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Os protestos de 12 de abril pelo Brasil

Os protestos de 12 de abril pelo Brasil

por Redação — publicado 12/04/2015 10h13, última modificação 10/11/2016 10h15
Acompanhe em tempo real as manifestações que acontecem neste domingo. Atos em 13 estados e no DF reúnem menos público

Acompanhe debate ao vivo

Encerramos a cobertura em tempo real das manifestações contra o governo Dilma Rousseff, neste 12 de abril, pelo País. Assista a partir de agora, ao vivo, o debate entre jornalistas de CartaCapital sobre os atos que ocorrem pelo Brasil: http://bit.ly/1I5i93O

Estimativas em Porto Alegre

Depois de divulgar que 100 mil manifestantes participaram do ato de 15 de março em Porto Alegre, a Brigada Militar do Rio Grande do Sul começou o acompanhamento dos protestos deste 12 de abril com dados modestos. No início da tarde, a corporação falava em 5 mil manifestantes. Mas, ao fim do ato, a Brigada elevou a estimativa para 35 mil participantes

A PM-SP estimou em 275 mil pessoas o público da manifestação anti-Dilma Rousseff neste domingo 12, na Avenida Paulista, em São Paulo. O número supera os 210 mil que o instituto Datafolha contou nos atos de 15 de março, que foram visivelmente maiores – na ocasião, a PM estimou em 1 milhão o número de pessoas na Avenida Paulista.

Estimativa de público feita pela Polícia Militar, às 16h: 275 mil manifestantes na Av. Paulista.

— POLÍCIA MILITAR - SP (@PMESP) 12 abril 2015

"Sérgio Moro no STF"

Assim como aconteceu na época do julgamento do mensalão, quando o nome do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa acendeu politicamente por conta da condenação dos envolvidos, manifestantes exibem faixas em favor do juiz federal Sérgio Moro. O magistrado está à frente da Operação Lava Jato. Na avenida Paulista, alguns ativistas pedem que o juiz seja indicado para o Supremo.

Florianópolis (SC)

Segundo a Polícia Militar, neste momento há 18 mil pessoas na manifestação em Florianópolis.

São Paulo

Apesar da Polícia Militar não ter divulgado estimativa de público da manifestação na avenida Paulista, São Paulo parece ser, mais uma vez, a cidade com o maior protesto neste 12 de abril. Críticos ao governo Dilma Rousseff se concentram, principalmente, na região do  Masp (Museu de Arte de São Paulo) e do prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), mas há manifestantes por quase toda a via.

Para onde vai o PT?

Em meio a uma das maiores crises de sua história, é impossível decifrar os objetivos atuais do Partido dos Trabalhadores. Leia o artigo Uma triste nulidade, do jurista Fábio Konder Comparato.

Em Campo Grande, os manifestantes dizem que há 6,5 mil pessoas nos atos contra Dilma Rousseff e o PT. A PM fala de 500 manifestantes.

A PM e os manifestantes

Assim como em 15 de março, o clima é amistoso entre a Polícia Militar e os manifestantes na avenida Paulista, em São Paulo. O público pede fotos e conversa com os oficiais presentes na principal via da capital paulista. A PM aproveita e usa seu perfil no Twitter para publicar imagens da relação com os ativistas.

Na Av. Paulista. pic.twitter.com/2PQZIAgB75

— POLÍCIA MILITAR - SP (@PMESP) April 12, 2015

 

Na Av. Paulista. pic.twitter.com/YTk0yj39Lz

— POLÍCIA MILITAR - SP (@PMESP) 12 abril 2015

"O PT tem que tomar um tiro na cabeça"

Em discurso durante a manifestação contra o governo Dilma Rousseff na avenida Paulista, em São Paulo, Kim Kataguiri, um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), criticou o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) e disse que o PT "tem que tomar um tiro na cabeça", segundo reportagem da revista Isto É. O MBL é um dos grupos que pedem o impeachment da presidenta, mas rejeita intervenção militar. Na última manifestação, em 15 de março, o grupo incitou manifestantes contra a reportagem de CartaCapital.

