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Hambúrguer, ketchup e cerveja

por Redação — publicado 28/10/2013 22h34, última modificação 28/10/2013 22h41
Cada vez mais global, Jorge Paulo Lemann é o executivo mais admirado
Ilustração: Marcel Lisboa
Leman

Para Leman, deve haver metas para tudo e nenhum limite aos bônus

Quanto mais aumentam a fortuna e o prestígio do empresário Jorge Paulo Lemann, mais discretas e raras se tornam suas aparições. É mais fácil surpreendê-lo passeando de bicicleta com a mulher pelas estradas de vilarejos perto do lago de Zurique, na Suíça, onde mora, do que encontrá-lo em roda de empresários e políticos. Aos 74 anos, Lemann ocupa o posto de empreendedor mais admirado no ranking 2013 de CartaCapital, depois de despontar em nono lugar no ano anterior. O empresário é sócio do grupo controlador da Anheuser-Busch InBev, dona da maior cervejaria do mundo,com marcas como Brahma e Budweiser, além de sócio da gestora 3G Capital.

Trata-se de um reconhecimento global: Lemann também está entre os 50 nomes mais influentes no mundo dos negócios na lista da agência americana Bloomberg. Seus parceiros de ranking são pesos pesados como o Nobel de Economia Paul Krugman e o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi. A revista Forbes, outra referência no mundo de bilionários e empresários, apontou Lemann como o mais rico do Brasil em 2013. Segundo a revista, sua fortuna é estimada em 17,8 bilhões de dólares, dezvezes maior que a atribuída a Eike Batista, que em 2012 ocupava o primeiro posto.

Na edição de 29 de agosto passado, a revista Bloomberg Businessweek mostra uma foto do então jovem Lemann jogando tênis – ele foi pentacampeão brasileiro nesse esporte, além de surfista. A publicação traz um perfil em que o chama de “herói da classe empresarial” e o classifica como gestor de “eficiência impiedosa”, característica lembrada por amigos e colegas de trabalho.

Economista formado em Harvard, sua defesa da “meritocracia de resultados” e sua quase obsessão pela qualificação de líderes e controle rígido de custos e despesas vêm ainda dos anos 1970, quando fundou o Banco Garantia e iniciou seu império. Pela sua filosofia, deve haver metas para tudo e nenhum limite para os bônus salariais. Ou seja, quem trabalha mais ganhará sempre mais.

Além de maior acionista da AmBev, Lemann é sócio da gestora 3G Capital. Entre suas últimas cartadas estão a compra do Burger King, em 2010, e da Heinz, em fevereiro passado, em parceria com o megainvestidor norte-americano Warren Buffett.

Não por acaso, os dois são lembrados pela mídia internacional como modelos de ousadia e sucesso. O negócio fechado entre os dois foi considerado um dos maiores da história da indústria de alimentos. Filho de pai suíço e mãe brasileira, Lemann deixou São Paulo depois que em 1999, seus três filhos menores sofreram uma tentativa de sequestro. Hoje o empresário passa a maior parte do tempo em sua casa perto do Lago Zurique, onde costuma praticar esportes aquáticos.

O lago é conhecido como “costa dourada” e abriga milionários e famosos como Tina Turner. Seus sócios inseparáveis, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sucupira, também têm casas na região. A família Lemann – sua esposa nasceu na Suíça – ainda tem um chalé na estação de esqui de St. Moritz, onde passa o inverno.

É de sua casa na Suíça que Lemann comanda seus negócios pelo mundo. Sem paciência para detalhes operacionais e turbulências do cotidiano, o empresário atua mais como estrategista. De posse de relatórios, é capaz de intuir o desempenho de negócios e antever seus resultados. No rol de suas atividades está a administração da Fundação Lemann, fundada em 2002 para incentivar projetos de educação que beneficiem estudantes brasileiros. Sua proposta é contribuir “para modernizar a gestão dos sistemas públicos de ensino no Brasil, com o objetivo de melhorar o desempenho dos estudantes nas avaliações externas internacionais”. Não por acaso, suas áreas temáticas são educação e esporte.

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