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Aloysio Nunes e José Aníbal negam envolvimento em suposto cartel

por Redação — publicado 21/11/2013 18h34, última modificação 22/11/2013 06h33
Segundo denúncia do relatório, tucanos estariam "envolvidos com a Procint", empresa do lobista Arthur Teixeira suspeita de intermediar propina a agentes públicos
José Cruz / ABr
Nunes

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP)

Após relatório entregue ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no qual o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer disse possuir documentos que provam um forte esquema de corrupção para abastecer “o caixa 2 do PSDB e do DEM” e que faz menção também ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), e aos secretários estaduais José Aníbal (Energia), Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos) e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico) como "envolvidos com a Procint", empresa do lobista Arthur Teixeira suspeita de intermediar propina a agentes públicos, o senador Aloysio Nunes e o secretário José Aníbal se pronunciaram por meio de nota à imprensa condenando a denúncia.

Confira os textos na íntegra:

Na edição impressa de quinta-feira, 21, o jornal O Estado de S. Paulo cometeu um erro em sua primeira página ao tratar das apurações sobre o cartel do metrô de SP.

Como mostra a reportagem publicada na página A4, o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), foi perguntado se teve estreito relacionamento com Arthur Teixeira, da Procint Projetos e Consultoria Internacional.

O senador afirmou ter conhecido Teixeira à época em que foi secretário dos Transportes Metropolitanos, entre 1991 e 1994, e teve com sua empresa, entre muitas outras do setor ferroviário, relações estritamente profissionais. Mas negou qualquer relação com o empresário.

O senador Aloysio Nunes enviou carta ao jornal informando o problema, em respeito à credibilidade da publicação e a seus leitores, e pediu a publicação de uma errata.

Brasília, 21 de novembro de 2013
Aloysio Nunes Ferreira
Líder do PSDB no Senado”

 

“É inacreditável que o jornal O Estado de S. Paulo, baseado na leviandade de um sujeito que, confessadamente, barganhou suas acusações em troca de proteção e de emprego junto ao Partido dos Trabalhadores (PT), ponha em xeque a honra e a probidade de agentes públicos -- eu incluído entre eles.

Conforme relatou o próprio jornal, o “delator” em questão negociou, por meio do deputado Simão Pedro (PT-SP) e do presidente do CADE, Vinicius Carvalho, ajuda do partido para uma indicação a uma diretoria executiva da Vale, como contrapartida pela difamação aos “acusados”.

De mim ele vai receber o tratamento que merece. Construí minha vida pública com posições em defesa do interesse público e da população, sempre. Estou abrindo ações para processá-lo por calúnia e difamação e também por danos morais. Quero vê-lo onde ele estará cedo ou tarde: na cadeia.

Jamais vi ou falei com este ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer. Sílvio Ranciaro, fundador do PSDB, é meu conhecido, nunca foi meu assessor e muito menos, em qualquer circunstância, falou em meu nome ou teve delegação minha para falar em meu nome em questões que não sejam exclusivamente relativas a posicionamentos políticos.

O CADE, instituição desmoralizada por este rapaz que ocupa sua presidência, mesmo advertido pela Comissão de Ética da Presidência da República, continua sendo vergonhosamente usado como instrumento da delinquência política do PT. É lamentável que o governo Dilma Rousseff permita que um órgão do Estado promova este emporcalhamento da vida pública.

Reitero que em mim vão encontrar uma posição irredutível na defesa da política como elevação, honra, dignidade. É o que devo a minha família, amigos e, sobretudo, aos que me prestigiam com a confiança do voto.

São Paulo, 21 de novembro de 2013
José Aníbal
Deputado federal licenciado e secretário de Energia de São Paulo.”