Porto Alegre

Em Porto Alegre, há 5 mil pessoas protestando contra a presidenta Dilma Rousseff, o PT e a corrupção, segundo estimativa da Brigada Militar. A estimativa dos organizadores do ato é de que há 40 mil pessoas na manifestação.

PM evita estimativas de público em São Paulo

Depois da polêmica envolvendo as estimativas de público feitas pela Polícia Militar no protesto de 15 de março, a corporação parece estar receosa em começar a divulgar qualquer dado sobre a quantidade de manifestantes presentes no ato deste 12 de abril na avenida Paulista, em São Paulo. Mais de duas horas depois do início do ato e a PM ainda não divulgou, oficialmente, nenhuma estimativa. No primeiro ato, há quase um mês, antes mesmo das 16h, a Polícia Militar já havia cravado um milhão de manifestantes.

A PM ainda não fez nenhuma estimativa de público.

— POLÍCIA MILITAR - SP (@PMESP) 12 abril 2015

Em Maceió, dois trios elétricos comandam o ato contra Dilma, que tem 6 mil pessoas de acordo com a estimativa da PM e 8 mil conforme os organizadores da manifestação.

Em Brasília

Balanço final da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) sobre a manifestação contra a corrupção, a favor da democracia e pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em Brasília, mostra que o movimento teve um pico de concentração de 25 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios.

“Fora CorruPTos”


(Foto: Marcelo Pellegrini/CartaCapital)

Mais uma vez, como no 15 de março, manifestantes exibem faixas e cartazes contra os "corruPTos". Mas a tese de que a corrupção é exclusividade do PT só beneficia os envolvidos em escândalos. O problema é mais complexo e não existe solução mágica.

Leia o artigo de opinião de Lino Bocchini

Reação da militância e de apoiadores do governo petista nas redes sociais chegou aos Trending Topics do Twitter. A hashtag #AceitaDilmaVez ficou no primeiro lugar no Brasil e chegou a ser a segunda mais citada no mundo

Curitiba

Baixa adesão aos protestos na capital paranaense, onde a PM estima em 8 mil o número de manifestantes. Em 15 de março, a PM estimou 80 mil pessoas nas manifestações da cidade. O protesto saiu às 15h da Praça Santos Andrade para o centro.

Rio de Janeiro

O ato anti-Dilma no Rio de Janeiro, que teve início na praia de Copacabana às 10h, terminou por volta das 15h20. A Polícia Militar estimou em 10 mil o número de presentes neste domingo 12, enquanto os organizadores falaram em 25 mil pessoas. Em 15 de março, os manifestantes estimaram em 100 mil pessoas o número de presentes.

PT e a autocrítica

As várias manifestações contra o governo Dilma Rousseff e o PT, principalmente, acenderam sinal de alerta dentro do partido. Desde 15 de março, deputados, senadores e ex-governadores petistas têm feito críticas públicas ao atual momento da legenda no Brasil. Uma das vozes é do deputado estadual João Paulo Rillo (PT-SP). Ele critica o distanciamento entre o partido e sua base.

Leia a entrevista completa

Intervenção militar


(Foto: Marcelo Pellegrini/CartaCapital)

Na avenida Paulista, em São Paulo, manifestantes exibem faixas em que pedem "intervenção militar", com "faxina geral e o poder de volta em 90 dias"

Manifestantes no Rio de Janeiro erguem cartaz contra o Foro de São Paulo, fórum de debates que discute as alternativas à visão neoliberal da economia e da política. Formado por partidos e movimentos de esquerda da América Latina e Caribe, como o PT, o fórum desperta o medo e a desinformação. Entenda o que é o Foro de São Paulo

Em meio ao cenário conturbado pelas manifestações a favor do impeachment de Dilma e pelo abalo no apoio da base progressista ao governo, Paulo Pimenta (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos na Câmara defendeu coragem para debater a criminalização da homofobia e outros temas polêmicos. "É um imperativo para que o governo restabeleça o diálogo com a base social que o elegeu" afirmou, em entrevista à CartaCapital

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) participou dos atos contra a presidenta Dilma Rousseff em São Paulo. Bolsonaro defende o impeachment da petista

 

