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Política

Eleições 2014

Alckmin abre 3ª década de domínio do PSDB em SP

por Redação — publicado 05/10/2014 21h40, última modificação 05/10/2014 22h17
Com 57% dos votos, o atual titular do Palácio dos Bandeirantes alcançou cerca de 11,5 milhões de votos e levou a disputa no primeiro turno
Divulgação
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O governador Geraldo Alckmin durante visita a obra na capital

Geraldo Alckmin iniciará a terceira década de domínio do PSDB em São Paulo. Com 57% dos votos, o atual titular do Palácio dos Bandeirantes alcançou cerca de 11,5 milhões de votos e levou a disputa no primeiro turno. Em segundo lugar ficou o candidato do PMDB, Paulo Skaf, com 21,5%. O petista Alexandre Padilha ficou com 18%, na terceira colocação. Na disputa pelo Senado, o ex-governador José Serra venceu com larga vantagem do segundo colocado, o petista Eduardo Suplicy: 58% contra 32%. O ex-prefeito Gilberto Kassab conseguiu pouco mais de 1 milhão de votos, e ficou 5,9% dos votos válidos.

Na disputa por uma das 94 vagas da Assembleia Legislativa, o mais votado foi o tucano Fernando Capez, com 282 mil votos, seguido pelo ex-comandante da ROTA, Coronel Telhada (PSDB), com 237 mil. O petista mais bem votado foi o atual deputado Ênio Tatto, com 99 mil votos. Para as vagas paulistas na Câmara dos Deputados, o mais votado foi Celso Russomano (PRB), com 1,4 milhão de votos ou 7% do total. Mais votado em 2010, o palhaço Tiririca(PR) ficou em segundo lugar com cerca 960 mil votos. O Pastor Marco Feliciano, do PSC, com 376 mil votos ficou em terceiro, seguido de Bruno Covas (341 mil), Rodrigo Garcia (333 mil), Carlos Sampaio (282 mil) e Duarte Nogueira (250 mil).

Fustigado pelos seus adversários devido à crise de abastecimento de água, o aumento nos índices de criminalidade e escândalo do Metrô, o tucano conseguiu manter a liderança desde o início da campanha e, segundo os institutos de pesquisas, não viu sua reeleição ameaçada em nenhum momento. Seu pior desempenho foi no início de setembro, quando Skaf alcançou 23% das intenções de votos, enquanto os eleitores tucanos caíram para 45% dos paulistas.

Nessa época, Skaf subiu o tom e conquistou alguns eleitores ao conseguir polarizar com o tucano. Em sua propaganda, o peemedebista listou todas as promessas não cumpridas pelo governador, mas recebeu o troco ao ser acusado de instituir a cobrança de mensalidade nas escolas mantidas pelo Sesi. Mas a tática não surtiu o efeito esperado. Mesmo com a o “racionamento” atingindo grande parte da capital paulista e cidades do interior, Alckmim se distanciou dos problemas, voltou a subir e, na última semana de campanha, atingiu 59% dos votos válidos.

Em busca do segundo turno, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha não conseguiu polarizar com Alckmin e ficou em terceiro lugar, com 3,6 milhões de votos. Assim como aconteceu na Bahia e em anos anteriores em São Paulo, o crescimento do candidato petista foi subestimado pelos institutos pesquisa. No sábado, véspera do pleito, tanto o Ibope mediam a intenção de votos de Padilha na casa dos 14 pontos. No domingo, na pesquisa de boca urna, Padilha saltou para 20%. Pesquisas de lado, o fato é que Padilha sofreu com o sentimento antipetista do maior eleitorado paulista. O exemplo claro desse cenário é o resultado obtido por Aécio Neves no Estado. O tucano alcançou 9,7 milhões de votos, quase o dobro dos votos por Dilma Roussef.

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