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Mino Carta: 'Temos de tapar os ouvidos ao rentismo'

por Redação — publicado 10/11/2014 23h00, última modificação 10/11/2014 23h08
Ao discursar em evento promovido por CartaCapital, diretor de redação faz referência à narrativa de Ulisses e pede que empresários foquem desenvolvimento
Yghor Boy

Em seu discurso no evento As Empresas Mais Admiradas no Brasil 2014, o diretor de redação de CartaCapital, Mino Carta, valeu-se da narrativa homérica de Ulisses ao pedir aos empresários para focarem no desenvolvimento produtivo e "taparem os ouvidos ao canto do rentismo", em alusão à travessia do herói grego pelo mítico mar das sereias.

"Precisamos ouvir com urgência a lição do professor Delfim Netto para sair dessa situação que nos encontramos, claramente complicada. O Brasil não tem outra alternativa a não ser 'crescer ou crescer'.", comentou.

Mino Carta iniciou seu discurso pela exposição dos argumentos que levaram CartaCapital a apoiar a reeleição de Dilma durante a campanha eleitoral. "Apoiamos por termos ganho a certeza de que a política de inclusão social e política internacional independente teriam continuidade."

O diretor de redação pediu ainda a apuração dos esquemas atuais de corrupção, mas lembrou casos pretéritos cujas investigações não prosperaram, entre eles a compra de votos que resultou na aprovação da emenda da reeleição, em 1998.  Ressaltou sua crença na manutenção por Dilma da política de valorização do salario mínimo, da preservação do caráter estatal da Petrobras e do regime de partilha do pré-sal.

Mino lamentou também a ausência de Dilma da premiação. Recebeu, porém, justificativas e afagos do presidente em exercício, Michel Temer. Em seu discurso, o peemedebista disse que a presidente estaria "indignada" com os responsáveis pela organização de sua viagem à Austrália, onde ela participará do G20 nos dia 15 e 16 de novembro. Temer "agradeceu" a ausência da presidenta por ter tido a oportunidade de ouvir Mino. "Foi um discurso com alma", disse.

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