Foto do momento que dep Bolsonaro chegou na paulista. pic.twitter.com/k1ju8phNTB

— Vamos Pra Rua Agora! (@Protest_A) 12 abril 2015

Belo Horizonte



Em Belo Horizonte, Minas Gerais, ato contra o governo teve aproximadamente 2,5 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, e 5 mil manifestantes de acordo com os organizadores. No protesto de 15 de março, o número de participantes havia sido de 25 mil pessoas

Defensores de Dilma são hostilizados no Rio de Janeiro



As manifestações contra o governo Dilma Rousseff no Rio de Janeiro tiveram pelo menos duas ocorrências que envolveram defensores da petista. Em um dos casos, um homem teria gritado em um megafone a favor da presidenta. Ele precisou ser escoltado pela Polícia Militar. Pouco tempo depois, uma mulher também foi hostilizada ao criticar os que pedem impeachment. Ela pedia provas, aos ativistas, de que Dilma efetivamente está envolvida em corrupção.

Antipetismo

Os protestos deste domingo 12 trazem à tona, novamente, o antipetismo, sentimento de rejeição ao Partido dos Trabalhadores, no poder no governo federal desde 2003. Em 10 de março, CartaCapital entrevistou o historiador Lincoln Secco, da USP, e debateu com ele essa questão. Para Secco, que é autor do livro A história do PT, o partido talvez não tenha entendido o antipetismo, para ele um sentimento difuso existente na sociedade desde 2005. Leia na reportagem: O PT ainda não entendeu o "antipetismo"?

Avenida Paulista

Protesto contra Dilma Rousseff e o PT em São Paulo está marcado para começar às 14h. Os manifestantes ocupam a avenida desde a manhã deste domingo. O número de participantes, porém, é consideravelmente menor do que os do último ato, no dia 15 de março. Foto: Paulo Pinto / Fotos Públicas

Curitiba

Na capital paranaense manifestantes reúnem-se no mesmo local do protesto de 15 de março. Os organizadores ainda não estimaram o público presente no ato na praça Santos Andrade

 

Em Brasília, onde a manifestação já está se encerrando, houve registro de briga entre grupos contrários e a favor da intervenção militar. A briga começou quando a marcha começava a ocupar a frente do Congresso e alguns manifestantes irritaram-se com grupo formado por militares da reserva que defendem a "intervenção militar constitucional". Ninguém foi preso e a PM desfez o tumulto. As informações são da Agência Brasil

PM de São Paulo afirma, pelo Twitter, que ainda não há estimativa sobre o tamanho do público presente em ato anti-Dilma na Avenida Paulista

 

Boa tarde! A partir de agora iniciaremos nosso trabalho de cobertura dos protestos que acontecerão em São Paulo.

— POLÍCIA MILITAR - SP (@PMESP) 12 abril 2015

A PM ainda não fez nenhuma estimativa de público.

— POLÍCIA MILITAR - SP (@PMESP) 12 abril 2015

Bolsonaro

Deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) está no protesto da Avenida Paulista e tira 'selfies' com manifestantes perto da estação de metrô Brigadeiro.

Senador suplente de José Serra (PSDB), tucano José Aníbal confirma presença em protesto na Avenida Paulista hoje pelo Twitter

Sem internet varia horas. Saindo com uma turma para a Paulista. Viva a democracia! Abaixo a corrupção! Não a Recessão! Fora Dilma!

— José Aníbal (@jose_anibal) 12 abril 2015

Cerca de 50 pessoas participaram de manifestação anti-Dilma na Inglaterra em frente à Embaixada do Brasil em Londres. O protesto foi pacífico. Em 15 de março, 100 participaram do protesto na capital inglesa.

Brasília

Ato oficialmente encerrado na capital federal após 3 horas de protesto. Última estimativa da PM é que a manifestação em Brasília chegou a reunir 25 mil pessoas. Os organizadores falam em 40 mil a 100 mil pessoas

Atos contra Dilma começam a dispersar em São Luís (MA) e Salvador (BA)

São Paulo

Uma carreata com cerca de 40 caminhões está na rodovia Castelo Branco. O objetivo era chegar até a Av. Paulista e somar ao protesto anti-governo. Segundo o comandante da operação de policiamento neste domingo, porém, os veículos estão proibidos de entrar na avenida e poderão circular apenas no entorno da manifestação. Eles protestam também contra o valor dos pedágios e dos combustíveis.

