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"Petrobras garantirá investimento em Libra com aumento de produção"

por Samantha Maia — publicado 29/10/2013 14h47, última modificação 29/10/2013 17h05
"A empresa, que já não tem problema de caixa, com certeza não terá em 2017", disse Graça Foster em entrevista a CartaCapital
do André Luy
Maria das Graças Foster

A presidenta da Petrobras, Maria das Graças Foster, ao lado de Paulo Secches, presidente da Officina Sophia

A presidenta da Petrobras, Maria das Graças Foster, eleita a 8ª executiva mais admirada do Brasil em evento promovido por CartaCapital, afirmou que os investimentos no campo de Libra, área do pré-sal licitada na segunda-feira 21, serão financiados pelo aumento de produção de petróleo da estatal até 2017. Antes disso, o campo estará em fase exploratória. “Até 2017, quando se começa a investir em Libra, estaremos produzindo mais 750 mil barris de petróleo por dia em relação à produção de hoje, que é de 2 milhões. A empresa, que já não tem problema de caixa, com certeza não terá em 2017", disse ela a CartaCapital.

Segundo a executiva, a Petrobras negociou a formação do consórcio vencedor ao longo de vários meses com diversos parceiros até que se chegasse à configuração final (CNPC, CNOOC, Shell, Total e Petrobras). “A concessão de Libra veio conforme nós trabalhamos arduamente para que ela viesse. Entendemos que o modelo vencedor foi o mais conveniente para a Petrobras e para os parceiros, e vai trazer resultados bastante positivos para o País.” A expectativa é de que o primeiro óleo de Libra  seja retirado em 2020.

Graça Foster destacou a importância da proposta da diretoria da empresa para que seja adotada uma nova metodologia de reajuste do combustível. A defasagem entre o preço pago pela estatal na importação de gasolina e diesel e o valor de venda no mercado interno, que é controlado, tem causado prejuízos para a companhia. Segundo ela, a mudança na metodologia traria mais previsibilidade do reajuste de preço para a Petrobras e reduziria o prejuízo da empresa. “A premissa é não passar volatilidade para o consumidor, e é muito bom para o caixa da companhia”, disse ela. O conselho de administração da empresa, que tem como presidente o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve apreciar o pedido em reunião no dia 22 de novembro.

A expectativa da executiva para a economia brasileira em 2014 é positiva. Segundo ela, a empresa deve trabalhar com uma previsão de câmbio entre 2,10 dólares e 2,2 dólares e preço do brent de até 100 dólares o barril. “O ano de 2014 é importante para a Petrobras, com início de novas unidades de produção e descobertas relevantes, como Libra, o que significa mais investimentos no País, mais emprego, mais renda. Com tudo isso somado à inflação controlada, as melhorias serão evidentes. Para a Petrobras, será um ano bastante promissor.”