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“Existem também escravos brancos, não apenas pretos”

por Redação — publicado 27/08/2013 19h19
Presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, José Maria Pontes, nega que ato realizado em Fortaleza fosse racista ou direcionado aos cubanos
Jarbas Oliveira/Folhapress
Foto cuba

Médicos cubanos são hostilizados e chamados de "escravos" pelos colegas brasileiros em Fortaleza

O presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, José Maria Pontes, negou nesta terça-feira 27 que o protesto realizado por médicos na segunda-feira 26, em Fortaleza, tivesse conotação racista ou mesmo que fosse direcionado aos médicos cubanos que vão participar do programa federal Mais Médicos.

Em entrevista ao site do jornal Zero Hora, Pontes afirmou que “em nenhum momento” a manifestação foi contra os médicos cubanos. De acordo com Pontes, o alvo eram os gestores responsáveis pelo Mais Médicos, considerado por ele uma “palhaçada”.

Confrontado com o fato de os médicos do Ceará terem gritado “escravos, escravos” para os médicos, negros, Pontes rebateu as acusações e disse que não havia “sentido pejorativo”. “Temos que esclarecer qual foi a intenção. Primeiro, existem também escravos brancos, não apenas pretos. O objetivo daquele grito era dizer que não aceitamos trabalho escravo, não aceitamos a exploração de profissionais”, afirmou. Pontes admitiu, entretanto, ter ficado preocupado com uma “má interpretação” dos gritos. “Aí comecei a puxar ‘Fora, Padilha! Fora, Padilha!’”.

De acordo com o presidente do sindicato, o que gera indignação por parte da categoria é o fato de os médicos participantes do Mais Médicos não serem submetidos ao Revalida, o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos. "O Revalida não é exigido no programa Mais Médicos, colocando em risco a vida da população. É isso que não admitimos", afirmou Pontes.

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