Rio de Janeiro

PM estima em 7 mil o número de pessoas reunidas em Copacabana, na zona sul da capital carioca. Protesto é menor do que o registrado em 15 de março. Houve princípio de tumulto após um homem contrário a manifestação utilizar um megafone. Ele foi escoltado pela PM até uma viatura, mas não foi preso, segundo informações da própria polícia divulgadas no Estadão

Portugal

Manifestação anti-Dilma  acontece em Lisboa na Praça Luís de Camões. Protestos estão marcados em outras capitais europeias, como Londres.

Um homem com um mega-fone que protestava sozinho contra manifestação em Copacabana foi retirado do local pela PM. O homem foi levado com escolta policial até uma viatura, após pedidos dos organizadores para que ele se retirasse.

Dilma Rousseff

A presidenta Dilma Rousseff voltou ao Brasil na madrugada deste domingo. Ela esteve no Panamá, onde participou da Cúpula das Américas. Dilma deve acompanhar os protestos no Palácio da Alvorada, em Brasília

Brasília

Policiais fazem barreira para impedir protestos em frente ao Palácio do Planalto. O número de manifestantes na capital federal é estimado em 20 mil pela PM. No dia 15 de março, eram 40 mil.

Belo Horizonte

 

PM estima em 2,5 mil pessoas na Praça da Liberdade, na capita mineira. Segundo os organizadores, são 5 mil

 

É tolo e irresponsável quem acredita que “foradilma” é o “abracadabra” de um sortilégio que redime o Brasil. Leia análise de Mino Carta: http://bitly.com/1CKlZLi

Rio de Janeiro

 

Manifestações a favor do impeachment de Dilma Rousseff concentram-se em Copacabana. Caminhada deverá sair do Posto 5 em direção ao Leme. PM estima em 800 o número de participantes

 

José Serra

Senador José Serra (PSDB) compartilhou foto do movimento Vem Pra Rua em apoio aos protestos anti-Dilma na manhã deste domingo.

"Muitos me perguntam se vale ir à manifestação. Repito: vale muito. Protestar é legítimo e é uma engrenagem do processo de mudança. E a quem pergunta se mudará algo, também respondo que sim. As pessoas nas ruas, sem sindicatos partidarizados, já são por si uma grande mudança.As manifestações de hoje são legítimas e fortalecem a democracia. É importante lembrar que nenhum partido as comanda. Elas são de todos. Há um sentimento de indignação grande, pela corrupção implantada como método de governar e inépcia das administrações petistas."

Senador Roberto Requião (PMDB) opina em rede social sobre protestos contra governo neste domingo

 

Segundo a PM, 19 mil pessoas participam, em 10 estados e no DF, de atos contra o governo de Dilma Rousseff. Os manifestantes estimam o número em 48 mil - bem abaixo dos atos de 15 de março. Na foto, protesto em Brasília por volta das 10h, em imagem da Globonews

 

Atos contra o governo Dilma acontecem em 10 estados e no DF. Número de manifestantes nesta manhã é menor do que no dia 15 de março

Brasília

PM atualiza para 3 mil o número de manifestantes em Brasília. Organizadores falam em 10 mil pessoas. Na foto, o protesto em Brasília por volta de 10h, na imagem da Globo News

Belo Horizonte

Manifestantes anti-governo estão reunidos na Praça da Liberdade na capital mineira

Belém

Na capital do Pará, 200 manifestam-se contra o governo Dilma na Estação das Docas e na Praça Pedro Teixeira. Os organizadores esperam reunir ao menos 900 pessoas

Brasília - DF

Na capital federal, 2 mil manifestantes anti-governo concentram-se em frente ao Museu Nacional. O número é estimado pela PM

Maranhão

Mau tempo adia caminhada anti-Dilma em São Luís, marcada para começar às 8h30, para as 11h30. Não há informações sobre o número de participantes, segundo a Globonews