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Política

Novo mandato

“Nenhum direito a menos, nenhum passo atrás”

por Redação — publicado 01/01/2015 17h53, última modificação 01/01/2015 18h12
Em discurso, presidenta defende seu governo e pede “ajuda” de brasileiros em ajustes
Cadu Gomes / Fotos Públicas
Dilma com a faixa presidencial

Reeleita, Dilma vestiu a faixa presidencial sozinha antes de falar aos militantes em Brasília

No discurso público de sua posse, a presidenta Dilma Rousseff reconheceu a necessidade de mudanças na economia, mas enfatizou que não deve rever direitos trabalhistas. “Assumo meu compromisso de inaugurar uma nova etapa nesse processo de mudanças sociais no Brasil. Vamos fazer ajustes na economia mas sem rever avanços conquistados,” diz a presidenta em discurso na praça dos Três Poderes.

A presidenta fez um discurso mais curto do que o feito pouco antes dentro do Congresso Nacional, enfatizando pontos semelhantes. Entre eles, Dilma falou da necessidade do apoio popular para uma reforma política e a prioridade do seu segundo mandato na educação.

O discurso foi focado na militância presente no local, que estava em um número menor do que nas posses anteriores de Lula e Dilma. “Sei que vocês querem mais e melhor, sei que a palavra mais repetida nesta campanha foi mudança e o termo mais invocado foi reforma,” disse a presidenta. “Para conseguir avançar preciso do apoio de cada um de vocês. Hoje, depois de 12 anos de governo popular, o povo brasileiro tem o direito de dizer como uma orientação para meu novo mandato, nenhum direito a menos, nenhum passo atrás. Esse é meu compromisso sagrado perante vocês.”

A presidenta reiterou suas falas de que não mexerá em benefícios após indicar mudanças na sua política econômica. Dois dias antes, o governo anunciou uma série de regras mais rígidas para a obtenção de direitos trabalhistas como o abono salarial e o seguro-desemprego. “Vamos fazer ajustes na economia, mas sem rever ajustes conquistados,” disse a presidenta, repetindo parte da frase que havia dito no mesmo discurso.