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“O Estado sozinho não pode tudo. Nem sozinhas as forças de mercado”

por Redação — publicado 28/10/2013 22h43
Para o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, a mobilidade social no Brasil criou novas expectativas e o próximo passo do país está associado à sua capacidade empreendedora

“O futuro do Brasil não é uma interrogação. É uma resposta definitiva”. Assim definiu o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, a situação atual da economia brasileira. Em discurso durante a premiação As Empresas Mais Admiradas no Brasil, entregue na segunda-feira 28 por CartaCapital, o executivo fez um diagnóstico dos avanços econômicos dos últimos meses e afirmou: o próximo passo do país está associado à sua capacidade empreendedora.

“O desemprego perdura nos países da Europa. No Brasil, a situação é diferente”, começou. Parte dessa resposta, segundo ele, tem como raiz a quebra de clichês instituídos no passado. Hoje, lembrou Trabuco, há mudanças na estrutura de consumo e padrão de vida dos brasileiros. “Estamos formando uma classe média emergente. A criação de novos empregos está associada à capacidade de consumo.”

Citando o filósofo espanhol José Ortega y Gasset, segundo quem o indivíduo é ele e sua circunstância, Trabuco ressaltou o crescimento do índice de bem-estar no País nas últimas décadas. “O bem estar não se define quando o indivíduo está bem, mas quando estão todos harmonizados no mesmo sentimento.” Segundo ele, está em construção hoje um país e suas circunstâncias. “Queremos um Brasil de oportunidades e condições de as pessoas prosperarem.”

O executivo disse ter a crença de que, nesta situação, “nem o Estado sozinho pode tudo nem as forças de mercado podem tudo”. “O Estado não é capaz de atender a todas as demandas da sociedade, que avançam conforme avançam nossas conquistas.”

Para ele, a mobilidade social cria novas expectativas relacionadas a educação, saúde, acesso à cultura e condições de infraestrutura. “Será o empreendedorismo o canal dessa transição? Certamente.”

Segundo Trabuco, um país com 200 milhões de consumidores exigirá a criação no País de milhões de CNPJ, em alusão ao cadastro nacional de novas empresas. “Temos muito a ganhar no terreno da competitividade.”

Para isso, ressaltou, é preciso manter o foco nas prioridades e o senso de urgência. Trabuco citou como exemplo deste foco o leilão do campo de Libra, a maior área do pré-sal, promovido na semana passada pelo governo federal. “O leilão de Libra é o fruto de decisões e atos que vão influenciar o desenvolvimento brasileiro nas próximas décadas. Foi um multiplicador da confiança.” Prova disso, afirmou, são os investimentos com capital privado anunciados, após o leilão, na área naval e de logística.

“O governo está atento e aberto a essas questões prementes.” De acordo com Trabuco, essa resposta definitiva é avaliada pela capacidade de entrega, de confiança no trabalho, e de realizações de obras necessárias para o crescimento do Brasil.