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A investida inútil contra Tiririca

por Redação Carta Capital — publicado 12/11/2010 10h27, última modificação 12/11/2010 10h31
O humorista prova que sabe ler e escrever. E deve tomar posse como deputado federal

O humorista prova que sabe ler e escrever. E deve tomar posse como deputado

Francisco everardo Oliveira Silva, o Tiririca, conseguiu ler e escrever no teste de alfabetização que fez na quinta-feira 11 no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Eleito deputado federal com mais de 1,3 milhão de votos, Tiririca é acusado de falsidade ideológica pelo Ministério Público. O humorista não teria sido o redator da declaração de alfabetização que entregou à Justiça. Ele se recusou a fazer o exame grafotécnico.

 O deputado eleito fez um ditado tirado do livro Justiça Eleitoral, Uma Retrospectiva. Ele escreveu: “A promulgação do Código Eleitoral, em fevereiro de 1932, trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral”. Também leu o título e subtítulo de duas reportagens, uma sobre o Procon e outra sobre o filme de Ayrton Senna.

Apesar de o comediante ter conseguido executar as duas tarefas, o presidente do TRE, Walter Guilherme, disse que “não se pode afirmar se ele sabe ler ou escrever”. Duas- testemunhas de acusação e duas de defesa foram ouvidas. A decisão caberá ao juiz Aloízio Silveira, da 1ª Zona Eleitoral. Mesmo assim, Tiririca será diplomado. “Não se constatou nada que pudesse indeferir o registro de sua candidatura”, afirmou Guilherme.

Tiririca, um típico caso de voto de protesto, acabou demonizado pela dita opinião pública. O mesmo pessoal que pragueja contra a eleição do palhaço costuma conduzir ao Congresso políticos da estirpe de Paulo Maluf e Jader Barbalho. Pergunta: quem ameaça mais a democracia?

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