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Política

Quebra de sigilo

Auditoria da Receita fala em quebra de sigilo de mais três tucanos

por Redação Carta Capital — publicado 25/08/2010 17h37, última modificação 25/08/2010 17h50
Um dia após o vice-presidente do PSDB conseguir acesso à investigação, nomes surgem em matéria de jornal como vítimas de violação de dados

A auditoria conduzida pela Receita Federal sobre a suposta quebra de sigilo bancário de tucanos de alta plumagem em outubro de 2009 segue fornecendo material aos jornais. Nesta quarta-feira 25, um dia após o anúncio de que Eduardo Jorge Caldas, vice-presidente do PSDB, teria acesso a todas as peças da investigação interna, aparecem mais denúncias.

Eduardo Jorge conseguiu ter em mãos as informações da investigação, já que seria o primeiro cujos dados bancários vazaram, acessados por funcionários da própria receita. A acusação exposta na queixa-crime apresentada por "EJ" é de que petistas pretendiam utilizar dados para criar um dossiê - sempre um dossiê - contra a candidatura de José Serra à Presidência.

Os nomes que surgem hoje em matéria da versão online do jornal O Estado de S. Paulo são os de Luiz Carlos Mendonça de Barros, Gregório Marin Preciado e Ricardo Sérgio de Oliveira. Os sigilos dos três também teriam sido violados. Parênteses a título de esclarecimento: Medonça de Barros foi o ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique Cardoso no período em que foram realizadas as privatizações do setor. Preciado é ex-sócio de José Serra e casado com uma prima do presidenciável tucano.

Ricardo Sérgio de Oliveira, por sua vez, foi caixa de campanhas tucanas até 1998, investigado pela CPI do Banestado por receber dinheiro de contas irregulares no exterior e célebre por ter dito ao próprio Mendonça de Barros que a privatização da telefonia foi feita "no limite da irresponsabilidade". Outra CPI, a do Banespa, investigou tanto Ricardo Sérgio quanto Preciado por remessa ilegal de dinheiro via empresas. Fecha parênteses.

Segundo a matéria publicada pelo Estado, os dados de declarações de renda foram acessados em  um terminal de computador da Receita entre 12h27 e 12h43 do dia 8 de outubro do ano passado. O texto diz, ainda, que "Os nomes dos tucanos foram destacados pela própria investigação da Receita Federal, como 'contribuintes que despertaram interesse na apuração'". A servidora cuja senha foi utilizada para abrir as informações alega que repassou o código a duas colegas e não sabe quem acessou o sistema com ele.

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