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Luiza Trajano: balcão de soluções

por Redação — publicado 26/10/2015 08h43, última modificação 26/10/2015 11h23
Empresária sempre preferiu resolver os problemas em vez de reclamar deles
Wanezza Soares
Luiza Trajano

Adolescente, aos 12 anos substituiu as férias pelo balcão da loja aberta pela tia Luiza.

Filha única e sobrinha única, autoestima elevada, Luiza Helena Trajano diz ter a sorte de ser influenciada por duas mulheres com visões de vida distintas, porém complementares.

Sua mãe, que morreu ainda jovem, a criou para o mundo. Aos 12 anos, presenteou-a com uma assinatura de jornal para acompanhar os acontecimentos e sempre a incentivou a ir à escola, estudar e brincar. Luiza jamais ouviu recomendações para tomar cuidado com o trânsito e os colegas. 

Da tia, viva até hoje, recebeu o “vírus do empreendedorismo” e com ela aprendeu que a negativa de um cliente era um estímulo não para desistir, mas para criar uma solução capaz de atraí-lo.

“Quando ela me liga para perguntar como estão as coisas, se eu digo que tudo está ótimo, responde que podemos trabalhar mais e tudo pode melhorar. Se digo que estamos em crise, ela diz para não ligar, que é preciso trabalhar e tudo dará certo.”

Adolescente, aos 12 anos substituiu as férias pelo balcão da loja aberta pela tia Luiza. Vendeu além do esperado, comprou presentes para os parentes e teve a atenção despertada para o varejo. A partir daí, galgou posições dentro da empresa até receber, em 1991, um bilhete da tia Luiza: “Logo vou completar 62 anos. Estou ficando velha. Acho melhor você assumir o Magazine”.

Luiza Helena Trajano, única mulher presente na lista dos Líderes mais Admirados do País, aceitou o desafio, sempre com uma lição em mente. “O cérebro tem dois lados, o dos problemas e o das soluções. Tem gente que só reclama da vida, queixa-se dos problemas e nada faz. Há quem goste de problema, eu gosto de solução. A gente só cresce quando se defronta com as dificuldades.” 

Em eventos, quando algumas pessoas dizem que um dos segredos do seu sucesso é a sua inteligência, Luiza gosta de afirmar que não é nada disso.

O seu talento, diz, na verdade é outro, a capacidade de somar QIs. Assim sendo, é importante fazer perguntas e estimular as pessoas a pensar “fora da caixa”, na busca de soluções para os problemas. 

Qual a principal competência para uma líder mulher? Em evento para empreendedoras neste ano, Luiza deu a sua resposta.

“Primeiro, tem de estar disposta a pagar o preço necessário e saber o que você quer da vida. Há mulheres realizadas que ficam em casa, outras que reclamam por ter de trabalhar, e aquelas que se queixam do trabalho. A primeira competência é conhecer a si própria e saber o que se quer e o preço a pagar, porque não há ganho em tudo. Líder nasce ou se desenvolve? Acho que tudo na vida se desenvolve, se você aprende e quer crescer, a vida é uma espiral.”