se fecha.

Leia abaixo a íntegra dos documentos repassados pelo jornalista.

registrado em: